EXCLUSIVO: Empreendedores brasileiros criam versão local do #stopthespread para conter coronavírus

Movimento, que busca conter a disseminação da Covid-19, já conta com mais de 600 adesões

Gabriela Arbex
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Gabriel Benarrós, CEO da plataforma de entretenimento Ingresse

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Os empreendedores Luciano Tavares, CEO da gestora digital de investimentos Magnetis, Gabriel Benarrós, CEO da plataforma de entretenimento Ingresse, e a Endeavor, organização liderada por Camila Junqueira para apoiar o empreendedorismo, usaram como inspiração o movimento #stopthespread, lançado na semana passada nos Estados Unidos, para criar algo semelhante no Brasil.

A campanha norte-americana, que já conta com o compromisso de 850 líderes empresariais, propõe que a iniciativa privada não espere pelas ações do governo e faça sua parte para conter a disseminação do novo coronavírus. Isso inclui uma série de medidas tomadas na empresa e na vida pessoal.

“Nós adaptamos as ações para a realidade brasileira e estamos convidando toda a liderança do país a aderir”, explica Benarrós, eleito Under 30 pela FORBES Brasil na edição de 2016, que batizou o movimento de #fiqueemcasa. “O objetivo é fazer uma grande força-tarefa para agir imediatamente e, assim, diminuir o alastramento da contaminação, contribuindo para que o sistema de saúde dê conta de quem realmente precisa”, diz o jovem empreendedor.

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Para as empresas, foram definidas quatro diretrizes: adotar imediatamente o trabalho remoto para todos os funcionários, sempre que possível, incluindo os líderes; fazer tudo que for necessário para apoiar a força de trabalho na linha de frente, socorristas e profissionais de saúde; apoiar fornecedores e prestadores de serviço autônomos, que não podem trabalhar remotamente, pagando por seus serviços mesmo que eles sejam prestados depois; sugerir aos funcionários que parem de realizar ou de participar de eventos públicos sociais não obrigatórios de qualquer tamanho. “Ainda existem empresas que não adotaram o home office”, diz Benarrós. “Se isso continuar, a contaminação será exponencial”, diz.

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Do ponto de vista pessoal, a campanha estabeleceu seis premissas. Três delas são bem parecidas às definidas para o campo profissional: o suporte ao pessoal da linha de frente e da área de saúde; apoio às pessoas que não podem trabalhar remotamente e profissionais autônomos; e evitar locais públicos. As outras três passam pela adoção de medidas de higiene e prevenção recomendadas pelo Ministério da Saúde; não estocar produtos, comprando apenas o necessário para não faltar insumos para outras pessoas; e tratar uns aos outros de forma gentil e com empatia nesse período de crise.

“Quanto mais cedo nos comprometermos, menor será a disseminação. E quanto menor a disseminação, mais rápido e eficiente será o combate. Não podemos chegar ao ponto de o sistema de saúde ter que escolher entre quem vive e quem morre. Além disso, quanto mais rápido isso acabar, mais rápido voltaremos a produzir”, diz Benarrós.

Até o momento, a campanha brasileira já conta com mais de 620 adesões, de nomes como Marcelo Marques, CEO da Mobly; Vinicius Roveda, CEO da Conta Azul; Diego Gomes, CEO da Rock Content; Eric Santos, CEO da Resultados Digitais; Marcelo Blay, da Minuto Seguros; Romero Rodrigues, sócio-diretor da Redpoint eventures e do Buscapé; Brian Requarth, chairman do Grupo ZAP; Florian Hagenbuch, CEO da Loft; e Ana Fontes, CEO da RME – Rede Mulher Empreendedora. “É verdade que a maioria é da nova economia, mas adoraria que empresas tradicionais, como Cielo e TAM, também participassem”, diz Benarrós. “A nossa capacidade de coordenação será a grande diferença na forma como vamos enfrentar essa crise.”

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