Por que a diversidade nos conselhos de administração precisa ser encarada como prioridade

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Distintas linhas de raciocínio e perspectivas trazem complementaridade e ajudam na tomada de decisão, fortalecem o desempenho e fazem com que a empresa prospere

O panorama intimidador e de maior risco para os negócios causado pela pandemia de Covid-19 aumentou a pressão sobre os conselhos de administração, a gestão e a própria governança das empresas. A constatação é de Sidney Ito, sócio da KPMG, companhia que lançou no mês passado, em parceria com o ACI Institute, do qual o executivo também é CEO, os relatórios “Conselho de Administração: Prioridades para a Agenda 2021” e “Comitê de Nomeação e de Governança: Prioridades para a Agenda de 2021”.

“Neste cenário, é extremamente importante manter diálogos e debates contínuos e efetivos entre o conselho, com os seus comitês, e a gestão da empresa, de forma a estarem preparados para os riscos e oportunidades emergentes”, diz o especialista.

O levantamento da consultoria elencou as principais prioridades dos conselhos de administração para este ano e, entre elas, está a reavaliação do foco da empresa em ESG. “Há uma demanda crescente por divulgações mais robustas sobre como as empresas estão endereçando os assuntos relacionados à política de meio ambiente, social e governança, incluindo riscos e oportunidades”, diz.

É preciso ressaltar, no entanto, que para fazer frente à exigência cada vez maior em relação às condutas corporativas, o próprio conselho deve ser constituído de acordo com indicadores específicos, capazes de formar um time preparado para essa nova realidade.

Na Ambipar, multinacional brasileira especializada em gestão ambiental com presença em 16 países da América do Sul, Europa, África, América do Norte e Antártida, essa lição começa dentro de casa. Seu conselho foi implementado levando em conta a diversidade de conhecimentos, experiências, comportamentos, aspectos culturais, faixa etária e gênero. “Para materializar nosso compromisso com a diversidade, replicamos também esse conceito em nosso conselho, onde temos representatividade feminina (20%), profissionais de diferentes idades e de diversas áreas”, conta Onara Lima, diretora de sustentabilidade da empresa e conselheira. “Pessoas parecidas, com formações e trajetórias similares, não promovem a diversidade e podem enfraquecer as estratégias de atuação da empresa como um todo. Distintas linhas de raciocínio e perspectivas trazem complementaridade e ajudam na tomada de decisão, fortalecem o desempenho e fazem com que a empresa prospere. Isso gera valor no longo prazo”, diz a especialista.

Onara explica que a conduta ética e a transparência na gestão dos negócios na Ambipar são respaldadas pela cultura da empresa e por um forte aparato de governança corporativa que vem sendo instituído antes mesmo de planejar a abertura de capital. Esse aparato inclui os Comitês de Auditoria, de Sustentabilidade e o Comitê de Conduta, que é responsável pelo Código de Conduta & Compliance que, aplicável a empregados, fornecedores, administradores, representantes, prestadores de serviços e demais parceiros comerciais, estabelece os padrões e condutas inegociáveis a serem observados a partir dos valores e crenças da empresa. “Em 2020, fizemos a atualização do código e elaboramos campanha para fazer com que todos os colaboradores ficassem cientes das normas presentes através de jogos lúdicos dentro de uma plataforma”, conta.

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