Senado dos EUA rejeita pedido democrata por documentos e testemunhas em julgamento de Trump

Barcroft Media/GettyImages
Principal defensor jurídico de Trump argumentou que a acusação apresentada pelos democratas é um esforço infundado para anular as eleições de 2016

O Senado dos Estados Unidos, controlado pelos republicanos, aprovou na madrugada desta quarta-feira as regras para o julgamento de impeachment do presidente Donald Trump, rejeitando os esforços dos democratas para a apresentação de evidências e a realização de depoimentos de testemunhas.

No início do terceiro julgamento presidencial de impeachment na história dos EUA, o principal defensor jurídico de Trump argumentou que a acusação apresentada pelos democratas é um esforço infundado para anular as eleições de 2016, mas um importante parlamentar do partido de oposição disse que há evidências “esmagadoras” de irregularidades.

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Trump foi acusado no mês passado pela Câmara dos Deputados, controlada pelos democratas, de abuso de poder e obstrução do Congresso por pressionar a Ucrânia a investigar o ex-vice-presidente Joe Biden, um rival político democrata, e impedir o inquérito sobre o assunto. O presidente nega qualquer irregularidade.

Depois que o presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, deu início aos procedimentos, os dois lados começaram mais de 12 horas de disputas orais que duraram até a madrugada desta quarta-feira sobre as regras propostas pelo líder republicano no Senado, Mitch McConnell, para o julgamento.

Os senadores votaram de acordo com as bancadas partidárias, com 53 a 47 para os republicanos, para bloquear quatro emendas apresentadas pelo líder democrata, Chuck Schumer, sobre a apresentação de registros e documentos da Casa Branca, do Departamento de Estado, do Departamento de Defesa e do Gabinete de Administração e Orçamento relacionados às negociações de Trump com a Ucrânia .

Da mesma forma, os senadores também rejeitaram pedidos de intimações para depoimentos do chefe de gabinete interino da Casa Branca, Mick Mulvaney; do ex-assessor de segurança nacional John Bolton; do assessor da Casa Branca Robert Blair; e do funcionário de orçamento da Casa Branca Michael Duffey.

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Sob o conjunto de procedimentos revisados às pressas de McConnell para o julgamento, serão 48 horas de argumentos de abertura –24 horas para cada lado– durante seis dias.

Os argumentos começarão quando o julgamento for retomado, às 15h (horário de Brasília) desta quarta-feira.

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