Dólar cai mais de 1% e fecha abaixo de R$ 4

Reuters
O dólar à vista fechou em queda de 1,24%, a R$ 3,9903 na venda

O dólar registrou hoje (16) a maior queda diária em um mês, caindo abaixo da marca de R$ 4, com investidores ajustando o preço do câmbio diante da perspectiva de injeção direta de liquidez dentro do novo modelo de atuação do Banco Central.

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A correção de baixa do dólar ante outras divisas emergentes respaldou a trégua nas operações locais. O dólar à vista fechou em queda de 1,24%, a R$ 3,9903 na venda. É a maior desvalorização diária desde 10 de julho (-1,30%).

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez cedia 1,45%, a R$ 3,9990.

A moeda norte-americana já começou o pregão em baixa e chegou a anular a queda em dois momentos, mas na parte da tarde firmou alívio conforme os mercados externos melhoraram o sinal, a despeito da persistente incerteza sobre a economia global por causa do embate tarifário entre China e Estados Unidos.

Segundo analistas, porém, o efeito positivo da perspectiva de melhora de liquidez com venda de reservas deu a tônica no mercado.

Na noite de ontem (14), o BC informou que fará no fim de agosto operações simultâneas de venda de dólares das reservas e de contratos de swap cambial reverso. Será a primeira vez em dez anos que a autoridade monetária fará venda direta de dólares.

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Estrategistas do Citi avaliaram que a venda de dólar no mercado spot vai ajudar a amenizar as taxas de cupom cambial, tornando “ligeiramente mais atrativo” o “carry” com a moeda brasileira.

De fato, as taxas de cupom cambial na B3 tiveram firmes quedas nesta sessão, com uma medida de inclinação entre os vencimentos se afastando da máxima recorde alcançada na véspera.

Analistas do Goldman Sachs consideram que o mercado brasileiro tem se tornado mais “defensivo” neste ano e que a expectativa de recuperação da economia no segundo semestre deve permitir um desempenho melhor que a média para os ativos locais, incluindo a taxa de câmbio.

“Olhando à frente, vemos maior probabilidade de que a atividade econômica no Brasil ganhe mais tração do que o restante dos emergentes e preferimos operar real em relação a outros pares”, afirmaram analistas do Goldman em nota.


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