Carrefour Brasil está disposto a sacrificar margem para ampliar participação

ReutersPauloWhitaker
Brasil é o principal mercado da rede de varejos depois da França

O Carrefour Brasil está disposto a limitar ganhos na margem para elevar receitas e sua fatia de mercado enquanto o cenário macroeconômico segue desafiador e a competição se intensifica no país, disseram executivos hoje (7).

O grupo francês aumentou investimentos nos últimos anos para abrir novas frentes de negócios e assegurar liderança no varejo alimentar no Brasil, seu principal mercado depois da França.

“Se o preço a ser pago para maximizar o crescimento em reais é segurar um pouco as margens, vamos fazê-lo”, disse o vice-presidente financeiro da empresa, Sébastien Durchon, a jornalistas.

Ele afirmou que o Carrefour Brasil já está colhendo os benefícios dessa estratégia, registrando ganhos em participação de mercado em todos os formatos da divisão varejo.

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A companhia está investindo para comprar e desenvolver novas capacidades financeiras e digitais para fornecer aos clientes uma plataforma de comércio eletrônico totalmente integrada com as lojas físicas da rede, acrescentou Durchon.

Apesar de o Carrefour ainda não ter definido orçamento para 2020, o executivo afirmou que o plano é manter o ritmo de expansão da bandeira de atacarejo Atacadão, com 20 novas aberturas de lojas por ano, e acelerar outros formatos, incluindo o de lojas de conveniência “Carrefour Express”.

A companhia divulgou na noite de quarta-feira (6), alta de 21% no lucro líquido do terceiro trimestre sobre um ano antes, para R$ 430 milhões. Na bolsa paulista, as ações da empresa tinham alta de 0,16% às 13h50.

Analistas do BTG Pactual afirmaram que os resultados do Carrefour Brasil foram “decentes” apesar do cenário desafiador. Para o Bradesco BBI, os números da rede, no geral, vieram em linha com as expectativas, mas a performance do Atacadão decepcionou no período.

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