Águia Fertilizantes aguarda Justiça para encaminhar projeto de fosfato no RS

A Águia já investiu cerca de 80 milhões de reais, e para as obras estão previstos mais 30 milhões de reais, segundo a companhia.

Reuters
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Máquina despejando fertilizante em plantação

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A Águia Fertilizantes, que integra a Aguia Resources, afirmou hoje (04) que aguarda uma autorização judicial que estaria próxima para encaminhar as atividades de projeto de mina e fábrica de fosfato no município gaúcho de Lavras do Sul.

O empreendimento, com produção de até 300 mil toneladas/ano, poderia atender mais de 10% da demanda pela matéria-prima do fertilizante do Rio Grande do Sul, importante Estado produtor de grãos do Brasil.

A Águia já investiu cerca de 80 milhões de reais, e para as obras estão previstos mais 30 milhões de reais, segundo a companhia.

De acordo com o CEO da Águia Fertilizantes, Fernando Tallarico, o processo para o julgamento do mérito de uma ação judicial que tentou barrar o projeto “está chegando em sua fase final”.

Um pedido de liminar do Ministério Público Federal, que questionou o impacto do empreendimento para a região, não foi reconhecido e possibilitou a retomada do processo de licenciamento, disse a empresa.

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Na expectativa da decisão judicial, a companhia aguarda em seguida a “obtenção da licença de instalação para que, em um período de oito a dez meses, a planta entre definitivamente em operação”, disse Tallarico.

O executivo disse que no momento em que o Brasil lida com escassez e preços altos dos fertilizantes pelos desdobramentos da guerra na Ucrânia, o projeto pode ofertar fosfato com valores “competitivos”.

“A deficiência em fertilizantes já vem de longa data, razão pela qual o Brasil é o maior importador de fertilizantes do mundo. Mas os preços não estiveram constantemente em alta nos últimos 20 anos…”, disse ele, ponderando que a disparada recente se deu em função do conflito no Leste Europeu.

Mas ele também lembrou que o cenário futuro é favorável ao mercado de fertilizantes pela maior demanda por alimentos mundialmente. “Mais gente, mais alimentos, mais fertilizantes.”

A empresa ressaltou que o projeto, que prevê lavra na superfície, permitirá a aplicação do fertilizante diretamente no solo, e que o produto não é processado quimicamente como outros fosfatados, podendo ser certificado como um produto orgânico.

A fábrica em Lavras do Sul é o primeiro projeto da companhia, e o que está mais próximo de gerar fluxo de caixa para a empresa, que tem outros planos em fosfato e cobre também avançando na mesma região da Campanha do Rio Grande do Sul.

Além da Águia, outras produtoras de fertilizantes estão aproveitando o embalo do avanço dos preços no Brasil, como é o caso da Verde Agritech, que recentemente anunciou início de estudos para a construção de uma terceira planta de potássio em Minas Gerais.

(Por Roberto Samora; edição de Nayara Figueiredo)

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