Virada de ano: as relações como peça central para um futuro promissor

A conexão entre as pessoas e as máquinas conduzida sob o olhar atento e cuidadoso para as relações que estabelecemos possibilitará explorar o melhor de cada um.

Tonny Martins
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Conforme nos aproximamos do fim de 2021 e olhamos para um novo ano, tomo como aprendizado as experiências vividas para colocar um novo olhar sobre algumas perguntas primordiais (Crédito: Getty Images)

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O ano está chegando ao fim e é comum nessa época pararmos para olhar para trás, fazer um balanço, pensar no que alcançamos e listar o que queremos conquistar pela frente. Como todo ciclo que se encerra antes de um novo começo, ele traz reflexões, então compartilho algumas das minhas, já me preparando para um 2022 que vem com a promessa de desafios renovados para os negócios.

Transformação digital em ritmo acelerado

A transformação digital já era uma realidade, mas vimos a pandemia fazendo acelerar esse movimento. Algumas necessidades ganharam um novo espaço, seja na forma como trabalhamos, aprendemos ou nos conectamos. Passamos a viver em um cenário híbrido, que conecta o mundo físico e o digital, com novas demandas dos consumidores e funcionários que vêm resultando em novas experiências com as marcas e empresas.

Com isso, vieram os ajustes das prioridades e ações que ganharam destaque nas empresas: da revisão de processos logísticos e da cadeia de suprimentos para atender o consumo online à hiper-personalização dos produtos e do atendimento, passando pela adequação ao trabalho remoto, vimos o mundo tornando-se mais conectado e hipercolaborativo.

Lidar com o ritmo das mudanças é essencial para seguir buscando diferenciação, criar valor e atender às expectativas do mercado.

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Tecnologia como catalisador dos negócios

Como parte da transformação digital vimos a ampliação da adoção de novas tecnologias. Seja em função da preocupação com a segurança e proteção contra ciberataques, resiliência das operações, atender a regulamentações, ser mais sustentável ou para gerar inovação, a tecnologia ganhou espaço como habilitadora dos negócios. Aplicada nos “bastidores” ou na linha de frente, passou a ser uma aliada essencial para empresas de todos os tamanhos e indústrias, que aproveitaram seus benefícios para operar de forma mais eficiente e inovar.

Nesse cenário a computação em nuvem tornou-se primordial para garantir que os negócios e pessoas pudessem operar de qualquer lugar. Ao mesmo tempo, a inteligência artificial veio ajudando as empresas a transformar serviços e criar novas experiências para clientes, cidadãos e colaboradores. Na América Latina, 43% dos profissionais de TI da região informam que sua empresa intensificou o uso durante a pandemia de Covid-19*. Isso pode ser somado a outros elementos como automação, analítica avançada, 5G e IoT, que contribuíram com a infraestrutura de TI e os processos de negócio das empresas frente aos desafios da nova realidade.

Por mais que muitas dessas tecnologias já estejam incorporadas no dia a dia dos profissionais e consumidores, como líderes é preciso seguir acompanhado de perto seus impactos e o valor que podem trazer a fim de aplicá-los aos negócios para tornar a empresa mais competitiva frente às mudanças que seguem surgindo.

Conexão com o presente e o futuro

Dentro disso tudo, para mim existe um elemento que é chave: a conexão. Conexão entre marcas e consumidores, entre empresas, entre pessoas. Vimos os ecossistemas se expandindo. As parcerias e redes de trabalho nunca foram tão amplas, ganhando alcance global e trazendo para perto diversos atores.

Esse trabalho conjunto e colaborativo vem fortalecendo os negócios, mas ele também exigiu da liderança uma nova mentalidade. É nosso papel e responsabilidade das empresas promover a diversidade e a inclusão de forma a permitir que a cada pessoa possa desenvolver seu potencial; pensar nos impactos das suas ações, de forma que a sustentabilidade seja peça central da estratégia; colocar a confiança e a ética em primeiro lugar para cuidar das relações que são estabelecidas; cuidar do bem-estar das pessoas de forma ampla; e garantir que a educação constante seja uma prioridade para o aprimoramento das habilidades necessárias para o futuro.

Somente uma cultura organizacional que enxergue e abra espaço para esses elementos, guiada por uma liderança de impacto, que tenha visão clara de propósito e objetivos para definir os focos de atuação, pronta para avaliar e tomar riscos, terá condições de fazer reflexões que resultem em relações saudáveis e promissoras.

Conforme nos aproximamos do fim de 2021 e olhamos para um novo ano que seja de mais conquistas, tomo como aprendizado as experiências vividas para colocar um novo olhar sobre algumas perguntas primordiais: como líderes, qual o propósito que nos move além e o que estamos fazendo para proporcionar melhores relações que gerem as mudanças positivas que queremos ver na sociedade?

O futuro será criado pelo ser humano e a tecnologia será o habilitador. A conexão entre as pessoas e as máquinas conduzida sob o olhar atento e cuidadoso para as relações que estabelecemos possibilitará explorar o melhor de cada um, rumo a um futuro de mais sucesso para todos.

Tonny Martins é gerente geral da IBM na América Latina. O executivo começou sua carreira como estagiário na empresa há 29 anos e ocupou diversas posições de liderança nos segmentos de Serviços, Soluções e Consultoria de Negócios.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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