Trigo dispara para limite diário em Chicago com proibição da exportação da Índia

O rali do trigo deu força para os futuros do milho, já que os compradores globais, que estavam apostando na oferta do segundo maior produtor de trigo do mundo, correram para responder

Reuters
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Colheita na plantação de trigo

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Os contratos futuros de trigo de Chicago atingiram o limite diário de negociação de US$ 0,70 hoje (16), depois que a Índia proibiu as exportações do grão, uma mudança abrupta de política que aumentou a preocupação com a oferta global prejudicada pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

O rali do trigo deu força para os futuros do milho, já que os compradores globais, que estavam apostando na oferta do segundo maior produtor de trigo do mundo, correram para responder, disseram traders.

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Isso também impulsionou os futuros de soja em meio a preocupações de efeitos cascata que a proibição poderia ter sobre a demanda de importação de óleos vegetais da Índia, disseram eles.

O embargo da Índia, provocado por uma onda de calor que reduziu as perspectivas de colheita e elevou os preços domésticos, atingiu as esperanças de embarques recordes de trigo do país no próximo ano, o que aliviaria a oferta reduzida da guerra da Ucrânia.

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Dadas as notícias, os traders disseram que estarão acompanhando os dados semanais da safra dos EUA ainda nesta segunda-feira para uma atualização sobre as condições do trigo e o progresso no plantio de milho e soja, que foi adiado pelo clima frio e úmido.

Na bolsa de Chicago, o trigo soft vermelho de inverno subia para o limite diário de negociação de 70 centavos de dólar a 12,4750 dólares o bushel, por volta das 15h no horário de Brasília.

Os futuros do trigo duro vermelho de inverno negociado no Kansas e o trigo de primavera em Mineápolis também disparavam.

O milho mais ativo avançava US$ o,25 para US$ 8,0625 o bushel, enquanto a soja subia US$ 0,09 a US$ 16,555 o bushel.

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