4 dicas para traçar um limite entre a vida pessoal e profissional durante o home office

Compartimentar as duas esferas da vida é, além de saudável para a mente, uma forma de melhorar a produtividade.

Melody Wilding, LMSW
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Sem uma boa delimitação, você acaba pensando excessivamente nas tarefas e caindo em um ciclo vicioso de mentalidade negativa

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Com o avanço da pandemia e um estado de home office generalizado, o limite entre “horário de trabalho” e “horário de lazer” nunca foi tão confuso. Na melhor das hipóteses essa divisão acaba sendo furada pelos compromissos, e na pior das hipóteses ela sequer existe. 

A falta de limites torna a compartimentação – isto é, manter o trabalho e os assuntos domésticos em caixas mentais diferentes – muito mais difícil.

LEIA MAIS: 15 formas como o home office mudou a força de trabalho

Isso é ainda mais intenso para pessoas sensíveis, que naturalmente pensam e sentem tudo de maneira mais profunda. 

Sem uma boa delimitação, você acaba pensando excessivamente nas tarefas e caindo em um ciclo vicioso de mentalidade negativa. 

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Adicione a isso o fato de que, se você é naturalmente mais observador e autoconsciente, o aumento repentino das inseguranças é inevitável. 

Se você está sempre “ligado” o trabalho acaba se tornando mais difícil e estressante do que deveria, porque você nunca tem tempo de se recuperar. E sua vida familiar também sofre, porque você nunca está totalmente presente.

O resultado? Você se sente mal por não aparecer da maneira que deseja em ambos os contextos.

Embora o trabalho remoto seja algo que veio para ficar, o mesmo não precisa acontecer com o seu estresse. Veja, na galeria abaixo, algumas maneiras de delimitar o trabalho para que você possa se desligar totalmente:

  • 1. Tire os holofotes de seu comportamento

    Vamos começar com uma mudança de mentalidade. Sem as distrações do escritório e as interações espontâneas com seus colegas, sua mente tem, de certa forma, muito menos para se ocupar e, portanto, pode acabar preenchendo as lacunas de uma forma prejudicial à saúde. Você pode ficar obcecado com suas fraquezas e ou exagerar os pequenos erros que comete, por exemplo. Esse é um viés cognitivo conhecido em psicologia como efeito dos holofotes.

    Na realidade, ninguém está prestando tanta atenção em você quanto você pensa, porque todos estão muito focados em seu próprio trabalho. Portanto, remova os holofotes e dimensione corretamente sua reação. Por exemplo, se você está se culpando por não falar em uma reunião, qual a probabilidade de alguém ter notado? Será que isso vai importar neste momento na próxima semana, no próximo mês, no próximo ano? Se a resposta for negativa, não há problema em deixar a situação para trás.

    Westend61/Getty Images
  • 2. Desenvolva uma rotina de fim de dia

    Sem uma mudança de ambiente óbvia, como o trajeto para o trabalho ou a ida para a academia, pode ser complicado criar uma separação sólida entre sua vida profissional e sua vida doméstica. Assim, muitas pessoas podem descobrir que seu tempo livre é constantemente atormentado por preocupações com o trabalho.

    Tentar suprimir esses pensamentos por pura força de vontade só os tornam mais fortes e levam à frustração. Mas desenvolver uma rotina para encerrar o dia é uma forma eficaz de restaurar um limite.

    Um exercício que compartilho com meus clientes é algo que chamo de “estratégia da mochila”. Pense em todas as situações que aconteceram durante o seu dia de trabalho e coloque-as em uma mochila imaginária. Em seguida, tire a mochila dos ombros e coloque-a no canto, onde ficará durante a noite. Como alternativa, pegue uma folha de papel, desenhe um retângulo no meio e anote suas preocupações, pensamentos e estresses. Em seguida, rasgue o papel e jogue-o fora.

    Getty Images/Susumu Yoshioka
  • 3. Pare com os pensamentos negativos

    Sempre que você se perder em pensamentos negativos – relacionados ao trabalho ou não – você pode usar essa técnica de interrupção para se livrar desse ciclo vicioso. Quando o pensamento surgir, diga a si mesmo com firmeza para parar ou imagine um sinal vermelho de pare em sua cabeça.

    Então pergunte a si mesmo:

    “O quanto esse pensamento está me servindo para alguma coisa agora?”

    “E para que um pensamento diferente desse me serviria?”

    “Como posso me concentrar no que está sob meu controle agora?”

    Ou você pode tentar capturar o pensamento e imaginá-lo flutuando como folhas em um riacho. Isso ajuda a trazer sua mente de volta ao momento presente para que ela possa se concentrar na sua família, nos seus hobbies ou em um momento de relaxamento.

    Kupicoo/Getty Images
  • 4. Encontre uma distração saudável

    Se você pegar o telefone para dar uma olhada em seus e-mails antes de dormir, redirecione sua atenção para um livro de ficção ou uma revista. Lembre-se de que o estímulo que você coloca dita o que volta para a mente, então escolha uma distração que realmente acalme sua cabeça. Percorrer as mídias sociais ou ler um livro relacionado ao trabalho provavelmente não são as escolhas ideais.

    É provável que viveremos com limites confusos por algum tempo. O trabalho de compartimentação continuará a ser crucial, especialmente para os mais sensíveis. Fazer um esforço para ficar mais calmo o ajudará a ser mais criativo, produtivo e bem-sucedido.

    Westend61/Getty Images

1. Tire os holofotes de seu comportamento

Vamos começar com uma mudança de mentalidade. Sem as distrações do escritório e as interações espontâneas com seus colegas, sua mente tem, de certa forma, muito menos para se ocupar e, portanto, pode acabar preenchendo as lacunas de uma forma prejudicial à saúde. Você pode ficar obcecado com suas fraquezas e ou exagerar os pequenos erros que comete, por exemplo. Esse é um viés cognitivo conhecido em psicologia como efeito dos holofotes.

Na realidade, ninguém está prestando tanta atenção em você quanto você pensa, porque todos estão muito focados em seu próprio trabalho. Portanto, remova os holofotes e dimensione corretamente sua reação. Por exemplo, se você está se culpando por não falar em uma reunião, qual a probabilidade de alguém ter notado? Será que isso vai importar neste momento na próxima semana, no próximo mês, no próximo ano? Se a resposta for negativa, não há problema em deixar a situação para trás.


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