A conferência marca os 10 anos do Paris Agreement e haverá foco em que grau de progresso foi feito, especialmente se os países vão subir sua ambição (as NDCs – contribuições nacionalmente determinadas).
O tema é recorrente: como cumprir e expandir metas de financiamento, inclusive para adaptação às mudanças climáticas?
A agenda da COP30 destaca a transição para renováveis, uso de bioenergia e inovação industrial.
Dado que o evento será no Pará (região amazônica), esse tópico ganha visibilidade especial: desmatamento, conservação e restauração.
Atenção às negociações que ligam agricultura à mitigação/adaptação e às exigências de sustentabilidade nas cadeias.
Nos dois primeiros dias da COP30, haverá foco nesses temas segundo a agenda temática.
A partir da evidência de que a transição energética/industrial precisa ser socialmente justa – emprego, comunidades vulneráveis e gênero.
A intersecção entre clima e comércio será forte: ajustes de carbono de fronteira, regras de importação “livres de desmatamento”, mercados de crédito.
A COP30 exigirá clareza sobre indicadores de adaptação, mecanismos de financiamento e como lidar com impactos já em curso (secas, inundações, etc).
A presidência brasileira quer deixar estruturado um novo modelo de governança climática. País deve propor a criação de um Conselho Permanente de Implementação Climática vinculado à ONU, além de consolidar o Pavilhão de Ciência Planetária para as próximas conferências.