19 de setembro de 2025
Clarissa Palácio
O athleisure – tendência de moda que usa peças esportivas como ponto central – já não cabe apenas na definição de roupas confortáveis e de alta performance para atletas. Hoje, a categoria já se transformou em símbolo de estilo, atravessando o fitness, o streetwear e o luxo e, no Brasil, caiu especialmente nas graças dos consumidores de alta renda.
Os números provam que a expansão da moda esportiva é expressiva. Em 2024, só o mercado brasileiro de athleisure movimentou US$ 4,28 bilhões e deve alcançar US$ 6 bilhões (R$ 31 bilhões na cotação atual) até 2033, de acordo com o "Relatório de Mercado de Roupas Esportivas" do IMARC Group. No mundo, as vendas globais de roupas athleisure devem mais do que dobrar e alcançar US$ 900 bilhões (R$ 5,11 trilhões) até 2033, segundo a Dimension.
A Dior, sob Maria Grazia Chiuri, inspirou-se nas Olimpíadas de Paris e na linha Dior Sport por Marc Bohan, de 1962, para criar a coleção primavera "ready-to-wear" de 2025. Já a Balenciaga reforçou sua narrativa ao lado da Under Armour em uma parceria que resultou em peças de ginástica que podem alcançar o valor de R$ 14 mil.
As grandes maisons reforçam esse reposicionamento ao apostar em produtos ligados a esportes específicos: pranchas de surfe da Fendi, raquetes customizadas da Gucci, halteres da Celine. Mais do que itens funcionais, são artefatos de distinção e exclusividade.
O investimento em tecnologia textil será, muito em breve, um diferencial: em entrevista à Forbes, Matthew Drinkwatter, Head of Fashion Innovation Agency na London College of Fashion, afirma que essas inovações têm o potencial de transformar a percepção do consumidor.
Outro item muito importante para um look athleisure é o tênis de corrida, que, para muitas fashionistas, pode ocupar no guarda-roupa o mesmo espaço de destaque que um acessório de moda tradicional.