Track & Field pede registro para IPO

Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

A Track & Field usará recursos da oferta primária para pagar dividendos e para investimento em sua plataforma de bem-estar

A rede de lojas de artigos esportivos e de moda praia Track & Field pediu registro para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), com mais empresas brasileiras desafiando a turbulência das bolsas de valores e mantendo planos de buscar recursos no mercado acionário para projetos de crescimento.

A companhia, que se apresenta como uma das maiores do país no mercado de bem-estar, protocolou ontem (3) o prospecto preliminar da operação, que envolve ofertas primária e secundária de ações preferenciais e terá BTG Pactual, Bank of America, Itaú BBA e Santander Brasil como coordenadores.

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A companhia diz no documento que usará recursos da oferta primária para pagar dividendos e para investimento em sua plataforma de bem-estar, em inovações tecnológicas e na cadeia de produção e centro de distribuição.

Os acionistas Tulio Capeline Landin e Ana Cláudia Ferreira de Moura serão vendedores na oferta secundária.

Com 231 lojas, entre próprias e de franquias, além de e-commerce, a Track & Field teve em 2019 receita líquida de R$ 275 milhões, alta de 14% sobre o ano anterior. O lucro cresceu 26,4%, para R$ 51,1 milhões.

Diferente do que tem sido predominante recentemente, a Track & Field venderá apenas ações preferenciais, em vez de ordinárias. No prospecto, a empresa afirmou que seu estatuto prevê que todas suas ações, ordinária ou preferencial, têm direito a voto, com as preferenciais detendo direito econômico 10 vezes maior que o das ações ordinárias.

Porém, os três acionistas fundadores seguirão como controladores da empresa após o IPO. Assim, a empresa não será listada no Novo Mercado, segmento com regras mais rígidas de governança da bolsa paulista, mas afirmou ter acertado com a B3 que terá pelo menos metade das ações em circulação no mercado, em vez dos 25% regulamentares.

A iniciativa da Track & Field ilustra com número como empresas brasileiras estão buscando recursos no mercado de ações pela primeira vez, movimento que se manteve mesmo depois da turbulência que se instalou nas bolsas de valores no mundo inteiro, em meio ao temor do impacto econômico do coronavírus.

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Atualmente, há 22 empresas com pedidos de registro para IPO em análise na CVM. Só ontem, outras duas empresas também pediram aval do regulador para venderem ações, a processadora de carnes Prima Foods e a empresa de loteamentos residenciais Alphaville Urbanismo.

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