Ponkan do Vale do Ribeira pode ter Indicação Geográfica

Selo tem potencial de abrir mercados à fruta produzida por 130 agricultores paranaenses da região .

Redação
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Selo tem potencial de abrir mercados à fruta produzida por 130 agricultores paranaenses da região do Vale do Ribeira

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Para valorizar o produto local e impulsionar o desenvolvimento econômico, produtores de ponkan de quatro municípios do Vale do Ribeira, região que compreende o sul do estado de São Paulo e o leste do Paraná, iniciaram um projeto para obter o registro de IG (Indicação Geográfica). A concessão é feita pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial, órgão responsável pelo registro e reconhecimento das IGs, e eleva o cultivo da fruta como um produto autêntico e exclusivo da região.

O trabalho de reconhecimento envolve 130 produtores dos municípios paranaenses de Cerro Azul, Itaperuçu, Rio Branco do Sul e Doutor Ulysses, com o apoio técnico do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Coube ao órgão o diagnóstico sobre o potencial de desenvolvimento da IG. Outro produto em estudo na região é o palmito cultivado.

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Conforme nota do Sebrae/PR, “o Vale do Ribeira possui uma grande amplitude térmica, ou seja, grandes variações de temperaturas entre os dias e noites, o que favorece a produção da ponkan e resulta em coloração, sabor e uma doçura única à fruta”. Outra característica é a quantidade de frutas produzidas. A cidade de Cerro Azul é a maior produtora de ponkan do país. São cerca de 50 mil toneladas anuais, volume que representa metade da produção estadual. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de tangerinas, com colheita de 113,8 mil toneladas em 2019. 

Produtor de ponkan há mais de 40 anos, o sítio Santo Antônio é responsável por 12 toneladas da fruta por safra.  “Realizamos sempre uma colheita manual, com observação frequente e controle sobre a qualidade da ponkan”, diz Alexandre Leonardo Costa, responsável pela produção. “Sem o ponto ideal da fruta não podemos realizar a colheita, por isso buscamos sempre aprimorar esse processo.”

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De casca rugosa, a característica mais marcante da fruta cítrica da região é a grande concentração de açúcares. Esse é um dos trunfos já reconhecidos na gastronomia e que pode ajudar a formar um mercado robusto para os produtores.  O Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) utiliza a fruta em sobremesas criadas em seus cursos de gastronomia para graduação e pós-graduação.

Para a professora Letícia Kataniwa, de Tecnologia em Gastronomia da Faculdade Senac, a utilização de produtos regionais favorece a economia local e a biodiversidade das espécies, além da economia nos gastos com transporte e logística. “Valorizar a cozinha regional é valorizar a cultura e reconhecer o valor histórico desses produtos. Por isso, priorizamos a utilização desses produtos e reconhecemos a qualidade do ponkan do Vale da Ribeira”, diz Letícia. No Brasil já foram concedidos IGs para o vinho do Vale dos Vinhedos (RS), as rendas da Divina Pastora (SE), o cacau de Linhares (ES), os calçados de Franca (SP) e quatro a Minas Gerais, entre eles o artesanato das Goiabeiras, o café do Cerrado Mineiro, o queijo Canastra e a aguardente de Salinas.

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