Agricultores dos EUA pedem para cultivar áreas protegidas ante risco de oferta da Ucrânia

Grupos agrícolas estão preocupados com a ausência de milho, trigo e óleo de girassol ucranianos em meio à invasão russa do país.

Reuters
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Peter Dazeley/Getty
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Novos espaços de plantação poderiam significar mais 18,7 milhões de toneladas de milho

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Grupos agrícolas estão pedindo ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) que conceda habilitação para plantio em áreas reservadas para conservação, no intuito de ajudar a preencher a ausência de milho, trigo e óleo de girassol ucranianos em meio à invasão russa do país.

Em uma carta ao secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, ontem (23), sete organizações que representam agricultores, produtores de ração, exportadores de grãos, usinas, padeiros e processadores de oleaginosas pediram ao USDA para dar flexibilidade no plantio, sem penalidade, de culturas em mais de 4 milhões de acres em “terras agrícolas de primeira linha”, atualmente inscritas no Programa de Reserva de Conservação (CRP, na sigla em inglês) da Agência de Serviços Agrícolas.

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O programa paga aos agricultores pela terra ociosa por um período de 10 anos.

“Ainda não está claro se os agricultores ucranianos poderão plantar com segurança nesta primavera (do hemisfério Norte)”, disse a carta. “O tempo é essencial. A janela de plantio nos Estados Unidos já se abriu.”

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Se esses acres forem plantados, com a produtividade média de milho de 2021, isso pode significar mais 18,7 milhões de toneladas de grãos produzidos.

O USDA/FSA disse que não tinha um plano imediato para relaxar as regras do CRP, enquanto Vilsack não descartou isso.

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