Os 10 novos bilionários mais notáveis ​​de 2020

Reprodução/Forbes
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Apesar da pandemia, o mercado de IPO estava aquecido em 2020

Estimulados pelo aumento do mercado de ações nos Estados Unidos e na China e uma proliferação de IPOs e fusões reversas chamadas SPACs, mais de 200 recém-chegados se juntaram à lista de bilionários da Forbes em 2020. Quase um quarto deles fez fortuna na área da saúde. Alguns dos destaques incluem o fundador de uma empresa de e-commerce no Reino Unido e o casal por trás de uma empresa de carros elétricos que ainda não produziu nada efetivo, mas pretende enfrentar a Tesla.

Apesar da pandemia, o mercado de IPO estava aquecido em 2020. Um impulsionador foi o forte aumento nas listagens de empresas de aquisição de propósito específico, ou SPACs – essencialmente empresas de cheques em branco que procuram adquirir um negócio. Quase 250 SPACs se tornaram públicos em 2020, segundo o SPACInsider. Um deles, feito no dia 3 de dezembro, fez com que o fundador e CEO da Luminar Technologies, Austin Russell, se tornasse o mais jovem bilionário do mundo aos 25 anos. Russell, um gênio da ótica, teve a ideia de sua empresa de sensores automotivos quando tinha apenas 17 anos, cursando física em Stanford.

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IPOs tradicionais com avaliações altíssimas geraram outras novas fortunas. Os três cofundadores do serviço de entrega de restaurante DoorDash – Tony Xu, Stanley Tang e Andy Fang – se tornaram bilionários em 9 de dezembro, quando a empresa listou suas ações na Bolsa de Valores de Nova York e elas dispararam de US$ 102 para US$ 189.

Rodadas generosas de financiamento de capital de risco também ajudaram a surgir novos bilionários em 2020. Os mais conhecidos são Vlad Tenev e Baiju Bhatt, os cofundadores do aplicativo de negociação de ações gratuito Robinhood, que atraiu milhões de comerciantes, em sua maioria millennials, com a reivindicação de democratizar as finanças.

Veja, na galeria abaixo, os 10 novos bilionários mais notáveis de 2020:

  • Chen Zhiping

    Patrimônio líquido: US$ 15,3 bilhões
    País: China
    Fonte de riqueza: dispositivos de vaporização

    Chen, de 45 anos, enfrentou uma onda de demanda por dispositivos de vaporização. As ações da fabricante de dispositivos Smoore International Holdings, que ele fundou em 2009, mais do que dobraram desde a listagem na Bolsa de Valores de Hong Kong em julho. A decisão da China de proibir as vendas online de cigarros eletrônicos no final de 2019 não afetou o crescimento da companhia. A Smoore International fabrica dispositivos e componentes de vaporização para clientes como RELX – uma das maiores marcas da China – bem como Japan Tobacco, British American Tobacco e a empresa norte-americana NJOY. Chen possui cerca de 34% da Smoore International. O vice-gerente geral da empresa, Xiong Shaoming, possui cerca de 5%, uma participação de cerca de US$ 2,3 bilhões.

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  • Stephane Bancel

    Patrimônio líquido: US$ 3,6 bilhões
    País: França
    Fonte de riqueza: biotecnologia

    Bancel, um dos 50 novos bilionários da área de saúde em 2020, é CEO da Moderna, empresa de biotecnologia da área de Boston, que alcançou o feito notável de produzir rapidamente uma vacina para tratar a Covid-19. Em 18 de dezembro, a empresa recebeu autorização da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos EUA para uso emergencial do imunizante, poucos dias depois que a equipe da Pfizer-BioNTech obteve a aprovação para sua vacina contra o coronavírus. Bancel, CEO da companhia desde 2011, possui cerca de 6% das ações da empresa. Ele vendeu cerca de US$ 100 milhões em ações da Moderna em 2020.

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  • Austin Russell

    Patrimônio líquido: US$ 3,3 bilhões
    País: EUA
    Fonte de riqueza: sensores automotivos

    Russel deixou Stanford para se tornar um bolsista Thiel – um programa lançado pelo bilionário Peter Thiel que paga US$ 100 mil a jovens empreendedores para que corram atrás de suas ideias de startups. A Luminar Technologies de Russell fabrica sensores para ajudar carros autônomos a “observar” seus arredores, refletindo um feixe de laser em objetos em seu caminho. Ela se tornou pública por meio de uma fusão da SPAC no início de dezembro. Russell possui cerca de 35% da empresa pública, que deve ter gerado receitas de US$ 15 milhões em 2020.

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  • Dmitry Bukhman

    Patrimônio líquido: US$ 3,1 bilhões
    País: Rússia
    Fonte de riqueza: jogos online

    Bukhman (à direita), de 35 anos, e seu irmão Igor, de 38, possuem e administram a iniciante Playrix, mais conhecida pelos jogos gratuitos de aplicativos móveis Fishdom e Homescapes. Nascidos e criados no norte da Rússia, os irmãos começaram a vender jogos online enquanto Dmitry ainda estava no ensino médio. Eles fundaram a Playrix em 2004 e a transformaram em uma empresa com mais de US$ 1 bilhão em receitas – sem a ajuda de investidores externos. Embora seus jogos sejam gratuitos, a Playrix ganha dinheiro com as compras dos jogadores dentro do aplicativo. A empresa, com sede na Irlanda, possui 2.500 funcionários na Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.

    Reprodução/Bloomberg
  • Matt Molding

    Patrimônio líquido: US$ 3 bilhões
    País: Reino Unido
    Fonte de riqueza: comércio eletrônico

    Molding fundou a empresa de comércio eletrônico sediada em Manchester, The Hut Group, em 2004 e a rebatizou como THG Holdings em setembro de 2020. A empresa possui mais de 150 sites compatíveis com dispositivos móveis que vendem suprimentos de beleza, moda e nutrição com entregas rápidas no Reino Unido e vendas para clientes em mais 164 países. Em novembro, a Molding recebeu cerca de US$ 1 bilhão em ações da nova empresa de capital aberto – um bônus que começou quando a avaliação de mercado da THG atingiu uma média de US$ 8,6 bilhões em um período de 15 dias. O pagamento gerou burburinho em vários bancos em Londres e, como resultado, Molding e o conselho trouxeram um especialista em remuneração.

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  • Tony Xu

    Patrimônio líquido: US$ 2,7 bilhões
    País: EUA
    Fonte de riqueza: DoorDash

    Xu, de 36 anos, fundou a DoorDash em 2013 com seus colegas da Universidade de Stanford: Stanley Tang e Andy Fang. O objetivo era fornecer um serviço de entrega para restaurantes. Xu nasceu na China, mas se mudou para os EUA com seus pais quando tinha cinco anos para que seu pai pudesse fazer um doutorado em engenharia aeronáutica na Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign. Sua mãe, médica na China, não podia exercer o cargo nos EUA, então trabalhou em três empregos distintos ao longo de 12 anos, incluindo como garçonete em um restaurante chinês local, onde Xu também já atuou “na primeira fila como lavador de pratos”. Xu fundou o DoorDash para ajudar pessoas como sua mãe. A receita da empresa disparou durante a pandemia, com mais pessoas presas em casa. Suas ações subiram 80% no dia em que abriu o capital, no início de dezembro. Desde então, as ações caíram cerca de 20%, mas a empresa, que perdeu US$ 149 milhões de US$ 1,9 bilhão em receita nos primeiros nove meses de 2020, ainda ostenta uma capitalização de mercado colossal de US$ 45 bilhões.

    Reprodução/Forbes
  • Byju Raveendran e Divya Gokulnath

    Patrimônio líquido: US$ 2,5 bilhões
    País: Índia
    Fonte de riqueza: tecnologia educacional

    O ex-professor de matemática Raveendran, de 39 anos, fundou a empresa edtech Byju’s em 2011. No início de 2020, a Bjyu’s tinha 35 milhões de alunos inscritos em seu aplicativo de aulas de matemática e ciências. Sua esposa Divya, ex-aluna de Raveendran, ajuda a administrar a empresa e faz parte do conselho. Os investidores na Byju’s incluem a iniciativa Chan Zuckerberg, do CEO do Facebook Mark Zuckerberg, e a gigante chinesa de serviços de Internet Tencent Holding. Em uma arrecadação de fundos em junho de 2020, os investidores avaliaram a Byju em US$ 10 bilhões.

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  • Jared Isaacman

    Patrimônio líquido: US$ 2,1 bilhões
    País: EUA
    Fonte de riqueza: pagamentos online

    Isaacman, de apenas 38 anos, largou o ensino médio para trabalhar como consultor de segurança para um processador de pagamentos. Ele também construiu uma empresa de processamento de pagamentos online chamada Shift4Payments e conseguiu torná-la pública durante a pandemia. Em 2011, Isaacman, que voa caças por diversão, fundou a Draken International, empresa de defesa que treina pilotos da Força Aérea e possui a maior frota privada de aeronaves militares do mundo. Isaacman vendeu uma participação majoritária na Draken para a firma de Wall Street Blackstone em 2019 por uma soma de nove dígitos.

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  • Geeta Gupta-Fisker e Henrik Fisker

    Patrimônio líquido: US$ 1,2 bilhão cada
    País: Reino Unido e EUA
    Fonte de riqueza: startup de carro elétrico

    O famoso designer de carros Henrik Fisker voltou a aparecer sete anos após o colapso de sua empresa pioneira de veículos elétricos. Agora, com sua esposa Geeta Gupta-Fisker como cofundadora e diretora financeira, ele planejou a oferta pública de sua nova montadora, Fisker Inc., graças a um SPAC em parceria com a Spartan Energy, um grupo da firma de private equity Apollo. Como resultado, marido e mulher são bilionários – em uma empresa que ainda não tem nada para vender. A Fisker Inc. está planejando um SUV movido a bateria chamado Ocean, com produção prevista para começar no quarto trimestre de 2022 – e com preço em torno de US$ 38 mil.

    Reprodução/Forbes
  • Vlad Tenev

    Patrimônio líquido: US$ 1 bilhão
    País: EUA
    Fonte de riqueza: aplicativo de negociação

    Tenev e seu sócio Baiju Bhatt se tornaram bilionários este ano depois que o aplicativo de negociação de ações, Robinhood Financial, levantou US$ 800 milhões de investidores, avaliando a empresa em mais de US$ 11 bilhões – cada cofundador possui uma participação estimada de 10% na empresa. Em junho, a Forbes relatou que um cliente da Robinhood de 20 anos cometeu suicídio depois de ver um saldo negativo de US$ 730 mil em sua conta devido à negociações malsucedidas. Em agosto, a Forbes também revelou que a Robinhood foi projetada para lucrar com a venda de dados comerciais de seus clientes para os próprios gigantes de Wall Street que passaram décadas – e ganharam bilhões – enganando investidores. Em meados de dezembro, a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) multou a companhia em US$ 65 milhões por não divulgar, até o final de 2018, seus negócios com firmas de comércio de alta velocidade. A empresa não admitiu ou negou as acusações. Em um comunicado à Forbes, os representantes disseram: “Somos totalmente transparentes em nossas comunicações com os clientes sobre nossos fluxos de receita atuais”.

    Getty Images/Taylor Hill

Chen Zhiping

Patrimônio líquido: US$ 15,3 bilhões
País: China
Fonte de riqueza: dispositivos de vaporização

Chen, de 45 anos, enfrentou uma onda de demanda por dispositivos de vaporização. As ações da fabricante de dispositivos Smoore International Holdings, que ele fundou em 2009, mais do que dobraram desde a listagem na Bolsa de Valores de Hong Kong em julho. A decisão da China de proibir as vendas online de cigarros eletrônicos no final de 2019 não afetou o crescimento da companhia. A Smoore International fabrica dispositivos e componentes de vaporização para clientes como RELX – uma das maiores marcas da China – bem como Japan Tobacco, British American Tobacco e a empresa norte-americana NJOY. Chen possui cerca de 34% da Smoore International. O vice-gerente geral da empresa, Xiong Shaoming, possui cerca de 5%, uma participação de cerca de US$ 2,3 bilhões.

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