Dança das cadeiras: veja a movimentação dos CEOs em 2018

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Ano foi de intensa movimentação em altos cargos de grandes empresas localizadas no Brasil

Os últimos 12 meses foram movimentados no noticiário corporativo brasileiro, repleto de promoções, demissões, renúncias, aposentadorias e contratações. O ano de 2018 começou e terminou com um grande número de substituições de CEOs e altos executivos em grandes empresas.

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Pedro Parente, por exemplo, renunciou ao cargo de presidente da Petrobras para assumir o comando da BRF por um ano para liderar a reorganização da gigante de alimentos e preparar sucessor. Após sofrer forte pressão sobre sua política de preços de combustíveis, Parente foi substituído por Ivan Monteiro. Já a rede de varejo Marisa Lojas perdeu seu presidente-executivo Marcelo Araújo, que renunciou e assumiu os cargos de diretor do grupo Ultrapar e superintendente da rede de postos de combustível Ipiranga.

Veja, na galeria de fotos abaixo, algumas das movimentações que marcaram o mundo corporativo no Brasil em 2018:

  • P&G
    Sai: Alberto Carvalho
    Entra: Juliana Azevedo

    O ano começou com a troca de CEO na P&G. Juliana Azevedo assumiu o controle da companhia de bens de consumo no Brasil no lugar de Alberto Carvalho. Após 26 anos trabalhando na empresa, Carvalho deixou um legado de marcas sólidas e de implementação de estratégias de mercado, desenvolvimento e exportação. A nova CEO também tem mais de 20 anos na empresa, iniciando carreira como estagiária, e, na época da nomeação, atuava como vice-presidente global de cuidados femininos.

  • TAP
    Sai: Fernando Pinto
    Entra: Antonoaldo Neves

    Após 17 anos no cargo, o executivo gaúcho Fernando Pinto deixou a presidência da companhia aérea portuguesa TAP. Antes de assumir como presidente em 2000, ele foi CEO da Varig entre 1996 e 2000, e foi sob sua gestão que a empresa ingressou na Star Alliance. Depois de entregar o bastão da presidência para Antonoaldo Neves, Fernando Pinto passou a atuar na companhia portuguesa como assessor especial. Neves foi presidente da Azul Linhas Aéreas e, à frente da companhia, coordenou seu ingresso nas bolsas de Nova York e de São Paulo, bem como a expansão internacional.

  • Mundipharma
    Sai: Nestor Claudio Sequeiros
    Entra: Hugo Saavedra

    Para substituir Nestor Claudio Sequeiros, que partiu para novos desafios, a Mundipharma Brasil anunciou a chegada de Hugo Saavedra como novo country manager da empresa em janeiro deste ano. O executivo já atuava na companhia há quase cinco anos e havia acabado de finalizar sua bem-sucedida atuação como general manager na Mundipharma Tailândia.

  • Bradesco
    Sai: Luiz Carlos Trabuco
    Entra: Octavio de Lazari Junior

    No início do mês de fevereiro, o conselho de administração do Bradesco aprovou a indicação de Octavio de Lazari Junior para assumir a presidência-executiva do banco, em substituição a Luiz Carlos Trabuco, que permaneceu na presidência do conselho de administração. Antes de assumir a direção, Lazari era vice-presidente do Bradesco e presidente do grupo Bradesco Seguros, onde permaneceu exercendo a função.

    O Bradesco também anunciou que os então vice-presidentes-executivos Domingos Figueiredo de Abreu, Alexandre da Silva Glüher, Josué Augusto Pancini e Maurício Machado de Minas foram escolhidos para compor o conselho de administração.

  • GPA
    Sai: Ronaldo Iabrudi
    Entra: Peter Estermann

    O Grupo Pão de Açúcar passou por uma reformulação em sua administração no mês de fevereiro, nomeando Peter Estermann para a presidência-executiva no lugar de Ronaldo Iabrudi, que atuava no cargo desde 2014. Sob a gestão de Iabrudi, o GPA focou seus negócios na abertura de lojas de atacarejo da bandeira Assaí e, mais recentemente, começou a implementar a integração de lojas físicas com comércio eletrônico. Com a mudança, Iabrudi passou a presidir o conselho de administração da Via Varejo, empresa da qual Estermann era presidente-executivo desde 2015.

    A movimentação pode indicar o aumento na importância do comércio eletrônico para uma companhia que obteve forte crescimento apoiado em negócios de atacarejo. Para o lugar de Estermann na Via Varejo, o grupo indicou o executivo Flávio Dias, que antes comandava a unidade de negócios online da rede de móveis e eletrodomésticos.

  • Porto Seguro
    Sai: Fabio Luchetti
    Entra: Roberto Santos

    A Porto Seguro anunciou no final de março a substituição de Fabio Luchetti por Roberto Santos na presidência da companhia. Santos já estava na companhia de seguros e consórcios há mais de 35 anos e, desde 2017, ocupava a função de vice-presidente executivo do grupo. Com a mudança no controle, Luchetti passou a ocupar cadeira no conselho de administração. Segundo comunicado da companhia, as mudanças “reforçam a confiança da Porto Seguro no talento e habilidades de seus executivos para continuar realizando uma gestão profissionalizada, com base em boas práticas de governança”.

  • BRF
    Sai: Abilio Diniz
    Entra: Luiz Fernando Furlan

    Após o empresário Abilio Diniz ser indiciado pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Carne Fraca por estelionato, organização criminosa e falsidade ideológica, o Conselho de Administração da BRF indicou Luiz Fernando Furlan, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para a presidência do órgão.

    O anúncio sinalizou uma grande derrota para Abilio Diniz, que se juntou à empresa em 2013, depois de comprar uma parte relevante das ações por meio da sua empresa de investimentos, a Península Participações.

  • BASF
    Sai: Ralph Schweens
    Entra: Manfredo Rübens

    A Junta Diretiva da BASF na Alemanha anunciou em abril a alteração na sua liderança na América do Sul. Manfredo Rübens, até então presidente de áreas funcionais e plataforma para países na América do Norte, passou a ser presidente da BASF para a América do Sul. Há quase 20 anos na empresa, Rübens substituiu Ralph Schweens, que retornou à Alemanha e assumiu a divisão de Care Chemicals.

    Tobias Dratt, anteriormente responsável pela vice-presidência sênior de finanças, administração e business centers Sul, Norte e Oeste, encerrou sua gestão no Brasil e seguiu para os Estados Unidos, onde assumiu o cargo de Manfredo Rübens.

  • Petrobras
    Sai: Pedro Parente
    Entra: Ivan Monteiro

    Pedro Parente renunciou em junho deste ano ao cargo de presidente da Petrobras, após sofrer forte pressão sobre sua política de preços de combustíveis. Para substituí-lo, o conselho de administração da empresa aprovou o nome de Ivan Monteiro, até então diretor-executivo da área financeira e de relacionamento com investidores da Petrobras, como novo presidente interino da petroleira estatal. Duas semanas depois, Parente assumiu o comando da BRF por um ano para liderar a reorganização da gigante de alimentos e preparar um sucessor.

  • Tok&Stok
    Sai: Luiz Fazzio
    Entra: Ivan Murias

    No lugar de Luiz Fazzio, Ivan Murias assumiu como novo presidente da Tok&Stok. Com mais de 18 anos de experiência no varejo em empresas como C&A, BR MALLS e Grupo O Boticário, Murias atuava anteriormente como diretor executivo de planejamento estratégico da Tok&Stok.

  • Atento
    Sai: Mário Câmara
    Entra: Dimitrius Rogério de Oliveira

    Em julho deste ano, a Atento S.A., provedora de serviços de gestão de clientes e terceirização de processos e negócios, anunciou a troca de presidentes: Dimitrius de Oliveira assumiu o controle da Regional Brasil, no lugar de Mário Câmara, que ocupava a função desde 2016. Oliveira, que já atuou como vice-presidente multisetor da empresa no Brasil, entre 2015 e 2017, também tornou-se membro do Comitê Executivo da companhia.

  • Hyundai Motor Brasil
    Sai: William Lee
    Entra: Eduardo Jin

    Nomeado para assumir a liderança da Hyundai Motor América do Norte, William Lee deixou sua posição como presidente da Hyundai Motor Brasil. Em seu lugar, Eduardo Jin, com mais de 32 anos na empresa, assumiu o cargo no início de julho. Até então, Jin comandava a divisão administrativa da Kia Motors na Índia e já foi responsável pela mesma área na Hyundai Motor Brasil no início da operação, de 2010 a 2016.

  • CCR
    Sai: Renato Vale
    Entra: Leonardo Vianna

    Leonardo Vianna assumiu como presidente-executivo da empresa de concessões de infraestrutura CCR em substituição a Renato Vale, que deixou em julho deste ano a companhia que presidiu desde a fundação há duas décadas. A divisão CCR Mobilidade, presidida até então por Vianna, passou a ser dirigida por Ítalo Roppa.

    Vianna assumiu o comando da empresa em meio a investigações sobre suposta participação da CCR em esquema de corrupção. O empresário Adir Assad teria afirmado em delação premiada, no âmbito da operação Lava Jato, que pagou comissão ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, em esquema que teria envolvimento da CCR, negado pela empresa.

  • Cielo
    Sai: Eduardo Campozana Gouveia
    Entra: Clovis Poggetti Junior
    Sai: Clovis Poggetti Junior
    Entra: Paulo Roberto Caffarelli

    Em julho, Eduardo Gouveia renunciou ao cargo de diretor-presidente da Cielo, posição que ocupava há um ano e meio. Quem assumiu interinamente o controle da empresa foi Clovis Poggetti Junior, até então vice-presidente de finanças e de relações com investidores da companhia, durante um período de transição que terminou em novembro, quando Paulo Roberto Caffarelli deixou a presidência do Banco do Brasil para assumir o novo posto.

    Gouveia alegou questões de foro pessoal e familiar para deixar o comando da Cielo. Em setembro, no entanto, assumiu como novo diretor-presidente das unidades de benefícios e pré-pagos da Alelo, empresa do setor de benefícios. A presidência do Banco do Brasil foi ocupada por Rubem Novaes, indicado por Paulo Guedes. Doutor em economia pela Universidade de Chicago (Estados Unidos), Novaes já trabalhou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

  • Novartis
    Sai: José Antonio Toledo Vieira
    Entra: Alexandre Gibim

    A gigante farmacêutica Novartis anunciou, em julho deste ano, a mudança de CEOs no Brasil: no lugar de José Antonio Toledo Vieira assumiu Alexandre Gibim. O executivo também acumulou o cargo de diretor-geral da área de Oncologia no país, função que ocupa há mais de três anos. Sua gestão trouxe resultados positivos para a divisão. Nos últimos três anos, ela dobrou o número de pacientes atendidos pela companhia para tratamentos oncológicos.

  • Avon
    Sai: David Legher
    Entra: José Vicente Marino

    Em substituição ao colombiano David Legher, José Vicente Marino assumiu a presidência da Avon no Brasil em setembro deste ano. Antes de entrar na subsidiária brasileira da gigante dos cosméticos, Marino teve experiência no ramo de beleza e higiene em empresas como Natura, Johnson & Johnson e Flora Cosméticos e Limpeza.

  • Ultrapar
    Sai: Leocadio Antunes Filho
    Entra: Marcelo Araújo

    Após renunciar como presidente-executivo da rede de varejo Marisa, Marcelo Araújo foi nomeado como diretor do grupo Ultrapar e superintendente da rede de postos de combustível Ipiranga. Na companhia, Araújo substituiu Leocadio Antunes Filho.

    Na rede varejista, quem assumiu a presidência interinamente foi Marcio Goldfarb, que deixou a presidência do conselho de administração da empresa e, por sua vez, foi substituído por Hector Nunez.

  • Marfrig Global Foods
    Sai: Martín Secco
    Entra: Eduardo Miron

    A Marfrig Global Foods anunciou, em setembro, a escolha do executivo Eduardo Miron como seu novo presidente executivo em substituição a Martín Secco, que estava à frente da companhia desde 2015. Miron chegou à Marfrig em 2010 e desde 2016 ocupava a vice-presidência de finanças e relações com investidores, em adição ao cargo de diretor financeiro da Keystone Foods, nos Estados Unidos.

  • Bayer
    Sai: Theo van der Loo
    Entra: Marc Reichardt

    Depois da conclusão da aquisição global da Monsanto, fazendo da Bayer a maior empresa de agronegócio do mundo, a subsidiária brasileira informou a aposentadoria de seu presidente desde 2011, Theo van der Loo. Para seu lugar foi nomeado o espanhol naturalizado brasileiro Marc Reichardt, que foi integrante do Conselho Executivo da divisão Crop Science da Bayer, na Alemanha, e já acumula 33 anos na empresa.

    Outro anúncio feito foi a nomeação do paulista Gerhard Bohne, que também já tem mais de 30 anos de atuação no grupo, para a presidência da divisão agrícola no país.

  • Grupo Algar
    Sai: Luiz Alberto Garcia
    Entra: Divino Sebastião de Souza

    A Algar informou em outubro deste ano que, após 12 anos à frente do grupo, o presidente executivo Luiz Alexandre Garcia seria designado para a presidência do conselho de administração do conglomerado, função que será assumida a partir de 1º de janeiro de 2019. O seu sucessor será o atual vice-presidente de operações da Algar Holding, Divino Sebastião de Souza, ex-presidente da Algar Telecom e da Algar Tech, com quase 40 anos de carreira no conglomerado.

  • Totvs
    Sai: Laércio Consentino
    Entra: Dennis Herszkowicz

    Em novembro, foi anunciado que Laércio Cosentino, que fundou a Totvs em 1983, vai deixar a presidência-executiva da empresa para se concentrar ao comando do conselho de administração. Em seu lugar, a companhia indicou Dennis Herszkowicz, até então diretor na produtora de software para varejo Linx.

    A Totvs informou, ainda, que pretende extinguir o posto de “diretor executivo chefe” e que Juliano Tubino passará a acumular a posição de vice-presidente de estratégia de negócios e digital com o posto de diretor vice-presidente de negócios para os segmentos de micro e pequenas empresas e financial service, após a renúncia de Eros Alexandre Jantsch.

  • Votorantim Cimentos
    Sai: Walter Dissinger
    Entra: Marcelo Castelli

    Depois de comandar a Fibria por sete anos, Marcelo Castelli deixou a líder global na fabricação de celulose branqueada de eucalipto para assumir a Votorantim Cimentos. Ele assumirá a posição de Walter Dissinger, que estava há cinco anos no cargo, a partir de fevereiro de 2019, após concluir o fechamento (“closing”) da operação entre Fibria e Suzano. Aprovada pelas autoridades concorrenciais, essa reorganização societária deverá ser concluída em janeiro de 2019, criando a maior empresa brasileira do agronegócio.

    Dadas essas mudanças, o CEO da Suzano, Walter Schalka, assumirá o controle da empresa.

  • JBS
    Sai: José Batista Sobrinho
    Entra: Gilberto Tomazoni

    Em setembro de 2017, José Batista Sobrinho assumiu o controle da JBS depois que o filho, Wesley, que comandava a empresa, foi preso sob acusação de uso de informação privilegiada no mercado financeiro, na esteira de um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República. Concluindo o processo de sucessão iniciado 15 meses atrás, a JBS anunciou em dezembro de 2018 a nomeação de Gilberto Tomazoni como novo presidente-executivo, em substituição a Sobrinho. Tomazoni, que ingressou na companhia em 2013 após passagens pela Bunge e pela Sadia, era o chefe global de operações da JBS desde 2017.

  • Telefônica Brasil
    Sai: Eduardo Navarro
    Entra: Christian Gerbara

    O ano terminou com anúncio de mudança no controle da Telefônica Brasil. Com a aprovação do conselho de administração, a operadora de telecomunicações passou a ter Christian Gebara como diretor-presidente, em substituição a Eduardo Navarro. Gebara assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2019 e também comporá o conselho de administração da companhia, órgão do qual Navarro seguirá como presidente.

P&G
Sai: Alberto Carvalho
Entra: Juliana Azevedo

O ano começou com a troca de CEO na P&G. Juliana Azevedo assumiu o controle da companhia de bens de consumo no Brasil no lugar de Alberto Carvalho. Após 26 anos trabalhando na empresa, Carvalho deixou um legado de marcas sólidas e de implementação de estratégias de mercado, desenvolvimento e exportação. A nova CEO também tem mais de 20 anos na empresa, iniciando carreira como estagiária, e, na época da nomeação, atuava como vice-presidente global de cuidados femininos.

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