Google registra lucro no 2° trimestre impulsionado por anúncios

A Alphabet reportou receita trimestral de US$ 69,6 bilhões, 13% superior ao mesmo período do ano anterior

Reuters
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Paresh Dave/Reuters
Paresh Dave/Reuters

Fachada de escritório do Google em Nova York, nos EUA

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A Alphabet, dona do Google, divulgou ontem (26) vendas trimestrais próximas às projeções de Wall Street, com investidores aliviados uma vez que a companhia contornou uma série de resultados abaixo do esperado.

As vendas do negócio de anúncios do Google superaram as expectativas, enquanto a receita de anúncios do YouTube, do segmento de computação em nuvem e da unidade “outras apostas” da Alphabet ficaram abaixo do estimado, de acordo com dados da FactSet e da Refinitiv.

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“Apesar do trimestre decepcionante, as expectativas eram tão baixas que os investidores deram um suspiro de alívio”, disse Jesse Cohen, analista sênior do Investing.com.

O lucro da Alphabet foi de US$ 16 bilhões, ou US$ 1,21 por ação, ante estimativa média de US$ 1,29 por ação. O lucro da Alphabet tende a ser volátil devido a ganhos ou perdas nas participações que detém em startups, por isso investidores olham mais para outros números como receita e custos.

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A Alphabet reportou receita trimestral de US$ 69,6 bilhões, 13% superior ao mesmo período do ano anterior, e quase em linha com a expectativa média de US$ 69,8 bilhões entre os analistas monitorados pela Refinitiv.

O aumento dos salários, bem como dos preços do combustível e outros itens, forçaram alguns anunciantes a reduzirem gastos com marketing em 2022, incluindo anúncios em serviços de internet como o Google, que serviram como elo essencial com os consumidores durante a pandemia.

Na semana passada, Snap e Twitter divulgaram resultados trimestrais decepcionantes, aumentando as preocupações com a desaceleração nos gastos com publicidade. As ações da Snap caíram 25% após seus resultados.

“O Google está relativamente bem posicionado para enfrentar as águas turbulentas que estão por vir”, disse Evelyn Mitchell, analista da Insider Intelligence.

Nos últimos anos, os cortes nos gastos com anúncios prejudicaram mais as empresas de mídia social do que o Google. Isso porque a companhia gera receita por meio de uma variedade maior de funções no mercado publicitário, e os anúncios de pesquisa podem ser mais fáceis para os clientes gerarem, pois normalmente incluem apenas texto.

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