Ibovespa tem forte queda com nervosismo sobre efeito do coronavírus na economia global​​

ReutersConnect/Brendan McDermid
O surto de coronavírus comprometeu mais uma vez o índice da bolsa de São Paulo

O Ibovespa fechou hoje (5) em forte queda, pressionado pela aversão global a risco, reflexo de preocupações com o ritmo da atividade econômica mundial, em meio à ausência de sinais de trégua no surto do coronavírus, que segue se espalhando rápido.

A cena corporativa também ocupou as atenções na bolsa paulista, com IRB Brasil RE desabando mais de 16%, um dia após fechar em queda de 32%, mesmo após troca de comando da empresa, em meio a uma crise de confiança na resseguradora.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 4,65%, a 102.233,24 pontos, com todas as ações da carteira em queda e menor nível desde outubro. O volume financeiro do pregão somou R$ 30 bilhões.

Nos Estados Unidos, o número de pessoas com o novo coronavírus no Estado de Nova York dobrou para 22 nesta quinta-feira após um aumento nos testes, enquanto o Tennessee se tornou o 14º Estado norte-americano a relatar um caso da doença. Há 149 casos confirmados e presumidos da doença nos EUA.

Em Wall Street, o S&P 500 recuou 3,4%.

O Brasil atingiu nesta quinta-feira a marca de oito casos confirmados de coronavírus, com mais de 600 casos suspeitos da doença.

Agentes financeiros também têm monitorado a disparada do dólar frente ao real, com a cotação superando R$ 4,65 nesta sessão, em meio a apostas de novos cortes da Selic na esteira de expectativas de menor crescimento da economia.

“Esperamos agora que o BC anuncie um corte de 0,5% em março, seguido por outro de 0,25%, trazendo a Selic para a nova mínima recorde de 3,5% até o fim do ano”, afirmou o Bank of America em nota.

A maior incerteza externa combinada com a expectativa de menor crescimento no Brasil fez a XP Investimentos cortar a previsão para o Ibovespa no fim 2020, de 140 mil para 132 mil pontos.

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“Vemos impactos negativos no curto prazo para a bolsa brasileira, tanto em potencial impacto nos lucros quanto no múltiplo de avaliação (Preço/Lucro)”, afirmou o estrategista-chefe, Fernando Ferreira, em relatório a clientes, acrescentando que vê o Ibovespa chegando a 140.000 em meados de 2021.

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