Algodão toca máxima desde 2011 na ICE com isenção de imposto de importação na Índia

A medida do governo indiano impulsionou as perspectivas altistas para a fibra natural.

Reuters
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Amit Dave/Reuters
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Unidade de processamento de algodão no Estado de Gujarat, na Índia

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Os contratos futuros de algodão da ICE reverteram a tendência do início da sessão e saltaram mais de 3% hoje (13), para sua máxima em mais de uma década, com a decisão da Índia de permitir importações isentas de impostos.

A medida do governo indiano impulsionou as perspectivas altistas para a fibra natural.

Os contratos para julho subiam 4,06 centavos, ou 2,95%, para 141,51 centavos de dólar por libra-peso por volta das 16h no horário de Brasília. O algodão para maio na ICE avançou 4,42 centavos, ou 3,19%, a 142,93 centavos de dólar.

Ambos os contratos atingiram seus maiores patamares desde 2011, apagando as perdas do início da sessão em meio à pressão dos mercados de grãos mais amplos.

“O aumento de preço é um reflexo da importação de algodão da Índia ou das taxas alfandegárias sendo retiradas desse mercado. Portanto, esperamos mais demanda desse país”, disse Valentin Olah, consultor de gerenciamento de risco de algodão do grupo StoneX.

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A Índia permitiu hoje importações de algodão com isenção de impostos até 30 de setembro, já que os preços no mercado local saltaram para uma máxima devido a uma queda na produção, disse o governo em notificação.

O imposto de importação total sobre a mercadoria era antes de 11%, disse Atul Ganatra, presidente da Associação de Algodão da Índia.

“As usinas indianas podem importar algodão da Austrália, Brasil, países africanos e Estados Unidos, que estão fornecendo algodão a preços mais baixos”, disse ele.

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