Empresa de tecnologia agrícola obtém o primeiro certificado de recebíveis “verdes” do setor

Lucas Ninno/Getty
Lucas Ninno/Getty

A empresa Solinftec é a primeira do ramo agro a receber o “Título Climático Certificado” da CBI (Climate Bonds Initiative)

A empresa de tecnologia agrícola Solinftec recebeu, hoje (17), o seu primeiro CRA Verde (Certificado de Recebíveis “Verdes” do Agronegócio), avaliado em R$ 140 milhões. O objetivo do título é potencializar a utilização de insumos da empresa ao mesmo tempo em que minimiza os impactos ambientais.

A operação vinha sendo estruturada e liderada pelo Itaú BBA e pela Planeta Securitizadora Agro desde o início deste ano. Além de participar da estruturação, o Itaú BBA também ofereceu assessoria em ESG à Solinftec.

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Por meio de comunicado, a empresa afirmou que os recursos captados com o financiamento verde serão direcionados a projetos ambientais que “se enquadrem nas categorias de gestão ambiental dos recursos naturais vivos e uso de terra, adaptação à mudança do clima e ecoeficiência, controle e prevenção de poluição, energia renovável e gestão de água”. 

O CRA Verde da empresa é histórico para o setor, uma vez que é a primeira operação voltada a produtos e serviços do agro no mundo a receber o “Título Climático Certificado” da CBI (Climate Bonds Initiative), uma das principais entidades avaliadoras para a emissão de títulos verdes.

Britaldo Hernandez, CEO da Solinftec, afirma que a conquista representa o compromisso da Solinftec de tornar o uso de tecnologia de ponta acessível a todos os produtores agrícolas, para que a produção de alimentos seja cada vez mais sustentável. Atualmente, a principal tecnologia da Solinftec é a ALICE, plataforma de inteligência artificial capaz de analisar grandes volumes de dados e permitir que fazendas operem de forma preditiva, reduzindo custos e aumentando sua eficiência.  

Nos últimos cinco anos, esta e outras tecnologias da empresa foram capazes de evitar a produção de mais de 680 mil toneladas de CO2 — um dos principais responsáveis pelo efeito estufa. O volume, segundo estimativas, equivale ao plantio de 30 milhões de árvores. “Explorando novas fronteiras tecnológicas, contribuímos para mudar a forma como os alimentos são produzidos em todo o mundo”, ressalta Hernandez.

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