VidMob levanta US$ 50 milhões para ampliar plataforma e expandir atuação

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Miguel Caeiro, head das operações latino-americanas da VidMob: tirando o “achismo” da frente

A VidMob, plataforma de intelligent creative, acaba de receber um aporte Série C de US$ 50 milhões de um grupo de fundos, investidores estratégicos e empresas de tecnologia. Participaram da rodada a Adobe, desenvolvedora de softwares de criatividade digital, Shutterstock, uma das maiores empresas de ativos de mídia no mundo, Spruce House Partnership, Prefix Capital, BuildGroup, Interlock Partners, Macanta e líderes importantes da indústria e tecnologia como Michael Kassan (fundador da MidiaLink), o produtor de cinema Thomas Tull, e César Melo (ex-presidente da Mondelez e PepsiCo, CEO da Foster Grant e VP da Colgate-Palmolive).

Os recursos serão usados para apoiar a expansão global da empresa norte-americana, em novas iniciativas em e-commerce e investimento contínuo em tecnologia avançada e ciência de dados para auxiliar os profissionais de marketing a maximizar o valor dos criativos de publicidade.

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“Com a pandemia e o consequente aumento da transformação digital, começamos a ser provocados pelo mercado para acelerar nossa atuação”, conta Miguel Caeiro, head das operações latino-americanas da companhia. “Mas, para isso, precisávamos de dinheiro. O CEO, Alex Collmer, fez os roadshows praticamente de dentro de um armário”, brinca o executivo, referindo-se ao fato de o fundador da companhia ter conduzido esse processo de forma totalmente remota.

Pioneira em usar inteligência artificial para medir o desempenho de peças criativas – seja em texto, áudio ou vídeo – para ajudar os profissionais de marketing a otimizarem o design de anúncios para campanhas mais eficientes e impactantes, a VidMob vai aplicar parte desse investimento no aperfeiçoamento da plataforma, agregando novas tecnologias, num processo conduzido pelo time de engenheiros que trabalham em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology). “Nossos grandes parceiros de mercado são as plataformas digitais de mídia, que não param de crescer e evoluir, então precisamos estar sempre um passo à frente”, diz Caeiro.

Outra parte dos recursos será aplicada na expansão geográfica da companhia, que hoje está nos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e América Latina. A ideia é chegar com força à região da Ásia Pacífico e ampliar a presença latam, em países como México, Colômbia e Argentina. “A operação na região é recente, mas começa a se mostrar muito representativa. Crescemos oito vezes em 2020 frente a 2019 e a expectativa é quintuplicar em 2021. O Brasil, especificamente, nos atrai muito, não apenas por ser um mercado forte do ponto de vista tecnológico e digital, mas pelo alto nível da publicidade produzida no país. Tudo isso acaba transformando o país num ótimo laboratório. A Ambev, por exemplo, adepta da plataforma, virou um case mundial. Isso significa que o Brasil tem um peso muito maior para a nossa operação do que apenas o faturamento gerado aqui.”

CRIATIVIDADE TRANSFORMADA EM DADOS

“O desempenho criativo não era mensurado enquanto a indústria publicitária se concentrava em tecnologias para medir o retorno dos gastos com mídia”, afirma Lynda Clarizio, ex-presidente da Nielsen US Media e uma das investidoras na rodada. “A plataforma da VidMob resolve essa necessidade ao oferecer, aos profissionais de marketing, uma plataforma escalável entre os canais de comunicação para medir o impacto da criatividade na obtenção de objetivos de campanha e otimizar e melhorar o processo criativo.”

Um recente estudo da empresa analisou 8.366 anúncios publicados em 35 marcas de varejo e e-commerce, que geraram mais de 28.000 tags de visão computacional e 1,67 bilhão de impressões combinadas. A análise dos dados apontou, por exemplo, que anúncios em vídeo geraram 48% mais vendas do que anúncios estáticos e que a duração ideal destas peças foi de 10 a 15 segundos.

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“O sucesso de uma campanha digital é 66% criatividade e 33% outros fatores, como negociação, compra e target Só que, até então, a criatividade era um mistério, ninguém sabia o que realmente funcionava, e imensurável. O que a ferramenta faz é analisar cada item do anúncio – e são muitas variáveis, como, por exemplo, se os atores de um comercial em vídeo estão indoor ou outdoor, se estão sorrindo ou tristes, trilha sonora – e, por meio de algoritmos, interpretar essa montanha de informações e cruzá-la com os dados de consumo daquela mídia em tempo real, recebidos por API das principais plataformas de mídia do mercado (como Facebook e TikTok), incluindo programática”, explica Miguel Caeiro. “Assim, conseguimos esmiuçar qualquer elemento criativo, transformá-lo em dados e, em seguida, gerenciá-lo. Isso permite corrigir rotas e melhorar muito o planejamento das campanhas, tornando-as cada vez mais assertivas. Estamos tirando o ‘achismo’ da frente.”

O executivo explica, por exemplo, que um dos principais erros nas campanhas digitais é a narrativa. “Na televisão, a notícia principal precisa estar no final do comercial. Já nas peças publicitárias digitais, o lead precisa ser entendido nos primeiros segundos. Se você deixar algo relevante para contar depois, já era. Não vai funcionar.” Segundo ele, isso vale, principalmente, para países como Brasil e Colômbia, onde grande parte do conteúdo será consumido no celular. “São mais de 300 metros por dia de scrolls”, brinca. “Para que o consumidor seja atraído pelo seu anúncio, muita coisa precisa acontecer.”

Um dos usuários da plataforma é a gigante de bebidas Diageo. “As análises e recomendações nas peças de e-commerce trouxeram insights significativos e já estamos rodando assets com 20% a mais de performance”, revela Marco Frade, head de mídia, digital & CRM da companhia. “A plataforma empodera a nossa inteligência criativa e cria soluções inimagináveis em nossas estratégias de comunicação.”

Outra visão interessante sobre a ferramenta vem de Mainardo de Nardis, ex-vice-presidente executivo do Omnicom Media Group, que também investiu na rodada. “Tive o privilégio de fazer parte de um grupo de pessoas que transformou o modelo de publicidade full-service, separando a mídia da criatividade, em um momento em que os anunciantes exigiam serviços estratégicos de mídia independentes. Isso foi há 30 anos. Hoje, estou feliz por estar fazendo exatamente o oposto. O poder da plataforma de dados criada pela VidMob está em sua capacidade de unir mídia e criativos, reunindo as várias camadas da indústria, plataformas de publicidade e marcas a agências.”

Para Alex Collmer, todas as demais áreas de operações corporativas foram positivamente impactadas por plataformas de softwares, aumentando sua eficiência e usando dados para levar inteligência à tomada de decisões. “Estes recursos e essas novas relações serão um poderoso acelerador de nosso compromisso de construir e implantar uma plataforma que ajude os profissionais de marketing a se prepararem para as necessidades do futuro, ao mesmo tempo que respeita o papel insubstituível da criatividade humana e sem nunca perder de vista nossa missão de desenvolver a criatividade para o melhor”, diz o fundador, que arrecadou quase US$ 100 milhões em rodadas anteriores.

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