Ladrões levam US$ 67 milhões em joias de Tamara Ecclestone, “herdeira da F1”

Ben A. Pruchnie/Getty Images
Tamara Ecclestone e o marido Jay Rutland em um baile beneficente em Londres

A “herdeira da Fórmula 1” Tamara Ecclestone (filha do ex-chefão da categoria Bernie Ecclestone), seu marido Jay Rutland e a filha estavam saindo de Londres, a caminho da temporada das festas de fim de ano, na noite de sexta-feira passada (13), quando sua mansão de 57 quartos na Kensington Palace Gardens foi invadida por uma equipe notavelmente ágil de ladrões de joias, que tiveram tempo de arrombar os cofres e fugir com cerca de US$ 67 milhões em peças.

Entre os itens levados, estavam várias pedras raras em peças feitas sob medida, relógios, pulseiras e outros objetos exibidos por Tamara – aliás, nenhuma das bem vestidas filhas do ex-magnata da Fórmula 1 tem qualquer receio ou constrangimento de aparecer na imprensa exibindo suas joias. A coleção de Tamara Ecclestone é praticamente de domínio público – qualquer ladrão de joias que se preze sabe mais ou menos o que estava guardado na propriedade de número 8 da Kensington Palace Gardens.

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Mas, para colocar a proporção do crime em perspectiva, a casa de Tamara Ecclestone, comprada pelo pai Bernie, fica do outro lado da rua do Palácio de Kensington, a residência do príncipe William, Kate, George, Charlotte e Louis, e está avaliada em cerca de US$ 94 milhões. Em outras palavras, os ladrões saíram de lá com duas sacolas que, juntas, armazenavam peças que valem apenas US$ 27 milhões a menos do que a casa, com sua piscina no subsolo e cinema.

Ou seja, o assalto foi bem planejado. A polícia de Londres não se manifestou, mas relatos indicam que os ladrões conseguiram acesso à casa pelo quintal.

A ação possui várias outras características que serão investigadas. Os bandidos sabiam, por exemplo, que podiam usar o tamanho da casa a seu favor, e ganharam tempo – cerca de 50 a 55 minutos antes de serem descobertos por um dos funcionários da propriedade, parte da segurança interna. Esse intervalo de quase uma hora se deu entre a primeira e a segunda ronda. Então, os ladrões escaparam com facilidade.

Naturalmente, a polícia e a família terão que investigar essa troca de turno, e a empresa encarregada da vigilância será obrigada a fazer uma intensa revisão de desempenho de seu pessoal, práticas e procedimentos durante a época de Natal. Mas, dada a localização privilegiada da casa, existem algumas outras linhas de investigação que terão que ser seguidas.

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Em primeiro lugar, a Palace Gardens não é uma rua qualquer em Londres ou em Kensington. É praticamente a extensão dos jardins do Palácio de Kensington. É um e espaço patrulhado e fechado, que abriga muitas mansões onde funcionam embaixadas, além de um grupo de integrantes conhecidos das listas da FORBES, como Roman Abramovich, dono de um patrimônio de US$ 12,4 bilhões e de participações em siderúrgicas e no time de futebol Chelsea, e o magnata dos investimentos Len Blavatnik.

Os bastidores do roubo claramente bem planejado, levando em conta o número de pessoas que conhecia o interior da casa e, mais especificamente, a localização e a disposição dos dois cofres, ocuparão boa parte do tempo e dos esforços da Scotland Yard e da companhia de seguros dos Ecclestone nas próximas semanas.

A frente da mansão fica a um pouco mais de cem metros da ala norte de apartamentos no Palácio de Kensington. Mas, logo atrás, está a conhecida Saint Mary Abbots. A igreja vitoriana de Kensington, que foi bombardeada na Segunda Guerra Mundial e reconstruída, não fica na rua principal, mas tem uma espécie de viela que conduz diretamente a ela, chamada Vicarage Gate. Na realidade, a reitoria tem um jardim na diagonal ao da casa de número 8. E há um estacionamento público do outro lado. Em outras palavras, os ladrões tinham uma rua pequena e tranquila que levava direto para os fundos da mansão Ecclestone. Teria sido simples caminhar ao redor e, simplesmente, pular o muro.

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