Futuro do trabalho: as tendências dos escritórios

Muito verde e ambientes multifuncionais darão suporte ao trabalho híbrido.

Fabiana Corrêa
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Biofilia: aprendemos a amar plantas durante a pandemia e agora elas vão para o trabalho com  a gente

Acessibilidade


O home office veio pra ficar e isso vem mudando a arquitetura das empresas. Ambientes que funcionem para fins diversos, reuniões frequentadas de maneira virtual, espaços que possam ser adaptados pelo usuário com facilidade e que tenham um ar mais natural: cheios de plantas, com acabamentos em madeira e, quem sabe, localizados em prédios, que misturem apartamentos e escritórios. Essas são algumas das previsões feitas pelos arquitetos que participaram de um estudo conduzido pela Herman Miller, empresa especializada em móveis para o trabalho e fabricante da cadeira-desejo dos corredores corporativos. Aqui, algumas das principais tendências que irão tomar conta dos novos projetos.

Escritórios com vida

Nesses quase dois anos em home office, muitos profissionais investiram em um home office de qualidade. Uma pesquisa feita pela plataforma de arquitetura Archademy indicou que metade dos projetos residenciais contemplaram esse novo espaço da casa. Plantas e animais também passaram a fazer parte da vida confinada, por isso a biofilia é uma das principais tendências no novo ambiente de trabalho. Espaços mais verdes, terraços e o uso de plantas na decoração, sem contar os ambientes pet friendly, serão mais comuns nos projetos. Humanização, espiritualidade e sensibilidade estão entre as tendências que irão influenciar o design dos escritórios segundo 31% das respostas. 

Empresa phygital

Os espaços de trabalho corporativos precisarão ser do tipo phygital, ou seja, físicos e digitais ao mesmo tempo. As salas e escritórios devem permitir a interação ampla entre quem está na empresa e os que estão fora dela, por meio da tecnologia.

Espaços móveis

Ter alguns dias fora do escritório é moeda de troca entre empresas e funcionários. Na prática, isso quer dizer espaços mais flexíveis para abrigar necessidades diferentes ao longo da semana. Nos dias em que precisa de mais foco, por exemplo, o colaborador escolhe o home office ou espaços dedicados a focus time. Um dos pontos de partida é que as pessoas têm necessidades diferentes dependendo da área, personalidade e profissão. Assim, os ambientes podem ser transformados para casa uso, com biombos, móveis modulados e paredes móveis. “Os novos espaços devem ter mobiliário que permita transformação do lay out pelo usuário facilmente, como painéis e mesas com rodízios, a possibilidade de aumentar a sala, muitos sofás e poltronas para que as reuniões aconteçam”, diz Flavio Palauso, gerente de desenvolvimento da Hemann Miller. 

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Prédios híbridos

 O estudo mostrou que poder concentrar seus esforços nos horários mais produtivos para cada um é algo que os profissionais dão grande importância. Ao projetar os novos escritórios, 31%  dos clientes dos escritórios de arquitetura que participaram do estudo consideram equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Assim, a presença diária nos escritórios está fora de questão para muitas organizações e profissionais consultados mas, apesar disso, as conexões humanas fazem falta, então 46% dos arquitetos estão atendendo a projetos que consideram que as pessoas vão se dividir igualmente entre casa e trabalho. 

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