4 erros comuns no home office e como corrigi-los

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Segundo a pesquisa, os trabalhadores estão sentindo mais pressão para ter um bom desempenho

Estamos no quinto mês de home office.

Embora seja importante procurar oportunidades no atual período, o trabalho remoto trouxe muitos desafios para os trabalhadores e empresas enfrentarem. Enquanto as companhias lutam para melhorar as condições de trabalho, é essencial identificar os erros nessa fase de home office e buscar possíveis soluções para torná-la mais eficiente, saudável e produtiva.

Veja na galeria a seguir os quatro erros mais comuns no home office:

  • Excesso de trabalho, esgotamento e “fadiga do zoom”

    Conforme os trabalhadores continuam a se adaptar ao “novo normal”, férias em família estão sendo adiadas, pais que trabalham estão tentando descobrir como fazer suas obrigações com os filhos em casa em aulas virtuais e a fronteira entre trabalho e tempo pessoal continua a se confundir. De acordo com Dave Garrett, diretor de estratégia e crescimento do Project Management Institute, reconhecer e prevenir o esgotamento e a “fadiga do Zoom” continuará a ser uma tarefa importante para os chefes. Um novo estudo da Okta valida a perspectiva de Garrett e aponta que, meses após o início da pandemia, as horas de trabalho, esgotamento e tempo prolongado no computador têm sido os principais obstáculos.

    Segundo a pesquisa, os trabalhadores estão sentindo a pressão para ter um bom desempenho e, por sua vez, trabalhar mais horas. Mais pessoas estão trabalhando fora do dia normal de trabalho, das 9h às 17h. Não ter deslocamento diário ou deixar os filhos creche significa mais produtividade no início da manhã. Assim, os funcionários estão começando a trabalhar cada vez mais cedo em relação ao período antes da Covid-19, em um aumento de 26% às 4h, 23% às 5h e 22% às 6h. No entanto, há uma queda de atividade à tarde, por volta das 13h às 17h, em que a equipe de estudo especulou ser a hora ficar com a família e exercer outras responsabilidades. Enquanto isso, os resultados observaram um retomada do trabalho no final da noite, com um aumento de 30% em relação aos acessos pré-Covid à 1h e um alta de 34% às 2h.

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  • Maus-tratos e segurança

    Maus-tratos no local de trabalho não são novidades, mas a linha entre o que é apropriado e o que não é pode facilmente se tornar confusa no home office. Em meio a uma pandemia global, ficou mais difícil para os funcionários denunciarem assédio e para as empresas detectarem comportamentos inadequados. De acordo com um novo estudo da Ketchum, a pandemia fez com que 63% dos norte-americanos reavaliassem dramaticamente suas prioridades profissionais. A pesquisa mostra uma mudança nos critérios de saúde pessoal, segurança no trabalho e valores da empresa em relação aos padrões de referência tradicionais, como salário e crescimento na carreira.

    Segundo a pesquisa, 52% acreditam que se sentir seguro no trabalho é mais importante do que ser promovido e 33% concordam que se sentir seguro é mais importante do que salário ou promoção na carreira. Enquanto isso, 79% dos trabalhadores norte-americanos dizem que os valores do empregador são mais importantes para eles agora do que antes do coronavírus, e 74% dizem que a diversidade da empresa e os valores de inclusão são mais importantes agora do que antes da pandemia. Já 70% dos funcionários admitem que estão divididos entre a vontade de crescer em suas carreiras e o sentimento de gratidão por ter um emprego, o que sugere potencialmente um sentimento de culpa devido ao forte aumento nas taxas de desemprego. E, ainda, 42% relatam que ter a capacidade de trabalhar em horários flexíveis é mais importante do que receber uma promoção

    Um estudo da Emtrain encontrou mudanças nos sentimentos dos funcionários nos últimos meses, incluindo uma queda na classificação do local de trabalho como “saudável”. Outras descobertas importantes incluem uma queda de 15% na probabilidade de os funcionários dizerem “não” a uma solicitação inadequada de um gerente; um aumento de 7% nas pessoas tendo que minimizar sua identidade pessoal para se encaixar no trabalho; e uma redução de 9% nos funcionários que dizem que sua cultura de trabalho é “saudável” na área de assédio. Além disso, foi constatada uma queda de 7% de funcionários relatando “relacionamentos fortes e respeitosos” entre grupos de idade e um declínio de 10% nas pessoas que dizem que o comportamento em seu local de trabalho é regido por “normas bem compreendidas”.

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  • Reuniões improdutivas

    Para descobrir os fatores cruciais que influenciam a eficácia das reuniões atualmente, a Doodle analisou mais de 30 milhões de reuniões em sua plataforma durante o segundo trimestre de 2020. O estudo revelou um padrão de reunião virtual em que os norte-americanos estão sempre se encontrando e funcionando sob forte dependência de comunicação por e-mail para agendamento, planejamento deficiente e processos ineficientes.

    O levantamento registrou um aumento de 109% nas reuniões virtuais na comparação trimestral; crescimento de 136% na demanda por check-ins durante a Covid-19; e leve queda de 9% durante a hora do almoço, o único horário durante o dia mostrando um declínio.

    Segundo a pesquisa, o Reino Unido não agenda reuniões durante no período da manhã. Em vez disso, as reuniões da tarde no meio da semana são o horário ideal. Mais de 50% das reuniões alemãs ocorrem entre 12h e 18h, deixando as manhãs para completar um trabalho mais focado e “profundo”. Surpreendentemente, as reuniões de fim de semana são mais comuns na Alemanha do que nos Estados Unidos e em outros países europeus.

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  • A necessidade de empatia no trabalho

    A Businessolver divulgou os resultados de seu quinto estudo anual “State of Workplace Empathy” destacando vários temas preocupantes. De acordo com o CEO da companhia, Jon Shanahan, a desconexão entre chefes e funcionários continua, e investir na combinação certa de benefícios aos trabalhadores faz diferença, principalmente os da Geração Z que esperam muito mais da liderança.

    Outras descobertas importantes incluem que 76% dos funcionários em 2020 dizem que os empregadores veem alguém com um problema de saúde mental como um fardo. Já 88% dos colaboradores consideraram importante ou muito importante a flexibilidade de horários para cuidar de familiares ou a opção de trabalhar à distância. Embora esse número reflita respostas pré-pandemia e muitos funcionários estejam trabalhando em casa, horários flexíveis para cuidar de familiares provavelmente ganharão importância entre 2020 e 2021.

    Mais de 90% dos funcionários afirmam que licença maternidade/paternidade, extensão da licença por luto e tempo para cuidar de familiares doentes são demonstrações de empatia.
    Enquanto isso, 95% dos funcionários afirmam que os empregadores devem oferecer oportunidades de treinamento contínuo. Já a grande maioria afirma que é importante poder fazer cursos de qualificação profissional e desenvolvimento durante o tempo da empresa, em vez de licença remunerada.

    Ainda, 93% dos funcionários afirmam que, quando o empregador reconhece suas realizações profissionais, isso aumenta a produtividade geral do trabalho. Enquanto isso, 94% dos funcionários consideram a comunicação pessoal a ferramenta de comunicação mais empática. Isso cria uma dinâmica interessante, dado o cenário atual que força a comunicação digital entre a força de trabalho.

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  • Passos para enfrentar os desafios

    É importante que os trabalhadores de home office abordem os limites imprecisos do trabalho remoto e estabeleçam fronteiras físicas no espaço de trabalho designado na casa. Trate a situação como se estivesse do outro lado da cidade e peça aos membros da casa que o considerem como tal, por exemplo, nenhuma interrupção de outro cômodo quando você estiver envolvido em um projeto, a menos que seja uma emergência.

    Vá para a área de trabalho designada apenas quando precisar trabalhar. Siga uma rotina e se mantenha fora do espaço de trabalho após o expediente. Tente manter o mesmo horário de início do trabalho no escritório para não ser engolido pela sobrecarga. É essencial que os empregadores sejam sensíveis à linha entre o tempo pessoal e de trabalho e atentos às mudanças nos fusos horários que podem pressionar os trabalhadores remotos a trabalhar muito depois do expediente.

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  • Passos para enfrentar os desafios

    Dave Garrett, diretor de estratégia e crescimento do Project Management Institute, oferece várias soluções para combater o esgotamento e a “fadiga do Zoom”:

    Experimente uma videochamada por vez. Desde março, o fenômeno “fadiga do Zoom” se infiltrou em muitas equipes remotas e a videoconferência assíncrona pode combater isso.

    Incentive as férias e dias de descanso. A reprogramação das férias forçou as pessoas a continuar trabalhando até que as coisas voltem ao “normal” e cabe aos chefes de equipe impedir isso.

    Reconheça os sinais e demonstre empatia. O esgotamento pode atingir pessoas em qualquer nível e setor. Perceber os sinais nos membros de sua equipe antes que eles percam o desempenho pode permitir que gestores ajam mais rapidamente, economizando produtividade.

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  • Passos para enfrentar os desafios

    A Southern Cross University entrevistou mais de mil profissionais em três continentes para descobrir os investimentos mais eficazes que os trabalhadores fazem para promover suas carreiras. O estudo mostrou que nove em cada dez pessoas que procuraram terapia disseram que isso as ajudou a alcançar seus objetivos na profissão. Ainda, 41,5% que procuraram ajuda foram promovidos nos últimos dois anos.

    A empatia é uma habilidade a ser aprimorada pelos gestores, assumindo a perspectiva de que a saúde mental do funcionário não é um fardo, mas fundamental para o sucesso da equipe. A pesquisa mostra que uma diminuição da empatia no local de trabalho ameaça a coesão e o moral da empresa, ao passo que um aumento na empatia intensifica a produtividade e resultados financeiros da empresa. Seu exercício também é importante para o RH ficar atento ao aumento de maus-tratos em meio à mudança para o home office e abordar a melhor maneira de os funcionários denunciarem, dadas as limitadas interações pessoais no digital.

    A gestão pode abordar o que pode ser feito no futuro para combater as demandas inadequadas do local de trabalho conforme nos ajustamos a um “novo normal”. Cabe à administração criar maneiras de agilizar o número de reuniões, melhorar a eficiência e dar aos funcionários remotos mais tempo para realizar seu trabalho.

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Excesso de trabalho, esgotamento e “fadiga do zoom”

Conforme os trabalhadores continuam a se adaptar ao “novo normal”, férias em família estão sendo adiadas, pais que trabalham estão tentando descobrir como fazer suas obrigações com os filhos em casa em aulas virtuais e a fronteira entre trabalho e tempo pessoal continua a se confundir. De acordo com Dave Garrett, diretor de estratégia e crescimento do Project Management Institute, reconhecer e prevenir o esgotamento e a “fadiga do Zoom” continuará a ser uma tarefa importante para os chefes. Um novo estudo da Okta valida a perspectiva de Garrett e aponta que, meses após o início da pandemia, as horas de trabalho, esgotamento e tempo prolongado no computador têm sido os principais obstáculos.

Segundo a pesquisa, os trabalhadores estão sentindo a pressão para ter um bom desempenho e, por sua vez, trabalhar mais horas. Mais pessoas estão trabalhando fora do dia normal de trabalho, das 9h às 17h. Não ter deslocamento diário ou deixar os filhos creche significa mais produtividade no início da manhã. Assim, os funcionários estão começando a trabalhar cada vez mais cedo em relação ao período antes da Covid-19, em um aumento de 26% às 4h, 23% às 5h e 22% às 6h. No entanto, há uma queda de atividade à tarde, por volta das 13h às 17h, em que a equipe de estudo especulou ser a hora ficar com a família e exercer outras responsabilidades. Enquanto isso, os resultados observaram um retomada do trabalho no final da noite, com um aumento de 30% em relação aos acessos pré-Covid à 1h e um alta de 34% às 2h.

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