
O milho ucraniano, elemento-chave do agronegócio do país, pode se beneficiar das tarifas impostas pelos EUA, pois é capaz de substituir parcialmente o milho norte-americano se sanções retaliatórias forem impostas, disseram analistas da ASAP Agri nesta quinta-feira (03).
A Ucrânia é um grande produtor e exportador global de milho.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa mínima de 10% sobre a maioria das importações norte-americanas, com tarifas significativamente mais altas sobre produtos de dezenas de países, incluindo a China, o que provavelmente levará a contramedidas que podem aumentar os preços e reduzir a demanda por produtos norte-americanos.
“Se os principais importadores acabarem impondo tarifas sobre o milho dos EUA, isso abrirá uma enorme janela de oportunidade para fornecedores alternativos”, disse a ASAP Agri em comunicado.
“O milho ucraniano está em posição forte aqui: preços competitivos, logística estável e laços estreitos com a União Europeia e os mercados asiáticos”, acrescentou.
A consultoria disse que o Brasil é o “primeiro da fila”, mas sua colheita simplesmente não consegue cobrir toda a demanda, e é exatamente aí que a Ucrânia “pode entrar e reivindicar sua parte”.
A Ucrânia produziu 32 milhões de toneladas de milho em 2023 e 26 milhões de toneladas em 2024. O país exportou quase 30 milhões de toneladas na temporada 2023/24 e é provável que envie ao exterior 22 milhões de toneladas em 2024/25, de acordo com a associação comercial UCAB.
Os agricultores deverão aumentar a área semeada com milho este ano, pois os preços de exportação do grão estão lucrativos.