Cielo dobra aposta na venda de maquininhas

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A partir de hoje, Cielo oferece taxa zero para clientes que comprarem seus dispositivos

A Cielo está reforçando a aposta na expansão de sua base de pequenos clientes e passou a oferecer isenção temporária de taxas na venda de novos terminais de pagamentos, em mais um capítulo da guerra das maquininhas no país.

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Líder no mercado de meios eletrônicos de pagamentos no Brasil, a empresa informou ontem (30) que, a partir de hoje (1), oferecerá taxa zero para clientes que comprarem seus dispositivos, sejam com marca própria ou dos bancos controladores Bradesco e Banco do Brasil.

A isenção da taxa, conhecida no mercado como MDR, vale por três meses ou até que o cliente atinja R$ 1,5 mil em vendas no débito ou crédito à vista, o que ocorrer primeiro. Depois, passa a valer a taxa padrão, de 1,99% sobre operações com cartões de débito e de 4,99% com cartões de crédito, à vista.

O movimento faz parte da estratégia iniciada pela companhia em março do ano passado para tentar mudar a composição de sua base de clientes. Hoje, cerca de 65% dos clientes da Cielo têm receita anual acima de R$ 15 milhões. A meta é que nos próximos anos 60% da base seja de clientes de pequeno porte.

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A linha de frente dessa campanha tem sido apoiada na venda de terminais, em vez do aluguel, como fazia antes. Desde então, vendeu mais de 1 milhão de maquininhas. Agora, a expectativa é atingir 1,5 milhão de terminais vendidos até o final de 2019.

Em outra frente, a Cielo lançou o Cielo Pay, sistema para transações por meio de contas de pagamentos, em um modelo similar ao de fintechs que vêm crescendo velozmente no país, como Nubank, Mercado Pago, Banco Original e Banco Inter.

“Queremos ter na prateleira as mais variadas soluções para esse público de pequenos empreendedores, que tem crescido e deve continuar crescendo forte no ano que vem”, disse Mário Casasanta, vice-presidente da Cielo.

Segundo o executivo, além da própria rede do Bradesco, BB e Banco Original, a Cielo deve fazer campanhas de venda de terminais em feiras setoriais e populares, além de multiplicar o número de lojas próprias. “São quatro lojas nossas em funcionamento, serão mais neste ano e mais 12 no ano que vem”, completou Casasanta.

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