Conab faz corte menor do que o estimado na safra de soja do Brasil

A Conab ainda reduziu a previsão de estoques finais em 2021/22 para 9,6 milhões de toneladas.

Reuters
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REUTERS/Roberto Samora
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Dessa forma, a produção brasileira da oleaginosa ainda cresceria 2,3% ante o ciclo 2020/21, segundo a Conab, indicando um novo recorde

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A safra de soja do Brasil na temporada 2021/22 foi estimada nesta terça-feira em 140,5 milhões de toneladas, ante 142,8 milhões de toneladas na previsão do mês anterior, apontou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), fazendo um corte menor na projeção do que o realizado por consultorias privadas em meio à seca no Sul do Brasil.

Dessa forma, a produção brasileira da oleaginosa ainda cresceria 2,3% ante o ciclo 2020/21, segundo a Conab, indicando um novo recorde.

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Alguns analistas, contudo, já não esperam um crescimento na produção da oleaginosa no maior produtor e exportador global. Pelo menos três consultorias reduziram as estimativas em cerca de 10-11 milhões de toneladas, apontando problemas principalmente no Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

A Conab citou um aumento de área plantada de quase 4%, para 40,4 milhões de hectares, para justificar o crescimento da produção ante o ciclo anterior.

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“As diferentes condições climáticas registradas entre as muitas regiões produtoras podem gerar variações nas produtividades obtidas, mas a expectativa ainda é de um resultado nacional superior àquele obtido em 2020/21, particularmente em razão do incremento de área”, disse o relatório.

Com o corte na produção ante o mês anterior, a Conab também reduziu a previsão de exportação a 89,3 milhões de toneladas em 2022, versus 90,67 milhões na estimativa de dezembro. Isso se compara com 86,1 milhões em 2021, o maior volume já exportado em um ano pelo país.

Na safra de milho, a Conab fez uma redução mais drástica, estimando a safra agora em 112,9 milhões de toneladas, versus 117,2 milhões na previsão anterior. Se confirmada a estimativa, a colheita cresceria 29,7% ante ciclo 2020/21.

“Atenta-se para as condições climáticas desfavoráveis no Sul do país, que impactarão na produção de milho primeira safra, que está estimada em 24,8 milhões de toneladas”, disse a Conab –até dezembro, a previsão para a colheita de verão era de 29 milhões de toneladas.

Apesar da redução, a Conab manteve a projeção de exportações do cereal em 36,68 milhões de toneladas na temporada, o que representaria um salto na comparação com as 20,1 milhões do ciclo anterior, quando a safra quebrou por seca e geadas.

A Conab ainda reduziu a previsão de estoques finais em 2021/22 para 9,6 milhões de toneladas e elevou a projeção de importação para 1,3 milhão de toneladas, versus 900 mil na previsão de dezembro. Na safra passada, as compras no exterior somaram 3,2 milhões de toneladas.

Considerando todos os grãos e oleaginosas, a produção total do país –que ainda dependerá do encaminhamento da segunda safra de milho, ainda em fase de início de plantio– aumentaria 12,5% em 2021/22, para 284,4 milhões de toneladas. Mas isso representa um corte de 2,3% ante a projeção de dezembro.

A Conab fez ligeiro ajuste na previsão de produção de algodão para 2,7 milhões de toneladas, alta anual de 14,8%.

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