Café tem máxima de mais de 10 anos em NY com menores estoques

O contrato maio do arábica operava a cerca de 2,54 dólares por libra-peso, após ter atingido o maior patamar em uma década.

Da Reuters
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Ramo de pé de café
Ramo de pé de café

Queda na produção no Brasil impacta valor global do café

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Os contratos futuros do café arábica marcaram um máxima de mais de dez anos na bolsa ICE hoje (9), com o mercado monitorando a redução de estoques certificados enquanto sente os efeitos de problemas climáticos para a oferta do Brasil, maior produtor e exportador global.

O contrato maio do arábica operava a cerca 3,7%, ou 9 centavos, a US$ 2,585 por libra-peso, por volta das 14h30 (horário de Brasília).

Os operadores disseram que há pouco comércio acontecendo no Brasil, com torrefadores de arábica comprando apenas dentro da necessidade em meio à alta dos preços.

Os estoques de arábica certificados da ICE caíram ontem para 1,06 milhão de sacas, o menor nível em 20 anos, uma queda acentuada em relação aos 1,54 milhão de sacas vistos no final de 2021.

A redução ocorre em meio a uma menor disponibilidade do produto do Brasil, após um ano de baixa no ciclo do arábica e efeitos climáticos, como seca e geadas em 2021.

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“Os atuais níveis de preço refletem a entressafra de um ciclo produtivo menor no Brasil, os impactos das adversidades climáticas, como as estiagens e elevadas temperaturas, que comprometeram a capacidade de 2021/22 e das temporadas cafeeiras futuras”, disse o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos.

“Além disso, tivemos a ocorrência das geadas no ano passado, as quais afetaram o rendimento da safra 2022/23”, comentou ele à Reuters.

Segundo o diretor-geral do Cecafé, esse cenário, aliado aos gargalos logísticos, “limitou e limita a capacidade dos operadores locais e internacionais para recompor os estoques globais, o que tem gerado impulso nas cotações”.

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