4 passos para resolver qualquer problema no trabalho

RichLegg/ Getty Images
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Identificar a raiz da questão é a primeira etapa para ter uma solução eficiente

O local de trabalho está repleto de problemas que precisam ser resolvidos diariamente. Eles podem variar de reclamações de clientes, questões de qualidade, cortes de orçamento ou comunicação e de dinâmica dentro da equipe, entre outros.

Com todos esses problemas a serem resolvidos diariamente, não é ser surpresa que uma das principais características que os empregadores procuram ao contratar novos talentos é alguém que seja um bom “solucionador”. Mas, o que é essa habilidade?

Em meus anos de trabalho com clientes que se sentem presos e não gostam de seu emprego atual ou não têm certeza de como começar o negócio de seus sonhos (todos com problemas a espera de serem resolvidos), eu percebi que resolver problemas não é simplesmente a capacidade de corrigi-los quando eles aparecem; na verdade, tudo se resume a quanto foco você pode trazer para identificar o problema em si.

Como Albert Einstein afirmou: “Se eu tivesse uma hora para salvar o planeta, gastaria 59 minutos definindo o problema e um minuto resolvendo-o”.

E, no entanto, em um mundo onde, em vez de ouvir, muitas vezes estamos preparando nossas respostas aos outros, parece que raramente seguimos o conselho do ilustre cientista.

Na maioria dos casos, primeiramente entramos com tudo para apagar o fogo, em vez de perder o tempo necessário para entender de onde a chama começou. Se não perdermos esse tempo anterior para entender qual é o problema que estamos realmente resolvendo, gastamos mais tempo focados em aspectos que não chegam realmente a raiz do obstáculo.

Por exemplo, em meus anos de coaching com clientes que buscam clareza, descobri que não é clareza que eles realmente precisam. A raiz de seu desconforto e sua luta é que eles precisam se reconectar com seu eu autêntico. A desconexão é a raiz do problema.

Veja na galeria de imagens a seguir quatro passos para resolver qualquer problema da maneira certa:

  • 1. Não faça suposições

    Ao identificar um problema pela primeira vez, certifique-se de que sua identificação não está diretamente focada em uma solução. Se você está vendendo um curso online, por exemplo, e as vendas não estão indo como você imaginou, pode pensar que seria prudente ir direto ao envio de mais e-mails e relançar o programa. Mas e se o seu público nem está no seu mailing? Ou se a oferta do produto não é algo que eles estejam realmente interessados ​​em comprar? Existem muitas causas possíveis para o problema. Toda a suposição faz com que a definição se torne obscura e as soluções irreconhecíveis.

    Primeiro, reconheça que as suposições são uma característica humana inata e algo que todos fazem para sobreviver em nosso nível mais primitivo. Pesquisas descobriram que o cérebro realmente recompensa as suposições e é programado para nos convencer de que estamos certos, mesmo quando podemos estar errados. Segundo uma pesquisa conduzida por Bojana Kuzmanovic do Instituto Max Planck, em Colônia, na Alemanha, sempre que ouvimos informações que corroboram nossas suposições, o cérebro ativa duas áreas do córtex pré-frontal –a parte do cérebro responsável pela tomada de decisão e pelo comportamento cognitivo–, associado à recompensa.

    Com isso em mente, transforme suas suposições em perguntas. Em vez de acreditar em uma suposição do tipo “ninguém comprou meu produto porque não viu os anúncios por e-mail”, reformule-a em uma pergunta: “Por que ninguém comprou meu produto?”. Isso tira você imediatamente do modo de suposição para que assim, descubra a raiz do problema.

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  • 2. Vá à raiz do problema

    Não é suficiente identificar um problema se você não entende o porquê da existência do problema.

    A pesquisa se torna um componente extremamente valioso neste processo de solução de problemas. Embora leve algum tempo no início, esse aspecto da resolução de um problema é o que tornará a primeira solução implementada, provavelmente, a única.

    Comece a falar com seu público, sejam clientes, clientes potenciais ou colegas de trabalho. Descubra onde eles passam o tempo online e comece a se conectar intimamente com eles como um meio de descobrir o que pensam sobre o problema. Pesquise livros e estude outras pessoas que vivem no mesmo espaço profissional que você para, assim, entender melhor os problemas que elas superaram e como o fizeram. Leia as análises de produtos dos concorrentes e preste muita atenção à seção de comentários de seu feed para ver se enfrenta os mesmos problemas. Faça toda essa pesquisa antes de realizar qualquer ação.

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  • 3. Interprete o problema de todas as maneiras possíveis

    Você já se sentiu convencido de que apenas uma única ideia vai ser a solução? Não importa o que aconteça, essa ideia é tudo em que você pode pensar. Apegar-se a apenas uma possível solução de um problema pode lhe dar uma visão limitada.

    Quando estressado, seu cérebro fica sem dopamina, mas, quando você hiperfocaliza em algo, ativa o córtex pré-frontal, desencadeando a liberação da substância. Sob grande estresse, seus sentidos ficam bloqueados, impedindo-o de se sentir bem e de seguir em frente.

    Para combater essa visão afunilada, crie uma lista de possíveis motivos pelos quais você pode ter esse problema, não importa o quão tolos, loucos ou estranhos possam ser. Não se julgue pelos problemas que você cria; veja isso simplesmente como um exercício para o cérebro praticar andamento das coisas e para se reconectar com sua criatividade. Depois de criar essa lista, volte à definição do problema original e faça referência à sua pesquisa para ver se há novas soluções ou se o verdadeiro problema se apresentou.

    Post-its, penicilina, micro-ondas e até mesmo a batata frita foram inventados por acaso. Uma série de estudos e ações fez com que esses produtos, massivamente utilizados e consumidos, entrassem no mercado. Na maioria dos casos, os inventores estavam tentando aplicá-los a um público ou a um processo que não se encaixava. Mas, com um pouco de reformulação e o compromisso de buscar opções alternativas, as soluções certas se apresentaram. Portanto, tente encontrar criativamente a raiz do seu problema.

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  • 4. Pergunte a si mesmo o que você poderia fazer

    Todos nós queremos “acertar”, e por isso é tão tentador perguntar: “O que devo fazer?”. Mas a palavra “deveria” tende a nos prender a formas antigas de resolver um problemas.

    Um experimento da Academy of Management, uma associação profissional para estudiosos de administração, mostrou que mudar o verbo de “deveria” para “poderia” levou os participantes a gerar soluções mais criativas nos desafios. Seja aquela pessoa que pergunta: “E se …?” e “Que tal…?”. Você pode se surpreender com o que pode surgir.

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1. Não faça suposições

Ao identificar um problema pela primeira vez, certifique-se de que sua identificação não está diretamente focada em uma solução. Se você está vendendo um curso online, por exemplo, e as vendas não estão indo como você imaginou, pode pensar que seria prudente ir direto ao envio de mais e-mails e relançar o programa. Mas e se o seu público nem está no seu mailing? Ou se a oferta do produto não é algo que eles estejam realmente interessados ​​em comprar? Existem muitas causas possíveis para o problema. Toda a suposição faz com que a definição se torne obscura e as soluções irreconhecíveis.

Primeiro, reconheça que as suposições são uma característica humana inata e algo que todos fazem para sobreviver em nosso nível mais primitivo. Pesquisas descobriram que o cérebro realmente recompensa as suposições e é programado para nos convencer de que estamos certos, mesmo quando podemos estar errados. Segundo uma pesquisa conduzida por Bojana Kuzmanovic do Instituto Max Planck, em Colônia, na Alemanha, sempre que ouvimos informações que corroboram nossas suposições, o cérebro ativa duas áreas do córtex pré-frontal –a parte do cérebro responsável pela tomada de decisão e pelo comportamento cognitivo–, associado à recompensa.

Com isso em mente, transforme suas suposições em perguntas. Em vez de acreditar em uma suposição do tipo “ninguém comprou meu produto porque não viu os anúncios por e-mail”, reformule-a em uma pergunta: “Por que ninguém comprou meu produto?”. Isso tira você imediatamente do modo de suposição para que assim, descubra a raiz do problema.

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