EXCLUSIVO: Plataforma de teleatendimento economiza R$ 12 milhões em sinistros

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André de Barros Martins, vice-presidente de benefícios da Alper: uma pandemia no caminho

Lançada no dia 13 de fevereiro, a Dr. Alper, plataforma healthtech de teleatendimento face to face destinada a prestar o primeiro suporte aos beneficiários de planos de saúde, foi surpreendida por uma pandemia no meio do caminho. Criada com o objetivo de oferecer um atendimento de qualidade aos pacientes e, ao mesmo tempo, reduzir a procura pelos pronto-socorros, a solução de teleconferência havia sido dimensionada para funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana, com 500 médicos de 20 especialidades diferentes, aos 450 mil pacientes de todos os planos de saúde atendidos pela Alper Consultoria em Seguros, de forma gradual.

Aí veio a Covid-19. “Eu entrei em pânico”, confessa André de Barros Martins, vice-presidente de benefícios da companhia, que atua como uma intermediária entre as empresas e os seguros saúde. Não é pra menos. A pandemia – que já contaminou 202 mil brasileiros e matou quase 14 mil – sobrecarregou os sistemas de saúde públicos e privados rapidamente e colapsou a rede de atendimento das principais capitais. O que estava previsto para o médio prazo, foi antecipado: atualmente, 230 mil pacientes já estão sendo atendidos pela plataforma e o número de médicos foi ampliado para 5 mil. Um comitê de crise foi montado para avaliar, diariamente, a estrutura tecnológica e médica.

Nos primeiros 78 dias – do lançamento ao fim de abril –, a Dr. Alper realizou 24 mil consultas, das quais apenas 5% resultaram efetivamente em idas ao pronto-socorro. “Esse volume significa uma economia de R$ 12 milhões em sinistros aos planos de saúde”, contabiliza Martins, explicando que a conta é feita com base no custo do atendimento ambulatorial e em valores médios de exames que acabam sendo efetuados, muitas vezes sem necessidade.

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O executivo diz, ainda, que de cada R$ 100 gastos pelos planos de saúde, R$ 35 estão relacionados a atendimentos de pequeno risco, que poderiam ser resolvidos pela telemedicina com custos infinitamente menores. “Só há duas maneiras de baixar os custos: no atendimento primário, que é onde atuamos, e nas cirurgias de alta complexidade.”

Do total de atendimentos realizados, 27,1% foram por doenças respiratórias em geral, 21% de suspeitas de Covid-19, 19,1% foram contatos com os serviços de saúde para tirar dúvidas, 11% para esclarecimento de sintomas, sinais e afecções mal definidas, 10,3% de casos osteomusculares e do tecido conjuntivo e 7,3% de doenças mentais.

Agora, a plataforma está sendo ampliada com a telepsicologia, que conta com 380 profissionais e está em implantação para os funcionários de duas empresas para consultas e tratamentos. O próximo passo é ampliar essa oferta com a inclusão de meditação, por exemplo.

Martins tem convicção de que a solução veio para ficar – muito além da pandemia. Mas, como toda novidade, tem desafios. Um deles é fazer com que a população aprenda quando e como usar o recurso e confie nele. “Detectamos, no início, um uso recorrente das mesmas pessoas. Mas percebemos que, após algumas consultas, elas se deram conta de que o sistema funciona e esse número diminuiu”, conta, lembrando que a qualidade do atendimento é primordial para vencer esse obstáculo.

“Além disso, as próprias operadoras de saúde ainda apresentam alguma resistência, uma vez que já possuem estruturas próprias e acordos estabelecidos com médicos e hospitais. “Algumas delas até já usavam algo parecido, mas apenas para executivos de alto nível. A nossa proposta é democratizar esse acesso.”

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