BRF projeta 'boom' de festas de final de ano e vendas em níveis pré-Covid

Para o VP de Mercado Brasil da BRF, as tradicionais marcas da empresa vão preponderar porque os consumidores farão escolhas por produtos conhecidos, para "não errar" em uma ceia tão aguardada.

Redação
Compartilhe esta publicação:

Rodolfo Buhrer/Reuters

Acessibilidade


Ceias fartas e reuniões de amigos e familiares que querem tirar o atraso após quase dois anos de pandemia deverão fazer as festas de final de ano melhores do que em 2019, quando não havia restrições devido ao coronavírus, avaliou a companhia de alimentos BRF, líder nos chamados produtos natalinos.

Mas não apenas esta demanda represada será responsável por trazer bons resultados para a empresa dona de marcas como Sadia e Perdigão, disse à Reuters o VP de Mercado Brasil da BRF, Sidney Manzaro.

VEJA TAMBÉM:BRF quer manter sócio do Catar em controladora da Banvit

Ele ressaltou que a companhia se preparou para o período, e que os cenários traçados das flexibilizações sociais e cobertura vacinal estão se confirmando, ao mesmo tempo em que acredita que o aparecimento no Brasil da nova variante do vírus, Ômicron, não muda projeções.

“As comemorações, em casas com os amigos e familiares, serão mais intensas do que o histórico. Teremos um boom de celebrações de fim de ano maior do que 2019, maior que o histórico, com mais gente. Como tem muita coisa represada e agenda curta, é provável que as pessoas se juntem mais”, declarou.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Ele não divulgou projeções mais detalhadas, mas disse que a empresa também aposta em mesas fartas, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador e de pressão de custos –com a alta de importantes insumos, os preços das carnes subiram em 2021.

Contudo, Manzaro citou a vantagem de preços das carnes de aves e suínas –foco da BRF— sobre a bovina, um movimento que tende a se acentuar no Natal e Ano Novo.

A participação de frango no consumo de proteínas no Brasil aumentou para 43%, enquanto em carne suína subiu para 15%, ade ovos subiu para 19%, e a bovina caiu pra 23%, segundo dados oficiais citados pela BRF.

“Bovinos continua fora do jogo comemorativo, ele tem perdido cada vez mais espaço… e nunca esteve tão distanciado o boi do frango, até mesmo agora do suíno”, disse o executivo, lembrando que um peru é muito mais competitivo que uma peça de picanha, e ainda serve melhor um número maior de convidados de uma festa.

Em termos competitivos com outros produtos, efeitos cambiais também deverão tirar o brilho de importados, com o bacalhau, acrescentou.

Questionado sobre a concorrência de gigantes como a JBS, que atua com a marca Seara em processados, o executivo da BRF disse que empresa vem ganhando participação de mercados nos últimos anos neste segmento de festas.

“Sinônimo de peru é Sadia… E de outro lado temos o chester…”, afirmou, dizendo que um importante indicador de que a companhia tem avançado em produtos festivos é que eles desaparecem das lojas após o período de comemorações.

Para o VP de Mercado Brasil da BRF, as tradicionais marcas da empresa vão preponderar porque os consumidores farão escolhas por produtos conhecidos, para “não errar” em uma ceia tão aguardada.

E também porque a companhia tem investido em inovações, como um peru com crosta crocante e chester temperado para churrasco, que devem impulsionar as vendas de produtos de maior valor agregado e com mais praticidade no preparo.

“As marcas são muito importantes, mas temos inovado muito, saímos da briga do preço, a taxa de inovação em comemorativos, ela nunca foi tão alta nos últimos anos”, comentou.

Segundo dados fornecidos pela BRF, a companhia é líder de mercado com mais de 57% de participação em aves especiais e mais de 73% no mercado de perus, disse a empresa com base em números da Nielsen Scantrack, de 2020.

Em suínos, a empresa afirma ter a liderança dos suínos de Natal, sendo o pernil o corte de destaque dentre os itens do portfólio.

ÔMICRON

Questionado especificamente sobre o impacto da variante Ômicron, com alguns casos já registrados no Brasil, o executivo daBRF disse acreditar que esse novo fator não deverá afetar os negócios e as projeções para as festas de final de ano.

“Não trabalhamos com mudança no cenário até o final do ano, as ceias serão maiores do que em 2019″, reafirmou ele.

Ele ainda disse que mesmo com o cancelamento de festas públicas em algumas cidades, isso pode acabar sendo positivo para as vendas de alimentos, já que mais pessoas passariam a se reunir em casas.

“Vai ter fartura”, destacou.

Compartilhe esta publicação: