5 dicas para uma startup conseguir um investimento seed

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Igor Senra, CEO da fintech Cora

O seed capital – ou capital semente no Brasil – é o primeiro investimento depois do aporte de um investidor anjo, e costuma ser um apoio importante para startups em estágio inicial implementarem e organizarem suas operações. Normalmente é nesta fase que os primeiros fundos de venture capital entram na empresa, com valores que variam de R$ 500 mil a R$ 2 milhões. É com este recurso que as startups constroem e validam seu produto e colocam em prática as estratégias iniciais de captação de clientes.

FORBES Insider perguntou a Igor Senra, CEO da startup Cora fintech que recebeu US$ 10 milhões, a maior rodada seed da América Latina do segmento – o que em uma startup deveria fazer para conseguir um aporte como esse. Veja as dicas a seguir:

1 – Estabeleça um relacionamento com os fundos antes da captação

“É importante começar um relacionamento com os fundos antes mesmo de estar no processo de captação. Sair para captar precisando desesperadamente do dinheiro não o coloca numa condição favorável para buscar o melhor negócio para sua startup”, recomenda o empreendedor.

2 – Tenha uma apresentação, mas não a leve no primeiro encontro com o fundo

Na primeira conversa com o fundo, o CEO da Cora não aconselha fazer uma apresentação sobre o seu negócio. Segundo ele, é importante ter o documento para ordenar as ideias, criar o storytelling e ter o domínio do discurso. “Esse processo, feito em conjunto com o cofundador da startup, trará várias discussões produtivas sobre como se construir o negócio”, explica o executivo. Mas essa apresentação deve ser exibida apenas num segundo encontro.

3 – Procure o feedback de possíveis clientes

Se você ainda não tem condições de ter um produto mínimo viável (MVP, da sigla em inglês), procure algum tipo de validação do seu público-alvo da maneira mais rápida e barata possível. Essa é uma forma eficiente de ser assertivo e gerar credibilidade entre os investidores. “Antes de desenvolver um protótipo aqui na Cora, mostramos para os nossos possíveis clientes telas desenhadas à mão com o fluxo que pretendíamos. Com o direcionamento recebido, montamos um protótipo de alta fidelidade já navegável, exatamente como seria na prática. Dessa forma, conseguimos mais feedbacks”, diz Senra.

4 – Converse com muita gente, não só com investidores

Expor suas ideias a várias pessoas ajuda o receber feedbacks e consolidar sua visão, facilitando as conversar com investidores e clientes. Não perca nenhuma oportunidade, já que, normalmente, uma pessoa conhece outra e você pode ser apresentado a alguém importante para a iniciativa, capaz de fazer parte da sua equipe ou de acabar se tornando um investidor no negócio.

5 – Tenha a estrutura societária correta

Se você planeja ter um fundo de venture capital como investidor, invariavelmente será proposto um aporte por um veículo de fora do Brasil. Por conta disso, você vai precisar ter uma estrutura compatível. A forma mais amplamente utilizada é de uma empresa off-shore nas Ilhas Cayman, que detém participações numa empresa de Delaware (Estados Unidos) que, por sua vez, será a dona da empresa operacional do Brasil.

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Yago Sampaio/Divulgação

Aplicativo de finanças pessoais Mobills entra na era da IA

Prestes a entrar em seu sexto ano de operação, a Mobills, empresa proprietária do aplicativo de finanças pessoais de mesmo nome, acaba de mudar para um novo endereço em Fortaleza, onde surgiu, e se prepara para incorporar novos recursos baseados em inteligência artificial à sua plataforma.

“Apesar de ser amplamente divulgada, só agora a IA está começando a ser, de fato, disseminada”, diz Carlos Terceiro, CEO e fundador da empresa, que passou os últimos anos desenvolvendo funcionalidades como análise de ganhos e gastos, com gráficos e porcentagem, centralização de informações sobre contas, cartões, investimentos, despesas e rendas e cadastramento de objetivos de curto, médio e longo prazos, além de conteúdos sobre educação financeira. “Agora é hora de usar a IA para analisar o perfil dos grupos de usuários, identificar o que eles precisam e enviar sugestões de ações mais personalizadas e menos generalistas, como se cada um fosse único”, diz Terceiro, que já contabilizou, até o momento, 7 milhões de downloads.

O executivo exemplifica citando os alarmes que podem ser enviados para os usuários quando a plataforma identificar mudanças de comportamento baseadas no histórico. “Se uma pessoa gasta, por exemplo, R$ 200 por mês em restaurantes e, em determinado momento, ultrapassar esse valor, o aplicativo vai avisar.” Outro exemplo, também em fase de testes, passa pelo planejamento financeiro. O recurso permitirá analisar os gastos dos usuários por categoria e compará-los com outros perfis semelhantes, extraindo recomendações mais assertivas e definindo metas para melhorar a condição econômica.

“O objetivo final é sempre melhorar a vida financeira dos nossos clientes”, diz Terceiro, explicando que, segundo as estatísticas levantadas pela empresa, três meses de uso do app são suficientes para aumentar o montante economizado em 10%.

Sem nunca ter recebido capital externo, a Mobills tem seu modelo de negócios suportado por assinaturas. A mensal custa R$ 14,90, enquanto a anual sai por R$ 80. Existe, ainda, a possibilidade de usar o aplicativo gratuitamente. “Mas já comprovamos que os usuários pagos são mais comprometidos. Após 90 dias, eles conseguem economizar, em média, R$ 982 por mês, enquanto aqueles que usam a versão free economizam R$ 685”, conta Terceiro.

No que diz respeito aos perfis dos usuários do aplicativo – dono do maior faturamento segundo os rankings da App Store e Google Play –, o executivo diz que 50% é formado por pessoas que querem começar a economizar, 30% por aquelas que precisam sair das dívidas, 12% de interessados em começar a investir e 8% de investidores ávidos por otimizar seus rendimentos. “É por isso que a inteligência artificial é tão importante. Graças a ela, poderemos atuar como um consultor financeiro para cada usuário da plataforma, de forma personalizada, contribuindo para que uma vida financeira mais saudável.”

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Reprodução

Healthtech norte-americana recebe aporte de US$ 45 milhões

A healthtech norte-americana IntelyCare anunciou a recente conclusão de sua rodada de financiamento da série B. O investimento de US$ 45 milhões – o maior de todos os tempos no segmento de cuidados com a saúde – foi liderado pela Endeavor Vision com a participação da Kaiser Permanente Ventures e da Generator Ventures.

Cofundada pelo ex-biotecnólogo, enfermeiro e gerente de TI de hospital Chris Caulfield, o aplicativo móvel e a plataforma associada esperam oferecer uma solução para a atual crise de enfermagem na área da saúde dos Estados Unidos, sanando o déficit de 1 milhão de profissionais até 2030.

A solução digital da empresa usa a ciência de dados para otimizar a base de talentos existente e fechar a lacuna entre a oferta e a demanda. Dado o crescimento das doenças crônicas e do envelhecimento da população em todo o mundo, a solução de problemas para a equipe que atende essa demografia é mais premente do que nunca e há um papel significativo para as novas tecnologias.

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CI&T inaugura operações na Europa e no Canadá

A multinacional brasileira CI&T, especializada em transformação digital, anunciou que vai inaugurar, ainda no primeiro trimestre do ano, três operações estratégicas. Duas delas serão na Europa, mais especificamente em Londres, na Inglaterra, e Lisboa, em Portugal, e uma na América do Norte, baseada em Toronto, no Canadá. O principal objetivo da iniciativa é conduzir projetos para grandes marcas globais que operam nessas regiões, além de estimular o desenvolvimento do próprio ambiente de inovação e de transformação digital nos continentes.

A empresa estima que seu faturamento global chegue a R$ 1 bilhão no final de 2020. “A expansão internacional é chave para a nossa consolidação. A companhia já ampliou sua presença no mercado norte-americano, acelerando seu crescimento anual de 25% para 30% nos últimos anos”, diz Bruno Guicardi, presidente e cofundador da CI&T. “Com a entrada no continente europeu, esperamos obter resultado semelhante”, complementa.

As principais operações serão baseadas em Lisboa, na ponta de desenvolvimento de soluções digitais e de design, e em Londres, que terá os novos negócios como foco do trabalho. Esses escritórios suportarão os projetos nas principais economias do continente, sobretudo em países como Alemanha, Suíça, França e Espanha, além das bases locais em Portugal e no Reino Unido. A companhia planeja investir mais de € 2 milhões nos próximos dois anos para expandir sua operação na Europa. Em Toronto, onde ficará o Centro de Negócios e Desenvolvimento, o investimento previsto é entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões.

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IBM faz parte de força-tarefa para combater mudanças climáticas

A IBM, David Clark Cause – fundador da Call for Code, iniciativa global que conta com investimentos de R$ 30 milhões –, as Nações Unidas para os Direitos Humanos e a Linux Foundation anunciaram ontem (3) o desafio deste ano. A iniciativa convidou desenvolvedores de software e especialistas em inovação do mundo todo a ajudarem a combater as mudanças climáticas com tecnologias alimentadas por código aberto.

“A mudança climática é o problema mais crucial do nosso tempo, com uma infinidade de fatores contribuintes localizados e efeitos cascata que não podem ser resolvidos por uma única organização. Precisamos de uma rede global para combater isso juntos”, diz Mami Mizutori, representante especial do Secretário Geral das Nações Unidas (SRSG) para Redução do Risco de Desastres. Os projetos serão recebidos até o dia 22 de março. Em 2019, mais de 180.000 desenvolvedores de 165 países participaram do C4C, criando mais de 5.000 aplicativos focados na preparação e recuperação de desastres naturais.

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Shell Select e Numenu levam loja de conveniência para o interior dos carros

A Shell Select estabeleceu uma parceria com a startup NuMenu para oferecer uma versão pocket da loja de conveniência nos carros de motoristas de aplicativo. Os clientes agora podem encontrar dentro dos veículos que circulam pela capital paulista um display Shell Select com produtos selecionados, disponíveis para compra durante a corrida. São balas, snacks e outras guloseimas, além de itens de emergência, como cabos para celulares.

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