4 dicas de liderança para ir de uma pequena empresa a uma corporação global

Reprodução Forbes
Phil Shawe começou a TransPerfect há 27 anos, com um ex-parceiro de empreendimentos enquanto frequentava a escola de negócios na cidade

Resumo:

  • Companhia de serviço de tradução com sede em Nova York foi cofundada por Phil Shawe durante a faculdade, há 27 anos;
  • Negócio registrou US$ 705 milhões em receita no ano passado e, atualmente, emprega 5 mil funcionários;
  • Como líder de um pequeno empreendimento que, posteriormente, tornou-se um negócio global, Phil Shawe precisou desenvolver e adquirir novas habilidades de gestão e liderança.

O que é preciso para ir de proprietário de um novo negócio a CEO de uma corporação global?

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Phil Shawe comanda a operação da TransPerfect, um serviço de tradução com sede em Nova York. Ele começou a empresa há 27 anos, com um ex-parceiro de empreendimentos enquanto frequentava a escola de negócios na cidade. Ao longo dos anos, sua empresa evoluiu de uma ideia de dormitório para uma corporação global. Em 2018, a TransPerfect registrou uma receita de US$ 705 milhões e, atualmente, emprega 5 mil pessoas em todo o mundo.

Como líder, Shawe precisou adquirir novas habilidades de gestão e liderança para atender às necessidades da empresa. “Quando uma iniciativa é pequena, com o proprietário à frente das decisões, é sua responsabilidade interagir com a maioria das pessoas todos os dias”, diz ele. “Você é capaz de garantir que a cultura e o tipo de atendimento ao cliente que busca sejam propagados por toda a companhia por meio de suas próprias ações.” No entanto, quando o negócio cresce, os líderes têm, muitas vezes, que adquirir outras competências em um curto período de tempo.

Veja, na galeria de fotos a seguir, 4 dicas de Phil Shawe para fazer a transição de um negócio pequeno a uma grande corporação sem perder as rédeas da sua empresa:

  • 1. Reconheça quando a horizontalidade não funciona mais

    Empresários e pequenos empreendedores costumam se envolver em quase todas as áreas de seus negócios por necessidade ou por opção. Mas isso acaba se tornando inviável quando a empresa cresce muito. “A hierarquia horizontal funciona bem em um time de até oito pessoas. Além disso, nós realmente encorajamos a equipe a criar níveis e um sistema hierárquico dentro de suas divisões”, diz ele. “É muito difícil dar a devida atenção à trajetória de carreira de todos os funcionários que estão abaixo de você quando você tem 15 ou 20 pessoas trabalhando.” Hoje, o CEO atribui parte do sucesso da empresa à contratação das pessoas certas.

  • 2. Não assuma que a cultura acontece acidentalmente

    Os 5 mil funcionários da TransPerfect passam por vários tipos de treinamento, de oficinas presenciais a cursos online, algo que Shawe considera fundamental para a cultura da empresa. “Se a corporação cresce, uma hierarquia se desenvolve na administração e você fica cada vez mais longe da rotina do negócio, por isso, é essencial ter um processo de treinamento e bons profissionais.” A combinação correta dos métodos de treinamento varia de companhia para companhia. “A importância disso não pode ser superestimada à medida que você cresce, especialmente para garantir que sua cultura e seus processos não se percam durante a expansão.”

    Com o crescimento da TransPerfect, a equipe de Shawe alavancou economias de escala para extrair mais valor dos treinamento e executivos experientes. “Tentamos criar sistemas que alinhem incentivos, como programas de recompensa financeira ou outras bonificações, que permitam aos funcionários ganharem mais e serem promovidos mais rapidamente, com base no sucesso de sua área. E então nós tentamos sair do caminho”, diz o CEO.

    Os gerentes da TransPerfect frequentemente unem um executivo experiente de um escritório maior com uma contratação mais recente de um pequeno escritório em um mercado diferente. “Essa combinação nos permite manter a cultura da companhia e também operar de uma maneira apropriada para qualquer mercado em que planejamos entrar.”

  • 3. Defina como deve ser a produtividade

    Em uma pequena empresa você pode, muitas vezes, atribuir produtividade às ações do proprietário ou de vários indivíduos. Em alguns casos, até um software ou uma nova ferramenta podem ajudar uma iniciativa pequena a se tornar mais eficiente. Em companhias maiores, a produtividade é menos sobre o que uma pessoa conduz determinada tarefa e mais sobre como as equipes servem ao negócio como um todo. É difícil também para os gerentes avaliarem o desempenho, mas Shawe aborda esse problema com análise de variação. “Se um cliente nos dá US$ 100 mil por mês em receita e, de repente, diminui para US$ 30 mil, nossos sistemas avisam. Isso é escalonado, e descobrimos o que está acontecendo e o que ocorreu naquele departamento, qual foi o problema com a conta ou com o responsável pelo atendimento.”

  • 4. Abrace o gerenciamento do seu tempo

    Shawe, assim como muitos líderes empresariais de sucesso em empresas de todos os portes, é disciplinado quanto ao uso do seu tempo. “Se um problema é grande o suficiente, ou é algo que tem alcance em toda a organização, então eu incentivo as pessoas a trazerem-no para mim. Um prazo interno para desenvolver uma tecnologia e lançar nosso software, por exemplo, é algo extremamente importante e quero ficar de olho nisso.” O executivo também passa seu tempo se atualizando sobre as mais recentes tecnologias, como inteligência artificial e a forma que ela pode afetar a TransPerfect.

1. Reconheça quando a horizontalidade não funciona mais

Empresários e pequenos empreendedores costumam se envolver em quase todas as áreas de seus negócios por necessidade ou por opção. Mas isso acaba se tornando inviável quando a empresa cresce muito. “A hierarquia horizontal funciona bem em um time de até oito pessoas. Além disso, nós realmente encorajamos a equipe a criar níveis e um sistema hierárquico dentro de suas divisões”, diz ele. “É muito difícil dar a devida atenção à trajetória de carreira de todos os funcionários que estão abaixo de você quando você tem 15 ou 20 pessoas trabalhando.” Hoje, o CEO atribui parte do sucesso da empresa à contratação das pessoas certas.

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