Duolingo quer aumentar presença no Brasil

Justin Merriman/Divulgação
Cofundador e CEO do Duolingo, Luis von Ahn, diz que plataforma vai investir mais no Brasil

A plataforma online de aprendizado de idiomas Duolingo está se movimentando para investir mais no Brasil e vai começar a contratar localmente.

Com mais de 40 milhões de usuários registrados, dos quais 12,3 milhões usam a plataforma ativamente, o Brasil é o segundo maior mercado para a empresa depois dos Estados Unidos.

Apesar do sucesso entre os usuários brasileiros, a plataforma não tinha um representante local ou operação física no País, mas um investimento maior agora se faz necessário, segundo o cofundador da empresa, Luis von Ahn.

“Temos tido um crescimento orgânico forte no Brasil nos últimos anos, mas entendemos o quão importante é ter uma pessoa operando localmente e totalmente focada em coordenar nossos esforços de crescimento no mercado”, afirma.

A primeira contratação no Brasil será a de gerente de marketing. A função terá a tarefa de desenvolver a nova fase de crescimento local da plataforma, que acumulou mais de 300 milhões de usuários globalmente sem pagar por anúncios.

“Nosso objetivo no Brasil é continuar a aumentar e medir nossa percepção de marca, e encorajar mais pessoas a usar o Duolingo para aprender outros idiomas”, diz von Ahn. “É importante ter uma presença local se queremos continuar crescendo no Brasil e esperamos achar a pessoa certa para nos ajudar a atingir esses objetivos.”

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O aplicativo de idiomas continua a crescer no Brasil mas existem desafios. De acordo com von Ahn, o mercado global de ensino de idiomas offline, ou seja, em escolas, é gigante -aproximadamente US$ 15 bilhões- e este método ainda é prevalente no Brasil.

“O método presencial ainda domina o mercado de idiomas, mas temos visto que estes players tem aumentado sua presença online, em resposta à maior adoção de smartphones e conectividade. Estamos bem posicionados para aproveitar essa mudança do offline para o online”, aponta.

Um outro desafio da plataforma nos mercados em que opera, que também é uma realidade no Brasil, é manter a plataforma atrativa para usuários cujo nível de proficiência é mais avançado.

A empresa começou a atacar este problema com a ferramenta Stories, que traz histórias interativas para apoiar o aperfeiçoamento em idiomas. Esta função será lançada no Brasil até outubro, para apoiar o estudo de inglês de usuários cujo idioma nativo é o português.

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Apesar de empresas (particularmente outras startups de tecnologia) frequentemente exigirem a fluência em outros idiomas de seus colaboradores, a Duolingo não conseguiu fazer sua oferta B2B decolar.

“Exploramos o mercado corporativo extensivamente e descobrimos que as oportunidades são menores do que pensamos inicialmente e não há o mesmo crescimento do mercado consumidor”, aponta von Ahn.

O fundador aponta que as pesquisas da Duolingo mostram que empresas têm necessidades muito diversas quando o assunto é ensino de idiomas e uma oferta voltada a esse público necessitaria de muitos recursos e suporte.

“Para focar no mercado B2B teríamos que atender muitas variáveis. Por conta do tamanho e trajetória de crescimento em B2C, é nesse espaço que vamos concentrar nossos esforços.”

A Duolingo recebeu investimentos da Union Square Venture Partners, New Enterprise Associates, Kleiner Perkins Caufield & Byers, Google Capital, Tim Ferriss e do fundo de Ashton Kutcher, A-Grade Investments. A empresa faturou US$ 36 milhões em 2018.

Vereadores e startups discutem inovação em São Paulo

Um evento promovido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) em parceria com a Câmara de Vereadores de São Paulo e a ZeroOnze Startups, discute hoje a criação de um ambiente mais propício para a inovação na capital paulistana. As startups apresentarão suas queixas e reivindicações no evento, cuja proposta é discutir como o poder público pode trabalhar melhor com as empresas. O evento terá a participação de nomes como a vereadora Soninha Francine, o Secretário de Inovação e Tecnologia da cidade de São Paulo, Daniel Annenberg, a vice-presidente da Abstartups, Tânia Gomes e o CEO da Kick Ventures, Rodrigo Quinalha.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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