Taxa de intercâmbio no cartão de crédito resiste a cair

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Outra revelação do levantamento do BC é que a Visa tem perdido mercado

A tarifa de intercâmbio, taxa sobre pagamentos repassada a bancos emissores de cartões, tem resistido à tendência de queda das taxas praticadas no setor nos últimos anos na esteira do aumento da entrada de mais concorrentes, segundo levantamento divulgado pelo Banco Central (BC). Nas transações pagas com cartões de crédito na modalidade à vista, a taxa média praticada no setor foi de 1,6% no último trimestre do ano passado. Embora tenha sido inferior aos 1,68% de um ano antes, era maior do que o patamar médio praticado desde o início da série histórica, iniciada em 2009, quando estava em 1,52%.

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A informação vem à tona no momento em que as discussões sobre as taxas praticadas no setor de meios de pagamentos ganhou força nas últimas semanas, após a Mastercard ter anunciado reajuste na tarifa de intercâmbio na operação com cartão de crédito à vista, de 0,75% para 1,05%, valendo a partir de 1º de outubro.

Já a tarifa média de intercâmbio sobre pagamentos com cartões de débito fechou 2018 em 0,58%, ante 0,82% um ano antes. A queda aconteceu após o BC ter baixado uma medida em 2018 proibindo os bancos de cobrar mais de 0,80%, enquanto a tarifa média deveria ser de 0,50% das transações.

Outra revelação do levantamento do BC é que a Visa tem perdido fatias de mercado entre as principais bandeiras de cartões nas operações de débito.

De acordo com o BC, após ter respondido por quase 58% das transações dessa modalidade, a Visa perdeu participação de forma consistente nos anos seguintes. No fim de 2018, os 772,75 milhões de pagamentos com cartões Visa representaram 30,7% do total. Já os cartões da Mastercard representaram 43,9%, enquanto os da Elo ficaram com 25,4%.

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