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Por Dentro de uma Casa Histórica de US$ 200 Milhões 

19 de maio de 2025

Paul Jebara

A maioria dos imóveis de luxo tenta impressionar com fachadas de vidro, sistemas de climatização controlados por algoritmos e a onipresente chaise longue ao lado de uma figueira.

Weissenhaus não depende de artifícios. Localizada em quase 81 hectares na costa do Mar Báltico, na Alemanha, e recém-listada pela Sylt Sotheby’s International Realty por 185 milhões de euros (R$ 1,184 bilhão), a propriedade transmite a autoridade do tempo — um imóvel concebido para o legado, não para exibição.

Sua configuração se assemelha mais a uma instituição cultural privada do que a uma residência. São 40 estruturas espalhadas entre áreas verdes e a costa, cada uma representando um momento distinto da arquitetura do norte europeu.

Essa escala inclui quase 3,2 quilômetros de litoral privativo, mais de 75 hectares de jardins paisagísticos e construções que seguem movimentos arquitetônicos em vez de tendências.

A propriedade foi fundada em 1607 pela família Pogwisch, que rompeu com o estilo local ao optar por uma fachada caiada de branco em vez de madeira e pedra expostas. Essa escolha sinalizava mais do que uma preferência estética: marcava Weissenhaus como um local com propósito definido.

Um incêndio destruiu a propriedade em 1895, mas a adega abobadada original do século XVII resistiu. Essa estrutura serviu de base para a reconstrução do casarão em 1897, no estilo wilhelmino, com simetria de 13 eixos, telhados mansarda e um compromisso com o artesanato em vez da nostalgia.