7 atitudes que as pessoas fortes nunca tomam

 Julio Ricco/Getty Images
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A ciência ajuda a explicar como os indivíduos fortes aceitam opiniões e entendem que podem estar errados

Já escrevi em outro lugar sobre alguns dos bons hábitos que as pessoas mentalmente fortes cultivam. Por exemplo, muitos deles se inspiram em citações famosas que oferecem conselhos sobre como lidar com circunstâncias estressantes imediatas e iminentes. Você pode encontrar diversas citações para cada dia do mês, cada uma delas baseada na ciência.

No entanto, embora minha lista de hábitos mentalmente fortalecedores seja curta, é igualmente importante para nós sabermos quais deles as pessoas mentalmente fortes evitam. Compreender isso pode nos ajudar a eliminar caminhos errados em nossas próprias jornadas para obter resiliência diante de desafios difíceis.

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Veja na galeria de imagens a seguir sete coisas que as pessoas mentalmente fortes nunca fazem (ou pelo menos tentam nunca fazer):

  • 1. Elas nunca tomam decisões importantes quando estão emotivas

    Existe uma vasta literatura científica sobre como as emoções podem atrapalhar a tomada de decisão. A maneira como isso funciona é diferente para cada pessoa e, muitas vezes, está relacionada a traumas pessoais e experiências anteriores. No entanto, o resultado é que as emoções podem bancar o policial bom ou policial mau, e é preciso saber qual deles está blefando. Por exemplo, muitos compradores profissionais insistem que fazer compras é uma tarefa emocional. Se você não estiver apaixonado por um determinado item da loja, ela diria, você nunca o usará quando voltar para casa. Essa é realmente uma afirmação justa.

    O mesmo pode ser dito sobre a compra de uma casa ou mesmo a escolha de um(a) companheiro(a). Se você não tem afinidade emocional com a casa em que mora ou com a pessoa que vive, provavelmente sofrerá outras consequências psicológicas, mesmo que sua decisão de “selecioná-los” fizesse todo o sentido lógico na época.

    O problema surge quando a decisão é emocional, em vez de simplesmente envolver emoção. Isso acontece quando nossas emoções estão carregadas. Nesses casos, não processamos informações. Por exemplo, não iremos detectar algo que realmente odiamos em uma casa, em uma pessoa ou em um novo suéter vermelho até que nossas emoções se acalmem.

    Pessoas mentalmente fortes, entretanto, sabem disso e se esforçam ao máximo para pensar na situação com neutralidade. Elas permitem que suas emoções diminuam em intensidade. Elas buscam recuperar o controle sobre si, então, pesam as coisas na proporção apropriada. Só então tomam uma decisão. Na verdade, mesmo assim, costumam pedir conselhos de alguém emocionalmente distante da situação.

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  • 2. Eles não ignoram a necessidade de tomar uma decisão

    Ao mesmo tempo, pessoas mentalmente fortes não hesitam desnecessariamente. Elas percebem que tomar uma decisão é fundamental e, muitas vezes, depende de tempo. Por outro lado, a maioria de nós hesita quando se trata de tomar grandes decisões. Exibimos um viés conhecido como efeito de ambiguidade, que nos leva a atrasar nossas decisões na esperança de obter mais informações.

    No entanto, existem dois problemas com esse tipo de atraso irracional. Primeiro, esperamos por informações que podem nunca vir ou que podem não nos ajudar a tomar uma decisão (ou seja, viés de informação). Em segundo lugar, depois de perceber que não obteremos as informações que buscamos, recorremos a experiências passadas (muitas vezes desencadeado por algo que se assemelha a algo pelo qual já passamos). Isso é chamado de ancoragem. Assim, se estamos tentando decidir sobre aceitar um novo emprego ou frequentar uma determinado curso, esperamos por informações que, honestamente, nunca iremos saber, como dados que nos dirão se seremos felizes ou teremos sucesso.

    Subconscientemente, começamos a procurar por pistas que possam nos dar uma resposta, como a cor do prédio do escritório do empregador ou os dormitórios dos alunos de determinada escola. Em última análise, essas informações irrelevantes despertam lembranças ruins (ou boas). No entanto, por acreditar que isso determinará (neste caso) nossa felicidade, decidimos a favor ou contra o empregador ou a escola de maneira errada. Pessoas mentalmente fortes pensam apenas sobre as informações relevantes de que precisam para tomar uma decisão. Elas também consideram se as informações que seu instinto lhes doz serem necessárias são realmente razoáveis.

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  • 3. Elas não tiram conclusões sem reunir informações suficientes

    Da mesma forma, pessoas mentalmente resistentes reconhecem situações em que não têm informações suficientes para chegar a quaisquer conclusões significativas. Por exemplo, em uma discussão com outras pessoas, reconhecem o ponto em que a opinião se insinuou e a extrapolação começou. Nesse ponto, elas recuam: uma vez que nenhuma conclusão útil pode ser tirada, o que resta é apenas opinião.

    Eis o que acontece com os mentalmente fracos: frequentemente, eles caem em uma falácia lógica conhecida como generalização defeituosa. Não apenas acreditam que têm informações suficientes para tirar uma conclusão, mas trazem informações irrelevantes para apoiar essa conclusão errada. O problema só pode ser evitado questionando se você tem o (mau) hábito de tirar uma conclusão sem apoio suficiente para a lógica que conduz a ela.

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  • 4. Elas não buscam informações que apoiem ​​sua conclusão

    Isso é algo diferenciado. Pessoas mentalmente fortes analisam os prós e os contras de suas decisões separadamente ao invés de fazer uma simples comparação. Infelizmente, a maioria de nós cai nesse viés cognitivo, conhecido como confirmação. É até mesmo propagado pelo método científico (que busca evidências em apoio à rejeição de uma hipótese, confirmando o que suspeitamos).

    Em outras palavras, ao decidir comprar um carro novo, por exemplo, construímos um caso para nós mesmos sobre por que devemos comprar o carro. Nunca levamos a sério todas as razões pelas quais não devemos ou uma comparação do “deveria’ contra o “não deveria”. A maneira como as pessoas mentalmente fortes evitam esse viés é tentando suspender o julgamento ao chegar a uma conclusão inicial. Novamente, elas dão um passo atrás e tentam se livrar de qualquer inclinação para ir a favor ou contra algo, então pesam as evidências. É difícil, mas pode ser alcançado com prática.

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  • 5. Elas não presumem que os outros concordam (ou devem concordar) com elas

    Infelizmente, muitos de nós assumem que outras pessoas concordam ou devem concordar conosco ou nós as rotulamos de “estúpidas” ou tendenciosas. Esse viés, conhecido como realismo ingênuo, é generalizado. Não se origina apenas de nossos outros erros de pensamento (como generalização e confirmação falha) nos leva a acreditar que vivemos na realidade, enquanto outros, que discordam de nós, vivem em realidades falsas. Na verdade, podemos estar certos sobre algo, mas isso não significa que os outros estejam necessariamente errados sobre a mesma coisa. Pode haver várias explicações alternativas.

    Em qualquer caso, pessoas mentalmente fortes veem essa armadilha e a evitam. Elas reconhecem que parte de sobreviver a um grande desafio na vida envolve aceitar a validade das experiências dos outros. Elas também evitam assumir qualquer carga cognitiva e crítica. Outros podem enfrentar o mesmo desafio, por exemplo, de uma maneira completamente diferente, mas igualmente eficaz, devido às suas circunstâncias completamente diferentes. Na verdade, pessoas mentalmente fortes reconhecem que se os outros aceitarem seu “caminho” como o único, isso pode ser não apenas ineficaz, mas prejudicial. Assim, esse tipo de pessoa evita trazer esse estresse desnecessário sobre si mesmo. O que funciona para João funciona para João, e é isso. Os outros não são João.

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  • 6. Elas não presumem que não podem estar erradas

    Ao mesmo tempo, a pessoa mentalmente forte percebe que seu “caminho”, ou seu pensamento, ou seu mecanismo de enfrentamento, pode ser inferior ao dos outros. Em outras palavras, a pessoa mentalmente forte é rápida para aprender e lenta para descartar formas alternativas de pensar e agir. Usando sua capacidade de reunir informações suficientes, pesar os fatos com justiça, não tirar conclusões precipitadas e evitar as outras armadilhas mencionadas acima, elas percebem que podem estar erradas. Esta é uma característica da humildade intelectual, uma faculdade mental poderosa que pode ser instrumental para reunir forças durante um fracasso.

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  • 7. Elas não evitam a mudança ou hesitam em mudar

    Ao reconhecer a possibilidade de estar errada, a pessoa mentalmente forte não hesita em colocar a mudança em ação. As circunstâncias típicas são fáceis de imaginar. Dada uma situação estressante ou desafiadora, as grandes mentes percebem que as formas anteriores de lidar com uma situação não foram eficazes. A pessoa, então, se lembra do conselho ao qual inicialmente resistiu (como literalmente fazer o oposto de atender aos seus próprios desejos, como responder em uma discussão, etc). A pessoa mentalmente forte não tem medo de implementar a nova estratégia (por exemplo, usar o silêncio, mudar de assunto, etc.). E ainda toma nota dos efeitos da nova estratégia. Se funcionar, eles reconhecem. Do contrário, continuam buscando soluções melhores. O importante é que não sejam avessos a adotar algo novo, desde que funcione.

    A importância de compreender como evitar as armadilhas e ter resiliência mental não pode ser subestimada. Na verdade, muitas vezes nossa resistência mental é mais necessária quando os outros confiam em nós, ou seja, quando as apostas são mais altas. Nesses casos, é fácil tropeçar por causa dos sentimentos adicionais de dever e responsabilidade. Esses são os momentos para entender as armadilhas da força mental e como isso pode ajudar. Essa sabedoria atua como guia para aqueles momentos em que nosso pensamento pode estar trilhando o caminho errado.

    Thomas Barwick/Getty Images

1. Elas nunca tomam decisões importantes quando estão emotivas

Existe uma vasta literatura científica sobre como as emoções podem atrapalhar a tomada de decisão. A maneira como isso funciona é diferente para cada pessoa e, muitas vezes, está relacionada a traumas pessoais e experiências anteriores. No entanto, o resultado é que as emoções podem bancar o policial bom ou policial mau, e é preciso saber qual deles está blefando. Por exemplo, muitos compradores profissionais insistem que fazer compras é uma tarefa emocional. Se você não estiver apaixonado por um determinado item da loja, ela diria, você nunca o usará quando voltar para casa. Essa é realmente uma afirmação justa.

O mesmo pode ser dito sobre a compra de uma casa ou mesmo a escolha de um(a) companheiro(a). Se você não tem afinidade emocional com a casa em que mora ou com a pessoa que vive, provavelmente sofrerá outras consequências psicológicas, mesmo que sua decisão de “selecioná-los” fizesse todo o sentido lógico na época.

O problema surge quando a decisão é emocional, em vez de simplesmente envolver emoção. Isso acontece quando nossas emoções estão carregadas. Nesses casos, não processamos informações. Por exemplo, não iremos detectar algo que realmente odiamos em uma casa, em uma pessoa ou em um novo suéter vermelho até que nossas emoções se acalmem.

Pessoas mentalmente fortes, entretanto, sabem disso e se esforçam ao máximo para pensar na situação com neutralidade. Elas permitem que suas emoções diminuam em intensidade. Elas buscam recuperar o controle sobre si, então, pesam as coisas na proporção apropriada. Só então tomam uma decisão. Na verdade, mesmo assim, costumam pedir conselhos de alguém emocionalmente distante da situação.

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