Coronavírus: 15 dicas bem-humoradas para evitar aperto de mãos

Phongthorn Hirankikhit/EyeEm/GettyImages
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Acenar com a mão, apontar e piscar ou cumprimentar com os cotovelos são formas de diminuir a transmissão do coronavírus

Lá vem ele. O momento que você temia. A pessoa está prestes a estender a mão para apertar a sua. E tudo em que você consegue pensar é: o que há nessa mão? Existe vírus da gripe, rinovírus, Salmonella, Campylobacter jejuni ou Listeria monocytogenes? Poderia haver o coronavírus? Tudo o que essa pessoa está carregando, está prestes a entregar a você. E você só quer se livrar desse potencial aperto de mãos. O que você faz?

Sim, o atual surto de covid-19 é um lembrete de que o aperto de mão, tão comum na vida profissional, é uma ótima maneira de transmitir micróbios, como vírus e bactérias, de uma pessoa para outra. Afinal, enquanto os olhos podem ser as janelas da alma, as mãos são como pás, esponjas e limpadores de cachimbo. Eles tocam, cavam, esfregam e mexem em tudo o que há no corpo de uma pessoa, e ao seu redor. Elas podem ser, resumidamente, nojentas. E em duas palavras, realmente nojentas. É por isso que Mark Sklansky, Nikhil Nadkarni e Lynn Ramirez-Avila, da Escola de Medicina David Geffen da Universidade da Califórnia em Los Angeles chegaram ao ponto de recomendar em um comentário na edição de 25 de junho de 2014 do “Jornal da Associação Médica Americana” que o aperto de mão fosse banido em cenários de vulnerabilidade médica.

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O vírus, sem dúvida, terá vários efeitos duradouros. Um deles pode ser mudar a maneira como as pessoas se cumprimentam e se despedem, algo que pode impactar a forma como fazemos networking. Apertar as mãos pode parecer conveniente e uma boa maneira de estabelecer um vínculo. Mas isso é realmente necessário?

Faz sentido evitar apertar as mãos durante o atual surto de coronavírus. Veja, na galeria de imagens a seguir, 15 formas bem-humoradas de evitar o aperto de mão:

  • 15. Ignorar

    Popularmente conhecido como “deixar no vácuo” ou “sim, isso não vai acontecer”. Não é muito criativo ou político e pode gerar mal-estar. Evitar cumprimentos e saudações não vai fazê-lo conquistar muitos amigos ou aliados.

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  • 14. Explicar

    É parecido com a dica 15, mas politicamente e socialmente melhor. Pelo menos, você explica por que não deseja apertar as mãos –no entanto, tenha cuidado com a linguagem. As palavras “imundo”, “sujo” e “cheio de coliformes fecais” não devem fazer parte da sua justificativa. Em vez disso, ofereça um argumento científico que diga essencialmente: “não é você, são eles”, sendo eles os micróbios. Essa é, basicamente, a tática usada pelo ministro do interior alemão, Horst Seehofer, quando ele recusou a tentativa de aperto de mão da chanceler Angela Merkel.

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  • 13. Tapinha nas costas

    A vantagem é, unicamente, não tocar nas mãos. Existem outros riscos. Primeiro de tudo, se você não se posicionar bem, pode, inevitavelmente, acontecer “o beijo”, o que não é uma boa maneira de evitar a transmissão de micróbios se alguma das partes estiver infectada e pode não ser o que ambos procuram. Mesmo que você consiga evitar tocar em rostos, a tática deixa muito mais vulnerável a esse contato. Além disso, o tapinha não funciona muito bem para todos. Em suma, pode não ser o melhor substituto para o aperto de mão.

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  • 12. Toque de punho

    A vantagem é evitar tocar os dedos e as palmas das mãos. As pessoas não tendem a mexer o nariz com os nós dos dedos e são menos propensas a tocar as coisas com as costas das mãos. Um estudo publicado no “American Journal of Infection Control” constatou que o punho transfere significativamente menos micróbios. No entanto, as costas das mãos ainda podem entrar em contato com os olhos, nariz, boca e demais partes do corpo. Por exemplo, limpar a coriza pode envolver as costas da mão, em um momento de descuido. Além disso, os nós dos dedos e as costas da mão ainda estão bastante próximos dos dedos e das palmas, deixando-os vulneráveis. Portanto, se você der o primeiro toque, talvez seja melhor lavar as mãos depois. Além disso, não faça o punho bater vigorosamente. Seja gentil.

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  • 11. Toque de pé

    A estratégia viralizou nas redes sociais. E, por ser relativamente recente, pode pegar as pessoas de surpresa. Afinal, tocar alguém com os pés pode não parecer um sinal de respeito. Faça isso apenas se a outra pessoa tiver uma ideia clara do que você está tentando fazer. Além disso, verifique se os sapatos estão amarrados ou presos corretamente. Ter um sapato voando no rosto descaracteriza completamente o propósito de uma saudação ou despedida amigável.

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  • 10. Toque de cotovelo

    Tocar nos olhos, nariz, boca ou outras partes do corpo com os cotovelos exige um esforço incrível. Portanto, os cotovelos podem estar a uma distância segura das áreas portadoras e vulneráveis ​​a micróbios do seu corpo.

    Uma complicação potencial é que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendam tossir ou espirrar na manga superior ou na parte interna interna do braço. Isso poderia deixar micróbios potencialmente próximos ao cotovelo.

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  • 9. Aceno

    Essa opção evita completamente o contato físico. Obviamente, também gera menor sentimento de aproximação. Mas você pode compensar, revelando simultaneamente um detalhe embaraçoso/engraçado sobre si mesmo, se houver espaço. Por exemplo, você pode acenar e dizer: “Ei, eu vesti minhas roupas ao contrário ontem”. Se você vai acenar, certifique-se de fazê-lo adequadamente. Uma aceno excessivamente entusiasmado pode fazer as pessoas pensarem que você é um mascote da Disney World ou alguém que não sai muito de casa. A expressão facial que acompanha também é importante. Sorrir excessivamente enquanto acena pode transmitir um certo desespero.

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  • 9.1 Mãos de jazz

    Isso não é diferente do aceno para merecer seu próprio número. Mas não é exatamente o mesmo que uma onda. Por exemplo, fazer o movimento mãos de jazz pode ser bem diferente de um simples aceno se você estiver fazendo um discurso presidencial ou dando um sermão.

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  • 8. Apontar o dedo

    Use apenas o dedos indicador, não os demais. Apontar vários dedos pode parecer que você está tentando lançar um feitiço na pessoa ou adestrando um cachorro. É preciso tomar cuidado para não parecer agressivo ou que está chamando a atenção para algo na pessoa, como uma espinha. Sua expressão facial e postura também precisam estar sincronizadas adequadamente. Não faça cara de surpresa, nojo ou qualquer outra feição intensa.

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  • 7. Arma e piscadela

    Estes podem ser combinados ou feitos separadamente. A arma não é de verdade, obviamente, isso afundaria o propósito de saudação. O gesto é feito com os dedos. Uma tática comum é agregar um efeito sonoro ou uma frase típica de cumprimento — um estalo com a boca ou uma frase do tipo “Você de volta!”. Se vai usar um e/ou ambos, é importante fazê-los de uma maneira que não seja assustadora.

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  • 6. Joinha

    O Fonz, personagem do seriado Happy Days da década de 1970, costumava usar esse gesto. Tenha cuidado, no entanto. Existem algumas partes do mundo onde o polegar para cima é considerado rude. Além disso, certifique-se de que o polegar está voltado para cima e não para baixo.

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  • 5. Aceno de cabeça

    O aceno se resume a um movimento para cima e para baixo com a cabeça. Você pode integrar a expressão “e aí?” ao mesmo tempo. O uso dessa saudação também pode ser combinado com um movimento de sobrancelha.

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  • 4. O arco

    Os japoneses claramente entendem das coisas. Eles usam o movimento de arco com o tronco como saudação ou despedida há anos. Existem muitas variações do gesto, incluindo arcos parciais com a união das mãos como o “namastê”.

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  • 3. Toque no chapéu

    Você pode pensar que isso requer o uso de um chapéu. Mas você pode fingir que está usando um e fazer o gesto. Mas não leve esse fingimento longe demais, para não parecer estranho.

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  • 2. Shimmy

    É um tipo de dança norte-americano em que você mantém o corpo imóvel, exceto nos ombros, alternando rapidamente para frente e para trás. O movimento pode ser levado como um cumprimento descontraído e animado.

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  • 1. Qualquer outro movimento de dança

    Charleston, Robot, Dougie, Floss, Carlton, River Dance ou a dança que John Travolta e Uma Thurman fizeram no filme Pulp Fiction. Tudo isso pode ser referência para cumprimentos e despedidas viáveis.

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15. Ignorar

Popularmente conhecido como “deixar no vácuo” ou “sim, isso não vai acontecer”. Não é muito criativo ou político e pode gerar mal-estar. Evitar cumprimentos e saudações não vai fazê-lo conquistar muitos amigos ou aliados.

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