3 maneiras de identificar um colega de trabalho tóxico

Saiba como se afastar de intrigas e manter a concentração no ambiente profissional.

Heidi Lynne Kurter
Compartilhe esta publicação:
Getty Images
Getty Images

Quatro em cada cinco funcionários trabalham ou já trabalharam com um colega tóxico, indica pesquisa

Acessibilidade


É necessário apenas um trabalhador tóxico para causar estragos e impactar negativamente todo o local de trabalho. Eles não apenas tornam o ambiente desagradável, mas também prejudicam a produtividade e a moral de todos ao redor. Eles criam um drama desnecessário, corroem a cultura, distorcem os valores da empresa e destroem a confiança da equipe.

De acordo com um estudo da Fierce Inc., quatro em cada cinco funcionários trabalham ou já trabalharam com um colega de trabalho potencialmente tóxico. A empresa Randstad conduziu um estudo explorando os motivos de os funcionários deixarem seus locais de trabalho e descobriu que 58% saíram ou estão pensando em sair devido a negatividade, política do escritório e comportamento desrespeitoso.

LEIA MAIS: 3 razões pelas quais você ainda não encontrou o emprego certo

É mais fácil falar do que não permitir que a toxicidade de uma pessoa afete seu próprio desempenho, especialmente se trabalhar diretamente com ela. Essa é uma experiência impotente e desgastante. Além disso, nem sempre é fácil identificar essa situação, especialmente se você considera essa pessoa um amigo.

Se você se sentir esgotado ou negativo depois de interagir com eles, isso pode ser um sinal de que eles são tóxicos. Esse comportamento pode se manifestar por meio de palavras, linguagem corporal, desrespeito aos limites, acumulação de informações, sabotando os outros propositadamente, não cumprindo promessas ou compromissos, insultos, boatos etc.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Veja, na galeria de imagens a seguir, três maneiras de identificar um colega de trabalho tóxico e definir limites saudáveis:

  • 1. Síndrome da vítima

    Funcionários com mentalidade de vítima sempre falarão sobre o quanto odeiam o trabalho, o chefe, a equipe ou a empresa. Há uma diferença entre ter um dia ruim e alguém que se deleita em criar miséria para os outros. Dan Bailey, presidente da organização WikiLawn Lawn Care, em Los Angeles, explicou: “Eles se sentem melhores conforme conseguem compartilhar suas insatisfações com mais pessoas”.

    Apesar de não estarem engajados, colegas de trabalho tóxicos darão desculpas sobre seus desempenhos ao receberem algum feedback construtivo porque acreditam que isso é um ataque pessoal. Além disso, guardam rancor e nunca perdem a chance de dizer como foram injustiçados.

    Aqueles que são novos em uma empresa estão propensos a serem arrastados para a negatividade, pois estão ansiosos para fazer amigos e inconscientes dos padrões da equipe. Por esse motivo, é importante estar sempre atento para perceber se isso as dinâmicas da organização.

    Aqui estão algumas estratégias de enfrentamento para ajudá-lo a se recuperar de um encontro tóxico e permanecer mentalmente forte:

    – Cerque-se de colegas de trabalho que assumem responsabilidades e aprendem com os erros;
    – Procure ajuda na empresa ou profissional para saber como gerenciar melhor a situação e ter um espaço seguro para falar sobre isso;
    – Fale com o seu departamento de RH e mantenha a conversa com base em fatos, e não na personalidade de um indivíduo;
    – Incorpore atividades sociais de que goste depois do trabalho;
    – Seja grato e medite.

    Ariel Skelley/Getty Images
  • 2. Fofocas

    A fofoca é a raiz de muitos problemas internos da empresa. Gera negatividade e se espalha rapidamente. Yasir Nawaz, produtor de conteúdo digital do site “Pure VPN”, diz: “Colegas tóxicos drenam sua energia e são uma fonte constante de desmotivação. A pior parte é que você pode só perceber que está na companhia de uma pessoa assim quando ela o prejudica”. Ele acrescenta que “para identificar um, observe quem fala constantemente sobre os outros pelas costas”.

    Para Melanie Musson, especialista em seguros da companhia Buy Auto Insurance, “a fofoca não ajuda a construir uma equipe mais forte; ao contrário, destrói o trabalho do time. Provavelmente, se eles fofocarem com você, também estarão fofocando sobre você”.

    Outro sinal de alerta é se o seu colega se recusa a compartilhar com você um conhecimento que o impede de realizar seu trabalho. Como vítima de um ex-colega de trabalho e chefe tóxico, sei como seu impacto pode ser prejudicial não apenas na produtividade e saúde mental, mas também na equipe e no local de trabalho em geral. Meu ex-colega de trabalho me excluiu de reuniões, atividades de equipe e ocultou informações que me impediam de fazer bem o meu trabalho e as usou contra mim.

    Melanie explica que as pessoas tóxicas se colocam em primeiro lugar. “Eles realmente não se importam com o time e usam os problemas dos outros como uma forma de progredir no trabalho. Se um membro da equipe está com problemas, esse ‘colega’ pode aproveitar a oportunidade para mostrar como ele se destaca nessa mesma área.”

    Eventualmente, estabeleci um limite onde comecei a documentar cada incidente antes de confrontá-lo. Então, trabalhei para encontrar as informações de que precisava e limitei totalmente minhas interações com essa pessoa. Esteja ciente de que estabelecer limites saudáveis ​​frequentemente levará os colegas de trabalho tóxicos a reagir negativamente. No entanto, aqueles que são mais felizes e produtivos são os que estabelecem limites saudáveis.

    Aqui estão os limites que você pode definir com um colega de trabalho que fofoca:

    – Tenha empatia e redirecione os colegas para se concentrarem no que está funcionando ou para falar com seu gerente;
    – Saia da conversa quando a fofoca começar;
    – Concentre-se nos comentários positivos, que celebram as conquistas dos outros;
    – Comunique seus limites, deixando-os saber que você não gosta de falar sobre política de escritório;
    – Cerque-se de pessoas que preferem compartilhar conhecimento do que espalhar fofoca;
    – Use frases-chave, como: “isso soa como um boato e não quero ouvir”, “prefiro me envolver em conversas construtivas” ou responder com “isso é um fato ou fofoca?”.

    Morsa Images/Getty Images
  • 3. Comentários passivo-agressivos

    Matt Satell, CEO da empresa Prime Mailboxes, comenta que funcionários tóxicos costumam ser aqueles que intencionalmente prejudicam as capacidades dos outros para que possam ficar à frente de seus concorrentes. Eles prosperam ao encontrar falhas, negatividade e reter as pessoas.

    Aqui estão alguns exemplos de comentários e comportamentos passivo-agressivos:

    – Ignorar algumas pessoas;
    – Responder com sarcasmo ou insultos disfarçados;
    – Culpar os outros;
    – Rejeitar feedback e outras perspectivas;
    – Dar desculpas;
    – Ter atitude cínica ou ar de superioridade.

    Nich Chernets, CEO do site Data for SEO, ressalta: “Na minha experiência, pessoas tóxicas tendem a reclamar muito, mesmo em situações em que tudo está bem. Eles procuram um público que ouça constantemente os seus problemas. No longo prazo, trazem muita negatividade para o processo de trabalho e sobrecarregam os outros com coisas desnecessárias”. Além disso, John Stevenson, especialista em marketing do portal “My GRE Exam Preparation”, acrescenta: “Isso cria um ambiente onde outros membros não conseguem trabalhar plenamente”.

    Você pode cultivar a positividade por meio de interações construtivas com outros amigos, ouvindo podcasts motivacionais e descobrindo o que há de bom no trabalho que você faz. É fácil perder a motivação quando uma pessoa tóxica mina suas habilidades e acredita que o papel e contribuições dela são mais valiosos do que os de qualquer outro.

    Veja algumas maneiras de se lembrar de seu trabalho árduo e contribuições:

    – Mantenha um documento atualizado de suas conquistas e vitórias;
    – Guarde reconhecimentos de e-mails, análises de cliente/gerente e feedbacks;
    – Consulte esses arquivos para se motivar.

    Getty Images

1. Síndrome da vítima

Funcionários com mentalidade de vítima sempre falarão sobre o quanto odeiam o trabalho, o chefe, a equipe ou a empresa. Há uma diferença entre ter um dia ruim e alguém que se deleita em criar miséria para os outros. Dan Bailey, presidente da organização WikiLawn Lawn Care, em Los Angeles, explicou: “Eles se sentem melhores conforme conseguem compartilhar suas insatisfações com mais pessoas”.

Apesar de não estarem engajados, colegas de trabalho tóxicos darão desculpas sobre seus desempenhos ao receberem algum feedback construtivo porque acreditam que isso é um ataque pessoal. Além disso, guardam rancor e nunca perdem a chance de dizer como foram injustiçados.

Aqueles que são novos em uma empresa estão propensos a serem arrastados para a negatividade, pois estão ansiosos para fazer amigos e inconscientes dos padrões da equipe. Por esse motivo, é importante estar sempre atento para perceber se isso as dinâmicas da organização.

Aqui estão algumas estratégias de enfrentamento para ajudá-lo a se recuperar de um encontro tóxico e permanecer mentalmente forte:

– Cerque-se de colegas de trabalho que assumem responsabilidades e aprendem com os erros;
– Procure ajuda na empresa ou profissional para saber como gerenciar melhor a situação e ter um espaço seguro para falar sobre isso;
– Fale com o seu departamento de RH e mantenha a conversa com base em fatos, e não na personalidade de um indivíduo;
– Incorpore atividades sociais de que goste depois do trabalho;
– Seja grato e medite.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: