Profissionais brownfield e greenfield: quem são e como podem crescer juntos

Pesquisa mostra que mistura de gerações traz aprendizado e melhores resultados para empresas.

Martina Colafemina
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Pesquisa mostra que a mistura de gerações no ambiente de trabalho pode trazer benefícios aos negócios

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Brownfield e greenfield são termos que vêm do gerenciamento de empresas e investimentos. Um projeto brownfield é aquele que já tem uma produção em andamento. O greenfield é aquele que começa do zero em um campo inexplorado. A nomenclatura foi aplicada aos recursos humanos em um estudo feito pelo Senai, UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Agência Alemã de Cooperação Internacional.

Os brownfield já têm uma experiência no setor em que atuam. O relatório aponta os vícios das atividades antigas como seu ponto fraco. Os greenfield são os nativos digitais e engajados com a tecnologia, mas não têm a expertise dos brownfield. 

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A principal demanda para o profissional mais experiente é a atualização técnica para as demandas digitais. O desafio para o greenfield é ter uma formação integral nessas demandas. “Não é que o brownfield não terá os mesmos desafios do greenfield, até mesmo porque as organizações estão se atualizando. Mas esses perfis vão convergir”, diz Irene Azevedo, líder de práticas ICEO da consultoria LHH.

O perfil do profissional do futuro é diplomático e inovador ao mesmo tempo. “Esses perfis têm muito a ganhar um com o outro. O brownfield aprende a ser mais ágil e inovar, enquanto o greenfield ganha experiência”, diz Azevedo. A atualização técnica é importante, mas as habilidades interpessoais são os pontos principais do que esses profissionais devem compartilhar.

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Aqui, alguns desses temas.

Diplomacia: A experiência do profissional brownfield permite que ele saiba como se relacionar e gerenciar adversidades. Essa habilidade deve ser trabalhada no profissional greenfield, que muitas vezes não tem o mesmo jogo de cintura.

Hierarquia e processos: Ser ousado e não ter medo dos riscos são algumas das habilidades dos nativos digitais. Porém, esse jeito de enxergar o mundo pode não se encaixar tão bem com os processos corporativos e com a hierarquia em algumas culturas. Aqui, o brownfield pode ensinar como adequar essas habilidades à rotina empresarial.

Independência: Inovador por natureza, o greenfield não tem medo de propor soluções que fogem do habitual. Começar do zero também não é um problema para ele. Por mais que ser pragmático seja uma qualidade importante, o brownfield pode aprender a sair da zona de conforto com os profissionais mais jovens.

Criatividade: Os recrutadores procuram cada vez mais a criatividade nos colaboradores. Essa habilidade, que é nativa dos greenfield, pode ser compartilhada com os mais experientes. Propor soluções (até as mais complicadas) se torna uma tarefa mais fácil quando o hábito de criar é estimulado. 

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