Braço de renováveis da Total obtém R$ 280 milhões para usina solar no Brasil

ReutersConnect/Jean-Paul Pelissier
A operação vai financiar a usina fotovoltaica de Dracena, em São Paulo

A Total Eren, veículo da petroleira francesa Total para investimentos em fontes renováveis, levantou R$ 280 milhões para um projeto de geração solar no Brasil por meio da emissão de debêntures, segundo comunicado da empresa hoje (10).

Em paralelo, a companhia de energia limpa também informou que iniciou recentemente a construção de usinas de energia eólica no país que somarão 160 megawatts em capacidade, o que leva o portfólio local da empresa a um total de 300 megawatts em operação ou construção.

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O movimento também marca a estreia da companhia em projetos eólicos no Brasil, após os primeiros aportes no país terem focado ativos de geração solar.

As informações confirmam reportagem da Reuters em abril do ano passado sobre a aquisição pela Total de seu primeiro projeto eólico no país.

A Total Eren disse que a captação para o empreendimento solar foi realizada com a emissão de debêntures de infraestrutura com vencimento em mais de 17 anos. A operação vai financiar a usina fotovoltaica de Dracena, com 90 megawatts em capacidade, no Estado de São Paulo.

As debêntures foram todas adquiridas pela Kinea Investimentos, em transação coordenada por BNP Brasil e XP Investimentos, acrescentou a Total.

A usina solar de Dracena, que está em operação desde agosto de 2019, recebeu investimentos totais de R$ 350 milhões. O empreendimento vendeu a produção em contratos de 20 anos em leilão realizado pelo governo brasileiro em agosto de 2014.

Já os parques eólicos com obras iniciadas ficam no Rio Grande do Norte. A usina de Terra Santa, com 92,3 megawatts, está em obras desde outubro de 2019, enquanto a construção da usina Maral, com 67,5 megawatts, começou em novembro de 2019.

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“O Brasil oferece oportunidades bastante promissoras tanto em termos de recursos de energia solar quanto eólica e temos a convicção de que essa diversificação será essencial para o nosso crescimento constante no país. Nossa entrada na energia eólica, combinada com o financiamento de longo prazo bem-sucedido de Dracena, reforça a nossa posição no Brasil”, disse o diretor-geral da Total Eren Brasil, Pierre-Emmanuel Moussafir, em nota.

A empresa afirmou que esses dois empreendimentos eólicos fecharam a venda da produção em contratos corporativos, privados, por prazo de 20 anos. A operação comercial está prevista para o quarto trimestre de 2020.

O parque eólico Terra Santa foi adquirido junto à brasileira Vila Energia Renovável.

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