EXCLUSIVO: Loft termina primeiro semestre do ano com 200 financiamentos imobiliários

Divulgação
Divulgação

Mate Pencz, João Vianna e Florian Hagenbuch, cofundadores da Loft: crédito humanizado

A Loft, plataforma de venda, reforma e aluguel de imóveis, percebeu, no primeiro semestre de 2020, um aumento no volume de solicitações de financiamentos. A startup, que atua como intermediária entre os clientes interessados no serviço de crédito e as principais instituições bancárias do país como um serviço complementar ao seu core business, revela que, em abril, as visitas ao site especificamente para este fim dobraram, enquanto o número de cadastros triplicou. Como resultado, a empresa criada por Mate Pencz, Florian Hagenbuch e João Vianna registrou um crescimento de 40% no volume de financiamentos de imóveis entre janeiro e junho na comparação com o mesmo período do ano passado, passando dos R$ 100 milhões nos 200 créditos concedidos – para uso em imóveis da empresa ou não –, apesar da pandemia.

Para o unicórnio, alguns fatores ajudam a explicar o movimento – que se reflete, também, no aumento do portfólio da startup e nas metas batidas de vendas. Além da recuperação de investimentos e da demanda represada após o primeiro impacto da crise, com clientes mais otimistas, o país alcançou uma histórica baixa de juros, fazendo das aplicações financeiras mais tradicionais opções pouco rentáveis.

LEIA MAIS: Florian Hagenbuch, da Loft, fala sobre a crise: “Temos uma grande oportunidade de nos aproximarmos da nossa humanidade”

“Estamos aprimorando nossa tecnologia para melhorar nossos serviços e, ao mesmo tempo, proporcionar um atendimento diferenciado e humanizado para garantir que o cliente tenha acesso ao crédito”, diz Pencz. “Além disso, a assessoria que prestamos não é um serviço frio. Procuramos entender qual o contexto do cliente e buscamos alternativas. Essa é a nossa proposta e o nosso diferencial.”

Os números da Loft corroboram a tendência de mercado. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de recursos da caderneta de poupança liberado para este objetivo aumentou 29% no primeiro semestre, alcançando R$ 43,4 bilhões. Esse cenário tem estimulado a entrada de outros atores. Em março, a proptech Kzas, que conecta compradores e vendedores, reunindo as soluções do mercado em um marketplace único, anunciou o Kzas Krédito.

Siga todas as novidades da Forbes Insider no Telegram

A ferramenta segue a linha da plataforma original, ou seja, promover o “match” entre compradores e imóveis – neste caso, entre a necessidade do cliente e o crédito. “O objetivo é ajudar o comprador a financiar o seu imóvel da melhor forma possível, seja via home equity, portabilidade, financiamento bancário ou consórcio”, diz Eduardo Muszkat, CFO de Kzas.

A solução, que utiliza inteligência artificial, faz uma análise dos dados do comprador tendo como base informações de seu perfil, como renda familiar, idade e prazo de pagamento. Em seguida, um time de profissionais especializados no segmento avalia as opções até chegar às melhores alternativas. Em abril, um mês após o lançamento da ferramenta, um cliente usou a plataforma para realizar todo o processo de compra e financiamento de seu imóvel 100% online – incluindo a visita – em 14 dias. Desde que começou a oferecer o serviço, diz o CEO, a empresa já contratou R$ 500 milhões em repasse para aquisição de imóveis junto aos principais bancos e incorporadoras.

Outra modalidade de financiamento, o consórcio também vem demonstrando boas perspectivas em 2020. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), a categoria imóveis cresceu 76,8% no primeiro trimestre do ano, acumulando R$ 3,36 bilhões em contemplações. No Mycon, fintech de consórcios 100% digital, esse crescimento foi de 197% desde o início da quarentena. “A nossa expectativa é que esse aumento se mantenha durante este ano e que o consórcio imobiliário represente 70% do volume total de vendas da empresa. Essas projeções estão baseadas em pesquisas que indicam que 89% do público na faixa etária entre 20 e 34 anos tem o imóvel como desejo de investimento”, diz Marcio Kogut, CEO do Mycon.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Participe do canal Forbes Saúde Mental, no Telegram, e tire suas dúvidas.

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).