UK Brazil Tech e FA.VELA lançam hub de futurismo para periferias

Projeto do Governo Britânico se uniu com entidades brasileiras na criação do Digital Future Labs .

Andressa Barbosa
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O Digital Future Labs será composto por master classes com especialistas em oito dimensões de futuro (Crédito: Getty Images)

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A UK Brazil Tech Hub, plataforma de formação em empreendedorismo digital do Governo Britânico, se associou à consultoria Futuros Inclusivos e à FA.VELA na criação do Digital Future Labs. A iniciativa se propõe a formar lideranças periféricas em tecnologia e inovação. Nos últimos sete anos, a FA.VELA, com sede em Belo Horizonte, viabilizou cursos de empreendedorismo digital para populações marginalizadas, chegando a mais de 25 mil pessoas. A ideia agora é ampliar esse alcance com foco em tecnologia e inovação atendendo pessoas periféricas, negras, mulheres e LGBTQIA+.

O Digital Futures Lab será composto por master classes com especialistas em oito dimensões de futuro: educação, trabalho, diversidade, economia, território, meio ambiente, tecnologia e inovação. Digital e gratuito, o projeto contemplará 60 lideranças periféricas de 18 a 35 anos, de todo o Brasil, com uma jornada de 40 horas, ao longo de três meses, com início em janeiro e fim em março de 2022. As pessoas selecionadas vão se ancorar em uma, duas ou três dimensões de futuros para desenvolver projetos e negócios de impacto, que resolvam problemas-chave da sociedade, como explica Tati Silva, cofundadora e diretora executiva do FA.VELA.

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“Nós começamos a observar o futurismo e as suas perspectivas e identificamos que a maioria dos futuros que estavam sendo construídos não eram acessíveis para as pessoas periféricas. O Digital Future Labs quer trabalhar a inclusão digital e a UK Brazil Tech Hub topou a ideia que nós criamos, pois estávamos na contramão da discussão do futuro digital no Brasil”, explica Tati Silva. A parceria vem sendo desenvolvida há um ano com a UK Brazil Tech Hub. Ainda de acordo com Tati Silva, a tecnologia já movimenta a periferia, agora precisa desse reconhecimento. “Elas já existem há muito tempo, mas nos distanciamos de construir e fazer as tecnologias com a inclusão da digitalização”, afirma.

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