“Não é uma bolsa, é uma Baguette!” diz Carrie Bradshaw durante um assalto, em uma das cenas mais famosas da terceira temporada de “Sex and The City”. Para além do inesquecível styling da figurinista Patricia Field, em boa parte responsável pelo sucesso do seriado da HBO, a bolsa em questão já carregava fama por conta própria: criado em 1997 por Silvia Venturini Fendi, o modelo inspirado na maneira como as mulheres francesas carregam suas baguetes na rua é um dos best-sellers da etiqueta italiana até os dias de hoje – mais de 1 milhão de Baguettes já foram vendidas.
Mostrando a vocação da Fendi para criar novos desejos, o desfile da marca para a primavera-verão 2026, realizado nesta quarta-feira (24/09) em Milão, apresentou uma sequência refrescante de designs de bolsa que chamou a atenção. Não foi por acaso: num gesto intencional e estratégico, quase todas as modelos que riscaram a passarela carregavam bolsas.
Lançando mão do valor artesanal que é parte de sua história, a Fendi apresentou modelos marcados por texturas e enfeites 3D, penduricalhos extra-large e cores contrastantes; num mix que vale a pena ver de perto.
Entrelaçada por um colar de contas, a nova bolsa Collier é franzida por um cordão, enquanto a Hobo surge emoldurada pela costura “selleria”, arrematada por um pompom deslizante de couro. A bolsa Spy, outro hit da grife, foi atualizada pela seda trançada, ao passo em que a Peekaboo foi adornada (interna ou externamente) por gaiolas transparentes de contas florais, bolsos internos com lantejoulas ou couro de vime trançado.
Finalizando o desfile, uma novidade: a nova bolsa Fendi Way, com forma trapezoidal, brilhou confeccionada em camurça com detalhes dourados em estilo minimal. Para desejar já!
Com Antonia Petta e Milene Chaves
Donata Meirelles é consultora de estilo e atua há 30 anos no mundo da moda e do lifestyle.
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