Pinterest se prepara para monetizar no Brasil

Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Plataforma de descoberta visual Pinterest quer ser aliada de varejistas no Brasil

A plataforma de descoberta visual Pinterest está se preparando para entrar em uma fase de monetização no Brasil, com foco no setor de varejo local.

Segundo a country manager para o Brasil e América Latina, Mariana Sensini, o Brasil é um mercado “importantíssimo” para o Pinterest, que é usado por, segundo a ComScore, aproximadamente 38 milhões de pessoas que buscam e colecionam conteúdo sobre temas como reformas, decoração e culinária.

No Brasil, a intenção é educar empresas sobre o valor do Pinterest como veículo eficiente de engajamento com clientes e, em paralelo, introduzir ferramentas voltadas à monetização, como auto-serviço de promoção de itens na plataforma.

Divulgação
Mariana Sensini, country manager para o Brasil e América Latina

Avançar em mercados fora dos Estados Unidos é uma prioridade global para a empresa, que ainda é deficitária e se posiciona como um motor de busca visual onde usuários podem encontrar e comprar itens com base em seus gostos e nos interesses dos influenciadores que seguem na plataforma.

“O mercado da Europa já tem o instrumento de monetização, o Brasil tem um número expressivo de usuários, então, dar esse passo aqui é natural para nós”, afirma Mariana.

Há um “interesse muito grande” da plataforma em fazer com que isso aconteça no próximo ano, segundo a country manager: “Queremos todo o Brasil navegando com o aplicativo e fazendo transações na plataforma”.

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Desde o início de 2015, quando a empresa abriu seu escritório no Brasil, a atividade tem sido o que a country manager descreve como “growth”, ou seja, crescimento da base de usuários. Isso se dá por meio de diversas iniciativas focadas no ecossistema da plataforma, que inclui usuários finais, criadores de conteúdo e grandes marcas.

As oportunidades que o Pinterest oferece para marcas são “enormes”, diz Mariana. A country manager qualifica sua afirmação, dizendo que 97% das buscas feitas na plataforma não mencionam empresas e isso implica que usuários estejam suscetíveis ao conteúdo de marcas.

“O varejo precisa se apropriar muito mais do Pinterest. Temos trabalhado muito de perto com empresas de moda e decoração, para que elas participem do funil de navegação do usuário desde já”, conta.

Deixar o mercado pronto para as intenções de monetização do Pinterest também significa atrair marcas de forma orgânica.

Isso envolve o trabalho feito com aproximadamente 100 grandes empresas como Renner, Schutz, TokStok, Nestlé, Leroy Merlin e Natura, onde a plataforma garante a promoção de conteúdos relativos a produtos divulgados sem custo: “Quando o segundo estágio [de monetização] acontecer, vai ser um processo natural”.

O que ainda falta, segundo Mariana, é que empresas saibam como usar melhor a plataforma para vender mais. “Buscamos aumentar o entendimento das nossas métricas e como marcas podem participar do processo de circulação e compra dos usuários do Pinterest.”

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Além de seu trabalho com marcas, a empresa quer continuar nutrindo seu ecossistema de criadores de conteúdo para atrair ainda mais usuários pela plataforma. O Pinterest tem interesse especial em criadores das áreas de viagem, comida e bebida, ‘parenting’, beleza e decoração.

O trabalho da comunidade de infoprodutores é especialmente interessante para o Pinterest por ser o que a empresa chama de conteúdo “evergreen”, ou seja, que tem uma duração de prateleira mais longa: “O conteúdo dos creators tem uma afinidade imediata conosco e só aumenta a nossa visibilidade”.

Mas esta parte do ecossistema, bem como as marcas, ainda precisa de um trabalho de educação.”Mostrar como um criador pode ser bem sucedido na plataforma é um desafio que conseguimos transpor à medida em que aumentamos o entendimento deste potencial”, conclui.

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Um executivo da Uber vem ao Brasil para falar sobre a os impactos dos planos da expansão do aplicativo no segmento de locação de veículos. O head de soluções para veículos da América Latina na empresa de mobilidade, Caleb Varner,palestra hoje sobre a integração do aplicativo à plataformas de operadores do setor, no XIV Fórum Internacional do Setor de Locação de Veículos, no Transamerica Expo Center.

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Um centro de inovação e educação em saúde foi inaugurado no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na avenida Paulista, em São Paulo. O local, lançado por ocasião dos 122 anos da instituição, abrigará uma incubadora e aceleradora de startups, um laboratório de ciência de dados e uma estrutura para treinamento de profissionais da saúde em tecnologias emergentes.

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Uma lista de 200 ideias inovadoras é um dos resultados de um evento promovido pela Ultragaz em parceria com a aceleradora TechStars no último final de semana. O Mega Startup Weekend buscou discutir novas ideias pelo viés da diversidade e reuniu mais de 400 participantes de 9 a 58 anos de idade. O evento premiou três ideias nas cinco áreas de foco, que incluíram uma ferramenta para o cultivo de hortas em casa (em agro) e uma oferta no setor jurídico, que busca solucionar o desgaste de consumidores em relação a cobranças indevidas.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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