Secretário de governo digital detalha futuro dos serviços ao cidadão no Brasil

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Luis Felipe Monteiro, secretário de Governo Digital do Ministério da Economia: o estado mais perto do cidadão

Na última quarta-feira (29), o governo federal anunciou, por meio do Decreto No 10.332, as diretrizes da Estratégia de Governo Digital para o período entre 2020 e 2022. Organizado em princípios, objetivos e iniciativas que vão nortear a transformação digital, o programa tem como meta, nos próximos três anos, oferecer os mais de 3,5 mil serviços prestados pela União aos cidadãos brasileiros de maneira 100% online, disponíveis no portal gov.br.

“O objetivo é bastante ambicioso e impactante”, admite Luis Felipe Monteiro, secretário de Governo Digital do Ministério da Economia. “É uma nova forma de administrar a máquina pública.”

A primeira parte do programa foi executada entre 2016 e 2019. Só do início do ano passado até agora, 668 serviços passaram a funcionar nos canais digitais. Como resultado, o estado economizou R$ 2,2 bilhões em pessoal, espaços físicos e tempo mensurável, ou seja, horas que o cidadão deixou de gastar para obter determinado serviço e que faz parte do chamado custo Brasil. Dinheiro que poderia ser usado para construir centenas de novas UPAS (unidades de pronto atendimento) ou de creches. A estimativa é que, ao final dos cinco anos, a economia seja de R$ 38 bilhões.

Apesar disso – e do fato de a população brasileira ser a 4ª mais conectada no mundo – o Brasil ocupa apenas a 44ª posição no ranking dos governos digitais segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). “O brasileiro é totalmente adepto da tecnologia e já a adotou, por exemplo, para usar os serviços financeiros, fazer compras e se comunicar no dia a dia. Nós, do governo federal, estávamos atrasados alguns anos em relação a outros países, como Dinamarca, Singapura e Reino Unido. Com essa estratégia, estamos nos colocando numa posição de destaque mundial”, diz Monteiro, explicando que o programa recebeu o reconhecimento de entidades como a própria ONU e a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O secretário explica que a estratégia de governo digital está organizada em seis princípios fundamentais. O primeiro deles é o que passa por um governo centrado no cidadão, ou seja, que entende precisamente a demanda da sua população e analisa, com base em dados, a melhor maneira de oferecer serviços e políticas públicas. “O segundo princípio é o de um governo integrado, no qual todos os canais digitais são consistentes e estão disponíveis para a população, com os serviços sendo oferecidos em um grande marketplace”, diz Monteiro. Segundo ele, essa característica prevê que todos esses serviços sejam conectados. “Ou os dados correm do sistema de um órgão para outro ou quem tem que correr atrás deles é o cidadão. E nós não queremos isso”, diz.

O terceiro pilar passa pela inteligência. Isso significa usar as informações e tecnologias avançadas, como inteligência artificial, blockchain e internet das coisas, para entregar os serviços públicos digitalizados. Na sequência está a confiabilidade e segurança do sistema. “Temos que proteger muito bem os dados dos cidadãos e sua privacidade, porque o governo apenas tem essas informações sob custódia, mas elas são da população e são muito valiosas”, diz Monteiro.

O quinto princípio está relacionado à transparência. Isso significa ter como padrão de operação a abertura das informações, disponíveis de forma a serem acessadas com facilidade e em formato processável por máquina, de maneira que não apenas o governo, mas a imprensa, formadores de opinião e até o cidadão na ponta possam acessá-las. “O detalhe que incluímos nessa estratégia é o conceito de governo como plataforma de aceleração de negócios. Há um número imenso de empresas e startups que poderiam se beneficiar dessas informações para impulsionar seus negócios ou mesmo criar outros, cruzando os dados e identificando potencial comercial.”

E, por fim, a eficiência. “Um governo eficiente é aquele que usa bem principalmente os seus recursos humanos. Não precisamos de servidores públicos para bater carimbo ou receber documentos. Eles são essenciais na oferta do Estado, mas precisam ser aproveitados em atividades intensivas de conhecimento, que exijam raciocínio e inteligência para entregar o melhor serviço possível. E a tecnologia é a única forma de conseguir retirar essa força de trabalho de atividades operacionais e automatizáveis e alocá-la para ações essenciais.”

JORNADA DO USUÁRIO

Monteiro explica que a secretaria possui um departamento de experiência do usuário, ou seja, profissionais que mapeiam cada um dos serviços que ainda não foram digitalizados para entender o caminho que o cidadão precisa fazer para obtê-los. São pessoas que não necessariamente entendem de tecnologia, mas vão para as ruas, fazem entrevistas, simulam processos, documentam o passo a passo e identificam os problemas. “Com isso em mãos, fazemos atuações pontuais e muito objetivas para mudar essa jornada e, consequentemente, a satisfação do cidadão com o serviço.”

A secretaria conta com 200 profissionais que interagem com todos os órgãos públicos, além de outros 270 distribuídos em entidades do governo. Cada serviço possui seu próprio plano de transformação digital e centenas estão sendo tocados em paralelo. Monteiro explica que um dos serviços que acabou de ser digitalizado é a solicitação do seguro desemprego para empregados domésticos, do Ministério da Economia. Para os outros profissionais, o pedido já funcionava online, mas, no caso dessa categoria, era necessário dirigir-se a uma agência física. Com a pandemia, esses postos fecharam, restando como solução o atendimento virtual. Em cinco dias, 10 mil solicitações foram feitas pela internet e 3 mil já foram atendidas. A previsão é que o serviço tenha uma demanda anual de 280 mil pedidos e que a digitalização gere uma economia de R$ 358 milhões. Os 7,3 mil funcionários e colaboradores exigidos para a função foram reduzidos para 630.

Sobre o estágio de cada um dos serviços, Monteiro explica que, historicamente, a transformação digital começou pelos órgãos de arrecadação. “Hoje estamos virando essa página para deixar claro que ela precisa estar disponível não apenas para que os cidadãos exerçam seus deveres, mas para que também usufruam de seus direitos”, diz o secretário. Ele explica que no início do mapeamento, 90% da transformação digital já tinha acontecido nos processos de arrecadação (nove em cada 10 serviços, incluindo o sistema de imposto de renda), mas apenas 20% nos serviços de assistência social. “No ano passado, todos os serviços do INSS foram incluídos na plataforma. É um volume imenso, já que estamos falando de 36 milhões de beneficiários.”

Vale lembrar, no entanto, que atualmente 30% dos brasileiros – cerca de 60 milhões de pessoas – não têm acesso à internet no país. “A nossa estratégia digital não prevê a substituição de canais, mas a complementação. Ou seja, não estamos fechando postos físicos por causa da digitalização. O governo – ao contrário da iniciativa privada – não pode escolher seu cliente. Ele precisa atender todo mundo. É uma política em que as três partes ganham: o governo, os cidadãos incluídos digitalmente e os excluídos. A partir do momento que 70% da população estiver operando de maneira digital, os espaços físicos serão capazes de atender os outros 30% sem gargalo.”

O LEGADO DA PANDEMIA

Apesar de centenas de serviços estarem sendo digitalizados simultaneamente, a chegada da Covid-19 acelerou alguns deles para evitar aglomerações, contraindicadas em tempos de pandemia, ajudar a solucionar problemas causados pela crise e acelerar a economia.

Além do já mencionado seguro desemprego para empregados domésticos, outros exemplos são o registro dos brasileiros no exterior com voos cancelados para a ANAC (que tem previsão de 20 mil ocorrências por ano), o registro de mediações coletivas de trabalho e de férias coletivas para o Ministério da Economia (8,3 mil e 10 mil pedidos por ano, respectivamente) e a habilitação do produtor rural para recebimento de indenização do governo federal em virtude do sacrifício de animais acometidos por doenças para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Só neste último caso, que tem uma demanda anual prevista de 2 mil solicitações, a expectativa é economizar cerca de R$ 720 mil por ano. O trabalho, antes feito por 86 funcionários e colaboradores, agora demanda apenas 59. Isso sem falar no mecanismo de solicitação do auxílio emergencial para o Ministério da Cidadania, pago para 50 milhões de pessoas até o momento, segundo o governo federal.

Todos os serviços federais, uma vez digitalizados, ficarão hospedados no portal gov.br, que registrou 6,7 milhões de acesso em março deste ano, aumento de 63% em relação ao mês anterior. Em abril, esse número dobrou. Já o login único – ferramenta que prevê os mesmos dados de autenticação para todos os serviços digitais que já têm 60 milhões de brasileiros cadastrados, também vem registrando aumento de acessos nos primeiros quatros meses do ano. Neste caso, o mesmo login e senha valem para serviços estaduais e municipais e para aplicativos, como o Meu INSS e CNH Digital. “Embora os estados e municípios tenham autonomia administrativa para conduzir seus próprios sistemas e estratégias, o que acontece, na prática, é que, como temos uma capacidade grande de entrega, passamos a ser referência para eles, que acabam integrando suas plataformas digitais às nossas. O Rio Grande do Sul, por exemplo, substitui sua plataforma pela federal. E isso é ótimo, porque ajuda muito o cidadão.”

Outra funcionalidade que está no radar do governo é o “passaporte da imunidade”, que vem sendo proposto em países como a China, a Alemanha e o Reino Unido, e que, por aqui, também já despertou atenção. “Ainda estamos estudando, do ponto de vista médico, a precisão dos testes e a confirmação de que a imunização tem uma boa relação científica para desenvolvimento de algo do tipo. Do ponto de vista tecnológico, é perfeitamente possível. Os laboratórios já estão conectados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e estamos desenvolvendo uma identidade digital biométrica com validação facial para garantir que o cidadão é quem ele está dizendo que é. Mas quem decide sobre isso é o Ministério da Saúde”, explica Monteiro.

IDENTIDADE DIGITAL ÚNICA

Outro projeto incluído na estratégia do governo federal é a identificação digital única dos cidadãos. Monteiro diz que o Brasil é um país bem identificado, ainda que de forma analógica. “Nossa taxa de subrregistro é pequena. Apenas 2% da população brasileira não têm registro de nascimento. Além disso, o CPF é emitido automaticamente na certidão, o que faz dele o número mais universal que temos hoje.”

O secretário explica que o objetivo não é criar um novo número, mas integrar os cadastros e documentos. Ou seja, se o cidadão pode ser identificado biometricamente, seja pelo reconhecimento facial ou digital (que já inclui quase 120 milhões de pessoas por causa do processo eleitoral), atestando sua autenticidade, basta fazer com que todos os demais sistemas conversem entre si. “Não significa ter uma base única. Elas podem continuar descentralizadas, mas conectadas a partir do CPF, e com todas as informações do cidadão disponíveis na tela do celular.”

O valor dessa funcionalidade está diretamente ligado à oferta de serviços que antes poderiam ser negados em função da segurança, como, por exemplo, a abertura de uma conta bancária digital, e ao desenvolvimento dos negócios. “O risco das transações é reduzido substancialmente, na mesma proporção em que o volume aumenta”, diz Monteiro. De acordo com uma pesquisa da McKinsey, a expectativa é que, em uma década, a identidade digital gere R$ 500 bilhões em negócios e economia no Brasil.

Além disso, o que aconteceu recentemente – quando cidadãos informais considerados “invisíveis” ficaram de fora do pagamento do auxílio emergencial por conta da pandemia – tende a não se repetir. “O termo invisível não é totalmente correto porque essas pessoas tinham CPF. No entanto, não havia informações sobre suas atividades profissionais, uma vez que essas pessoas não tinham carteira assinada, não pagavam impostos e nem pertenciam às categorias empresariais como MEI ou microempresa”, explica Monteiro. “Tivemos que criar um sistema de autodeclaração e cruzar com os demais para conseguir identificar essas pessoas. Tudo em tempo recorde.”

RECUPERANDO O ATRASO

Monteiro estima que o Brasil esteja pelo menos 15 anos atrasado no que diz respeito à transformação digital. A Dinamarca, por exemplo, um dos primeiros países do mundo a adotar a prática, começou em 2001. A ideia é recuperar o tempo perdido até 2022. Até o fim deste ano, de acordo com o planejamento, 1 mil novos serviços serão digitalizados. Para 2020, o orçamento é de R$ 50 milhões, mas o secretário acredita que, nos próximos anos, deve haver um aumento substancial para que o prazo seja cumprido.

“O governo digital tem como objetivo principal aproximar o cidadão do Estado e, para isso, precisamos enxergar cada um. Saber individualmente quem é quem nos permite, por exemplo, identificar inclusive o momento de vida da pessoa e direcionar as políticas públicas de maneira muito mais ágil e eficiente.”

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Transportadora mineira cria unidade sustentável no Pará

Oito anos atrás, o engenheiro de produção Felipe Marçal (foto) deixou uma sólida carreira na indústria automotiva para assumir os negócios da família – uma tradicional transportadora mineira com quase três décadas e sede em Contagem. Na bagagem, o aprendizado obtido em um setor onde boa parte dos processos ocorre just in time, para eliminação de estoques e redução de custo, e os sistemas são totalmente integrados. Na cabeça, ideias de sustentabilidade e a vontade de devolver, à sociedade e ao meio ambiente, as conquistas que o negócio lhe proporcionou.

Num momento em que os conceitos de indústria e logística 4.0 estavam apenas no início, Marçal mapeou todos os processos da Transcota, automatizou 100% das tarefas, integrou sistemas, adotou ferramentas de leitura de código de barras e registro fotográfico de cada etapa do transporte, criou um site para acompanhamento dos clientes em tempo real e, mais recentemente, passou a operar na nuvem. Tudo isso para mitigar os riscos de uma operação logística crítica, já que a maior parte dos clientes é formada por fornecedores da gigante da mineração Vale, como ThyssenKrupp, Supermix Concreto, Liebherr e Sandvik. “Um equipamento parado, improdutivo, dentro da companhia, gera uma multa altíssima, cobrada por hora”, explica Marçal.

Além de evitar esse tipo de prejuízo, o alto nível de controle sobre cada etapa do processo logístico permite que a transportadora antecipe problemas, tenha tempo de corrigi-los e, assim, evite outras perdas. O executivo exemplifica citando o setor de construção – outro onde a transportadora atua – no qual um atraso na entrega de materiais provoca um efeito dominó. “Se um determinado insumo não chega a tempo, todo o cronograma do dia fica comprometido”, explica.

O nível de eficiência alcançado pela transportadora acabou por dar origem a um novo negócio. Mais recentemente, as unidades da Transcota em São Paulo, localizada às margens da Rodovia Fernão Dias, e a de Parauapebas, no Pará, passaram a funcionar como hubs logísticos. Em seu interior operam outras empresas – entre elas a CXT e a Minha Casa Solar – que tocam seu dia a dia normalmente, de forma independente, mas contam com todo o serviço de gestão operacional da empresa mineira: coleta nos portos, armazenagem, separação, embalagem e entrega ao cliente final. “Dividimos nosso espaço para que elas operem nele, com seu próprio CNPJ e pessoal, mas com o nosso expertise logístico”, diz Marçal.

A mais nova iniciativa da empresa – que transportou R$ 590 milhões em mercadorias em 2018 e quase R$ 1 bilhão no ano passado – está na unidade de Parauapebas, no estado do Pará, estrategicamente localizada para atender à Vale e berço da maior jazida de minério de ferro do planeta. É lá que funciona um projeto piloto 100% autossustentável em energia, com neutralização de dióxido de carbono e aproveitamento de água da chuva. O próximo passo é o uso de veículos elétricos. A transportadora acaba de comprar uma van BYD T3, totalmente elétrica, com capacidade para carregar 750 kg. Ao custo de R$ 300 mil – seis vezes maior do que um similar da categoria – a van pode se pagar em cinco anos, segundo cálculos do executivo. “Ela será abastecida por placas fotovoltaicas, o que significa uma economia financeira imensa com combustível”, diz, explicando que duas horas são necessárias para garantir uma autonomia de 300 quilômetros, sem prejuízo ao meio ambiente.

A unidade paraense é uma das empresas privadas participantes do PLVB – Programa de Logística Verde Brasil, iniciativa comprometida com a responsabilidade socioambiental corporativa que busca capturar, integrar, consolidar e aplicar conhecimentos para reduzir a intensidade das emissões de gases do efeito estufa, de poluentes atmosféricos e aprimorar a eficiência logística e o transporte de carga no país. Atualmente, apenas 31 empresas já obtiveram o selo verde emitido pelo programa, entre elas, Dow, Heineken, HP, L’Oreal e Scania. “Não estamos fazendo nada além da nossa obrigação. Queremos crescer, mas da maneira certa.”

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Iniciativa faz uso de dados para enfrentamento da pandemia

A empresa catarinense de Big Data e inteligência artificial Neoway lançou um programa para apoiar o enfrentamento à pandemia com soluções que fazem uso intensivo de dados. O Neoway for Good estima que as iniciativas devem beneficiar direta ou indiretamente mais de 142 mil pessoas e 11 mil empresas, com um impacto previsto de R$ 56 milhões. Isso se refere à economias ou recursos disponibilizados a indivíduos ou organizações que terão acesso à tecnologia que a empresa está oferecendo.

Entregas do programa incluem duas novas soluções, disponibilizadas gratuitamente para secretarias de saúde de todo o país. Uma delas avalia o risco de vulnerabilidade regional com base em dados como quantidade de vulneráveis, distância até o leito mais próximo, quantidade de respiradores e de tomógrafos, entre outros. Esse score permite que autoridades definam a urgência de decisões como aquisição de equipamentos, contratação de novos profissionais de saúde e priorização de regiões para testes.

Um chatbot foi criado com a Zenvia, que auxilia os profissionais de saúde a fazerem a triagem dos casos suspeitos de contaminação pela Covid-19 e fazer recomendações a partir dos sintomas relatados, é a outra solução desenvolvida sob a iniciativa. A tecnologia segue as orientações do Ministério da Saúde e já está sendo utilizada por 32 secretarias em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

Além disso, a startup catarinense cedeu sua tecnologia de Big Data e IA para programas como o Estímulo 2020, plataforma digital de crédito a pequenos negócios a juros baixos liderada pela GK Ventures, além de outras ações nacionais como a Brinde do Bem, da Heineken , e Apoie Um Restaurante, da Ambev, Stone e ChefsClub.

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A Huggies, marca da Kimberly-Clark de produtos para bebês, anunciou uma parceria com a B2Mamy, aceleradora que conecta mães empreendedoras ao ecossistema de inovação e tecnologia, para a criação da plataforma Mais Abraços Academy, que reúne uma série de cursos totalmente gratuitos. O objetivo é que mães e mulheres possam aprofundar seus conhecimentos no empreendedorismo – seja para abrir ou para organizar suas empresas. A expectativa é capacitar 100 mil mães empreendedoras. No dia 13, o tema é marketing digital, enquanto no dia 27 o conteúdo passa pela organização financeira com poucos recursos. É preciso fazer inscrição.

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* Hoje começa o Rio2C @LIVE, evento de criatividade e inovação que terá 35 palestras e rodadas virtuais de negócios durante a semana. A série virtual, que não é uma substituição ao evento presencial Rio2C, adiado por conta do coronavírus, envolve mais de 100 especialistas abordando assuntos relacionados à pandemia, bem como temas específicos de cada segmento. Entre os destaques de inovação na programação no início da semana, estão um debate que acontece hoje (4) com os investidores de tecnologia In Hsieh, da Chinnovation, e Guga Stocco, da Domo Invest, sobre o mundo pós-coronavírus. Um painel sobre ações de impacto na pandemia amanhã (5) inclui o vice presidente do Bradesco, Renato Ejnisman, e o ator Fábio Porchat. Um debate sobre transformação digital na quarta (6) tem a presença de André Ferraz, da InLoco, Agostinho Villela, da IBM, e Nicolas Simone, da Petrobras. A live será aberta e gratuita. A inscrição é no youtube.com/rio2c.

* Começa hoje e vai até o dia 8 o SMV20 – Semana de Marketing e Vendas para empresas de tecnologia e startups. A iniciativa do Clint Hub em parceria com a Darwin e o Distrito, prevê mais de 50 palestras e talks em seis trilhas de conteúdo: inovação e tecnologia; empreendedorismo e gestão; vendas na prática; mercado e investimentos; marketing avançado; e customer success. Entre os palestrantes estão Anderson Wustro (Questum), Camely Rabelo (Omie), Felipe Bonel (Zenvia) e Edson Mackeenzy (Mackwave). Inscrições gratuitas.

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MAIS:

– A Verizon registrou um aumento de 1.200% no uso de ferramentas de colaboração online durante a pandemia, disse o CEO da companhia, Hans Vestberg, durante um evento na última quinta-feira (30). “Não acho que voltaremos totalmente ao normal até o fim do ano”, disse. “Acredito que teremos uma nova empresa, um novo jeito de trabalhar”;

– A Houseasy, startup voltada para o segmento de IoT residencial, acaba de receber um aporte de R$ 550 mil. A empresa, que pretende democratizar o acesso à automação no Brasil com soluções de controle de iluminação, ar-condicionado, som, televisores e persianas, tudo pelo celular, apenas com uma conexão wi-fi, vai utilizar os recursos para alavancar suas operações e atingir seu objetivo para 2020: estar em 100 mil lares de todo o país. “Começamos a implementação em Curitiba, que é a cidade sede da empresa, mas em breve queremos estar em todo o Brasil e, também, em outros países, como Portugal e Alemanha”, diz o fundador Willian Power Homem;

– A 99Food, plataforma de intermediação de entregas, completará as gorjetas oferecidas pelos clientes aos entregadores parceiros, sem nenhum desconto. A partir de hoje (4) é possível, no aplicativo, inserir o valor desejado ou escolher entre R$ 2, R$ 5 e R$ 10. Até o limite de R$ 10, a empresa oferecerá uma contrapartida no mesmo valor. O repasse de 100% da gorjeta será feito semanalmente. A opção está disponível para os usuários de Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG), onde a 99Food está presente.

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