
O dia 18 de fevereiro ficará marcado na história da Fórmula 1 como a primeira vez que a categoria apresentou seus pilotos e carros em uma cerimônia para lá de exclusiva. Em Londres, na O2 Arena na Inglaterra, o lançamento da temporada 2025 também marca os 75 anos da principal categoria do automobilismo mundial e o retorno do Brasil ao grid com Gabriel Bortoleto.
O jovem de apenas 20 anos estreará pela equipe Sauber, futuro time da Audi em 2026. Bortoleto vem de uma trajetória de conquistas nos últimos anos sendo o campeão da Fórmula 3 em 2023 e da Fórmula 2 em 2024, títulos que garantiu também sendo estreante.
Se ainda é cedo para estabelecer metas em relação aos resultados de Gabriel, até por conta da Sauber ter sido a última colocada no Mundial de Construtores da F1 no ano passado, Bortoleto acredita que vai voltar a trazer alegria para os brasileiros que assistirem a F1.
“Podem acordar na madrugada que farei de tudo para dar alegria aos brasileiros”, afirma Gabriel, lembrando que a primeira etapa da temporada será em Melbourne, na Austrália, justamente no início da madrugada de 16 de março, com largada prevista para 1h da manhã (horário de Brasília).
E foi justamente sobre a expectativa para essa estreia que eu perguntei ao Gabriel sobre qual era a meta dele para esse começo. Bortoleto admitiu que as coisas na F1 são bem diferentes em relação às categorias em que foi campeão, as evoluções dos carros e das equipes ficam mais evidentes a cada corrida e isso somente será possível observar após os carros irem à pista.
“A F1 é uma categoria extremamente difícil de você julgar. Talvez se você me perguntar depois das duas ou três primeiras etapas eu posso dar uma resposta de expectativa, mas tem muita evolução ou não evolução durante o inverno na Fórmula 1. Não é igual a F2 ou a F3 que você tem um carro fixo e você vai lá fazer uns ajustes aqui ou ali no setup. Na F1 tem realmente uma grande diferença, depende de outras equipes também. O quanto eles melhoraram e o quanto a gente melhorou para sabermos onde vamos estar”, diz Bortoleto.
Gabriel terá o alemão Nico Hulkenberg como companheiro de equipe na Sauber e juntos eles terão a missão de desenvolver o carro já nos primeiros testes de pré-temporada, marcados para entre os dias 26 e 28 de fevereiro em Sakhir, no Bahrein.
Hulkenberg tem 227 Grandes Prêmios na F1, já conquistou uma pole position, mas nunca subiu ao pódio. Bortoleto elogiou a carreira longeva do companheiro, até porque sabe que mais difícil do que chegar na F1 é se manter guiando na categoria em alto nível.
“Eu sei que o Hulkenberg é um ótimo piloto, ele é extremamente rápido e provou isso durante toda a carreira dele, então para mim seria muito bom estar nesse nível de performance, mas isso a gente só vai saber quando a realmente sentar no carro e lá na Austrália ir para a classificação e a gente vai ver onde estaremos posicionados”, revela Bortoleto.
A festa de 75 anos da Fórmula 1 segue com representantes das 10 equipes do grid e promete trazer um bom aperitivo do que veremos nas pistas este ano.
*Rodrigo França é repórter especializado em esporte a motor desde 1997. Em 25 temporadas, cobriu mais de 1.000 corridas de F1, Indy, Le Mans, Formula E, Nascar, Stock Car e Truck, acompanhando GPs em mais de 20 países diferentes. Também é autor do livro “Ayrton Senna e a Mídia Esportiva”, apresentador do programa “Momento Velocidade” na TV Gazeta e do canal Senna TV. Em 2023, cobriu 8 GPs da F1 por Forbes Motors.
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