7 motivos pelos quais a socialização é capaz de melhorar o desempenho no trabalho

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A troca entre os membros da equipe permite ganho de confiança dentro da empresa

Muitas pesquisas mostram os motivos pelos quais as pessoas desejam voltar ao escritório. Isso porque, embora existam grandes atrativos no home office, a vontade de trabalhar presencialmente continua sendo uma realidade para muitos de nós. E a razão para isso é simples: socializar.

Qualquer bom líder sabe que a produtividade não vem de ficar ao redor do café conversando sobre o jogo da noite anterior ou sobre o casamento de seu colega de trabalho.

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Socializar pode soar um pouco impróprio, mas não se trata apenas de comparar notas sobre os melhores aplicativos para meditação ou ioga. É muito mais – é contribuir para o desempenho, envolvimento, inovação, felicidade e realização.

Razões para retornar

Os aspectos sociais do trabalho contribuem para o desejo dos trabalhadores de voltar ao escritório. As pessoas querem um maior senso de propósito para se concentrar de forma mais eficaz e também querem ter maior acesso a ferramentas que as ajudem a colaborar. E claro, querem apenas sair de casa.

O trabalho é fundamentalmente social. Seja você alguém que gosta de conviver com outras pessoas em eventos sociais ou um introvertido convicto, é preciso algum nível de conexão com os outros para ser feliz e saudável. Aspectos do trabalho que o ligam a outras pessoas podem ajudá-lo a conseguir isso.

É tudo sobre as pessoas

Além das necessidades de propósito, desempenho e variedade, uma das coisas mais importantes que as pessoas desejam é o seu pessoal – colegas de trabalho e de equipe. Sentimos falta deles por muitos bons motivos – todos sociais e nenhum deles sentimental.

Veja, na galeria de fotos abaixo, os motivos pelos quais a socialização contribui para resultados positivos para pessoas e empresas:

  • Identidade social

    Para muitos, a forma como contribuímos com a sociedade é por meio do nosso trabalho – e isso faz parte da formação da nossa identidade. Reunir-se com pessoas por um objetivo comum é um aspecto de como nos entendemos. Curiosamente, essa tendência de senso positivo de si mesmo a partir do trabalho e dos colegas surgiu quando as pessoas começaram a migrar para as cidades no final do século 19 e no início do século 20.
    Enquanto os laços com as famílias foram reduzidos devido ao tempo que os trabalhadores passavam fora de casa, a identificação com os colegas aumentou com base na experiência profissional. Isso ainda é verdade nos dias de hoje – podemos ter uma noção mais positiva de nós mesmos com base em como expressamos nossos talentos no trabalho.

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  • Normas sociais

    Outro elemento importante do convívio é o desenvolvimento de uma cultura dentro da empresa. Sempre em evolução, os funcionários contribuem continuamente com a formação desta por meio de suas escolhas e dos seus comportamentos – que podem reforçar os valores do grupo (ou não). Quando as pessoas se conectam, a cultura é fortalecida à medida que os membros se lembram do “o que é aceito” e “como as coisas são feitas por aqui”. Além disso, quando os funcionários entendem as regras não escritas de uma organização por meio de interações regulares com outros, eles podem se sentir mais incluídos e bem-vindos – não importa quanto tempo tenham trabalhado para a empresa.

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  • Aprendizagem social

    A aprendizagem é fundamental para o crescimento e, normalmente, acontece através de uma interação. Mesmo que esteja aprendendo com um livro ou vídeo, você está coletando novas informações de um autor ou apresentador. O mais importante é aprender que é possível fazer isso enquanto participa e se envolve ativamente com outras pessoas. Quando colegas de equipe contribuem em uma reunião, eles desenvolvem as ideias uns dos outros e aprendem novas maneiras de fazer algo.

    Ao encontrar pessoas informalmente no escritório, você pode ficar sabendo de uma atualização sobre o negócio ou de um problema com um cliente. Ou, quando um colega compartilha uma ideia ou inovação, você pode aprender sobre uma nova maneira de resolver um problema. É claro que também existe o aprendizado formal, mas a teoria clássica sugere que a pessoa que mais aprende na classe é, muitas vezes, aquela que mais interage com os que estão ao redor. Esse grupo está sempre testando ideias, refletindo e ensaiando-as com os colegas e, portanto, aprofundando o entendimento por meio das trocas.

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  • Crescimento social

    Os indivíduos se desenvolvem com o tempo, assim como as equipes e organizações. E são as nossas conexões com outras pessoas que promovem esse crescimento. Quando os indivíduos aprendem de forma independente, isso é bom para eles e para a empresa, mas também é importante considerar o avanço em equipe. Uma compreensão coletiva de um problema ou uma empatia compartilhada por um usuário podem obter melhores resultados. Esse tipo de crescimento acontece junto – por meio da conexão e do investimento de tempo, colaboração, comunicação e coordenação.

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  • Suporte social

    Quando as pessoas se sentem apoiadas e valorizadas, é mais provável que corram riscos e sejam criativas. Isso acontece porque elas se sentem confiantes em uma rede de segurança de relacionamentos sólidos. Conectar-se com colegas oferece a oportunidade de construir relações que oferecem esse tipo de apoio e suporte.

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  • Tecido social

    Outro elemento que preenche as pessoas e fortalece as empresas é o tecido social. Quando as pessoas são capazes de se conectar e construir relacionamentos, elas aprendem sobre as lutas e sucessos umas das outras, se tornando mais preocupadas com o bem-estar alheio. Saber que um colega de trabalho está cuidando dos filhos pequenos ou de um idoso da família é algo importante. Ou talvez perceber que um membro da equipe está inseguro sobre seu trabalho e ruminando sobre um cliente desafiador. Essas são matérias-primas para aumentar os níveis de confiança e compaixão em toda a empresa. Claro, nem todo relacionamento incluirá o compartilhamento de detalhes mais íntimos, mas quando há mais laços entre um número de funcionários, isso amplia e fortalece o compromisso dentro da organização.

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  • Capital social

    Em última análise, o capital social descreve a teia de conexões em uma organização por meio das quais podemos aprender, expandir, crescer e cooperar. A oportunidade de acessar sua rede para pedir conselhos e testar ideias é gratificante para você, mas também para a empresa. É provável que sua rede de relacionamentos mais próximos seja o meio pelo qual você consegue suporte e orientação. Enquanto isso, sua rede de relacionamentos secundários e terciários têm, estatisticamente, mais probabilidade de gerar novas oportunidades de empregos. Por definição, suas conexões mais distantes o ligam ao que você ainda não tem acesso. O capital social também descreve a reciprocidade – a dinâmica social na qual os humanos querem retribuir aquilo que foi dado a eles. Este dar e receber é o andaime para relacionamentos e culturas fortes dentro de uma organização.

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Identidade social

Para muitos, a forma como contribuímos com a sociedade é por meio do nosso trabalho – e isso faz parte da formação da nossa identidade. Reunir-se com pessoas por um objetivo comum é um aspecto de como nos entendemos. Curiosamente, essa tendência de senso positivo de si mesmo a partir do trabalho e dos colegas surgiu quando as pessoas começaram a migrar para as cidades no final do século 19 e no início do século 20.
Enquanto os laços com as famílias foram reduzidos devido ao tempo que os trabalhadores passavam fora de casa, a identificação com os colegas aumentou com base na experiência profissional. Isso ainda é verdade nos dias de hoje – podemos ter uma noção mais positiva de nós mesmos com base em como expressamos nossos talentos no trabalho.

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