A nova onda das cleantechs

Divulgação

Carbono Zero: essa é a meta das maiores nações do mundo. Joe Biden, presidente dos EUA, recolocou a descarbonização na agenda prioritária do país com o objetivo de se tornar uma nação neutra em carbono até 2050 – antes, até 2035, deve descarbonizar 100% sua matriz elétrica. E todos os olhos se voltaram novamente para a implementação do Acordo de Paris, que tem metas claras de redução de emissão de carbono até 2030.

O tema está dominando a agenda das maiores empresas globais. A British Petroleum, por exemplo, anunciou seu compromisso de se tornar Carbono Zero até 2050, e a Microsoft passará a ter 100% de seu suprimento de energia proveniente de fontes renováveis, tornando-se Carbono Negativa até 2030.

A geração de energia elétrica é parte fundamental no processo de descarbonização. A chamada transição energética demanda uma profunda transformação na matriz global rumo a fontes renováveis.

O Brasil é parte importante desse movimento. Hoje as fontes eólicas e solares representam 12% da capacidade instalada do país – segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), essas fontes representarão 20% da nossa matriz até o fim da década. O cenário de pandemia acelerou esse processo, criando um ambiente propício para facilitar profundas transformações com novas tecnologias e mudanças comportamentais.

De acordo com o CleanTech Group, hoje existem mais de 11 mil empresas definidas como cleantechs em 75 países. Uma delas é a 2W Energia, que se reinventou em sintonia com os novos tempos e reforçou seu foco de levar energia limpa a todos os consumidores do país, de grandes empresas até o consumidor final.

80% dos brasileiros querem escolher seu próprio fornecedor de energia, segundo pesquisa do Ibope contratada pela Abraceel

Para isso, iniciou a construção de parques eólicos e solares de 1,1 GW que estarão em plena operação até 2024 – um suprimento de energia renovável que vai revolucionar o mercado brasileiro, além de gerar mais de 6 mil empregos diretos e indiretos. O Brasil soma 9 mil consumidores no mercado livre de energia, ao ritmo de 150 novos consumidores por mês. A 2W Energia está acelerando esse ritmo graças a diferentes canais que levam suas soluções aos quatro cantos do território nacional. Um deles é o grupo de agentes autônomos, que soma mais de 250 parceiros Brasil afora.

Seu próximo desafio é levar energia limpa e mais barata para dentro das residências. Em maio deste ano, lançou seu produto de geração distribuída, inicialmente para pequenos comerciantes de Minas Gerais, mas já com expansão prevista para atender aos demais estados e consumidores residenciais.

Nesse sentido, estamos vivendo uma revolução. O Brasil ainda ocupa a 55ª posição do ranking internacional de liberdade do setor elétrico, atrás de países vizinhos como o Uruguai, por exemplo. As autoridades brasileiras devem apresentar o plano de liberalização do mercado de energia até 2022. Mas, enquanto isso não acontece, os consumidores já podem se beneficiar da energia renovável desde já.

As cleantechs estão chegando. E essa onda não vai parar!

* BrandVoice é de responsabilidade exclusiva dos autores e não reflete, necessariamente, a opinião da FORBES Brasil e de seus editores

Copyright Forbes Brasil. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, total ou parcial, do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, impresso ou digital, sem prévia autorização, por escrito, da Forbes Brasil ([email protected]).