Empreendedorismo feminino: a amizade é a base dessa sorveteria vegana

Duas melhores amigas empreenderam por amor à comida vegana e hoje desenvolvem sabores de sorvete sugeridos por clientes e entregam em todo o país

Abigail Abesamis Demarest
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Dear Bella/Forbes
Dear Bella/Forbes

Belinda Wei e Alice Cherng, fundadoras da Dear Bella

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Há muito o que amar na Dear Bella Creamery – sua loja rosa em Los Angeles, seus sorvetes veganos, o fato de que lançaram o delivery nacional para que pessoas fora de LA também possam experimentar suas criações e foco no cliente. Mas o que salta à vista ao entrevistar as empreendedoras, duas mulheres apaixonadas e inteligentes por trás da marca, é a amizade na raiz do negócio.

Alice Cherng e Belinda Wei são as fundadoras dessa sorveteria premium totalmente natural, à base de plantas. Cherng trabalhou como contadora por muitos anos antes de seguir sua paixão e ser cozinheira em um restaurante vegano chamado Cafe Gratitude. Foi lá que conheceu Wei (que era chef executiva de sobremesas na época). Elas se conectaram por causa de sua herança taiwanesa compartilhada e pelo fato de serem veganas e terem experimentado todos os restaurantes e pratos veganos da cidade. Naquela época, sorvetes veganos (especialmente bons sorvetes veganos, que iam além dos sabores tradicionais) eram difíceis de encontrar, e elas enxergaram a oportunidade de preencher uma lacuna no mercado.

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A Dear Bella Creamery começou na cozinha da casa de Wei e, ao longo de seis meses, a dupla fez mais de 60 testes para aperfeiçoar sua base de sorvete vegano. As duas tinham empregos em tempo integral na época e imaginaram a Dear Bella Creamery como um projeto de fim de semana, quando elas serviriam seu sorvete caseiro em um carrinho.

Empreender sem grandes planos

Em vez disso, um amigo de Cherng falou sobre um espaço para alugar ao lado do restaurante. Uma sorveteria de tijolo e argamassa não fazia parte do plano original, mas elas decidiram conhecer o espaço mesmo assim, e acabaram assinando o contrato de aluguel. “Foi completamente não planejado”, disse Cherng. “Estávamos totalmente despreparadas e fizemos tudo sozinhas, mas de alguma forma acabamos abrindo nossa pequena sorveteria três meses depois de receber as chaves.” E o resto, como dizem, é história.

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Muita coisa aconteceu desde que a Dear Bella Creamery abriu suas portas em abril de 2017. Elas desenvolveram uma base de clientes para seus deliciosos sorvetes veganos, lançaram entrega nacional este mês e planejam abrir um segundo local em Costa Mesa, na Califórnia, em junho.

O envio de sorvete por todo o país não é barato, mas Cherng e Wei veem isso como uma maneira de trazer os sabores da Ásia e do Pacífico para o mercado e colocar seu sorvete nas mãos de pessoas que não moram perto de uma sorveteria. “Pessoas de todo o país e até do mundo nos perguntam o tempo todo se podemos abrir uma loja perto deles, mas abrir uma sorveteria é muito caro e demorado”, disse Cherng. “Sentimos que a única maneira viável de levar nossos produtos para fora de Los Angeles é por meio do envio.”

Cherng e Wei sentem que, mesmo em um mercado saturado como o de sorvetes, a Dear Bella Creamery é única: sabores interessantes, feitos artesanalmente, sem laticínios (e em grande parte sem glúten e nozes), todos naturais e sem ingredientes artificiais. “Acredito que temos um produto fantástico que você não encontra em supermercados”, disse Cherng.

Sorveteria com foco no cliente 

Falando em sabores, a Dear Bella Creamery tem muitos divertidos e criativos, como o Cookie Monsta, um dos favoritos dos clientes, que é azul por conta da spirulina azul, o Taiwanese Pineapple Cake, uma versão em sorvete de uma sobremesa popular da cidade natal do pai de Wei, Taichung City, e o sabor favorito dela, e Coffee Chip, o favorito de Cherng, com café, raspas e pequenas gotas de chocolate. Todos os sorvetes, recheios e coberturas (como calda quente, manteiga de girassol e favo de mel) são feitos do zero e não contêm glúten.

Para Cherng e Wei, a inspiração vem de muitos lugares. “Alice e eu sempre saímos e experimentamos novos restaurantes, ou revisitamos lugares que têm novos itens no cardápio”, disse Wei. Em um jantar recente, uma mulher que estava assando cookies disse a elas que um de seus sabores mais populares é de pasta de amendoim com chocolate branco, e Cherng disse a Wei para adicionar esse sabor à lista de sabores potenciais para experimentar. “Temos uma lista de cerca de 300 ideias diferentes”, disse Wei. Elas também tiram ideias de sabores de feiras, vendo novos produtos nas prateleiras dos supermercados e de sua herança asiática.

Depois de cinco anos com a sorveteria, muita coisa mudou: elas repensaram e aprimoraram sua visão de negócios, e agora estão mais direcionadas e focadas na história da empresa e em seus produtos. Algumas coisas não mudaram, como o compromisso de entregar um sorvete de alta qualidade aos seus clientes, apesar dos desafios da cadeia de suprimentos e problemas de preços resultantes da pandemia. “Nossa missão, a razão pela qual começamos esse negócio, não mudou”, disse Cherng. “Queremos usar o sorvete como um veículo de conexão, e isso inclui não apenas nossos clientes, mas também nossos funcionários. Queremos inspirar momentos de conexão e alegria.”

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